segunda-feira, 16 de maio de 2011

Profecias



As previsões dos Maias e de um antigo livro chinês afirmam que o fim do mundo acontecerá no dia 21 de dezembro de 2012; outros falam que haverá uma invasão de “extraterrestres”. Já houve tantas datas anunciadas para o fim do mundo, mas todas falharam. Não podemos esquecer que a Bíblia é a única bússola confiável, capaz de nos orientar quanto aos eventos futuros. Através dela somos exortados: “...acaso, não consultará o povo ao seu Deus?” (Is 8.19; 45.11). Esse convite é estendido novamente a todos nossos queridos amigos para, juntos, participarmos do 13º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, nos dias 19-22 de outubro de 2011, em Águas de Lindóia-SP.

Necessitamos urgentemente duma direção clara a seguir nesses tempos finais, para nos mantermos no caminho estreito e alcançarmos o maravilhoso alvo prometido! O Senhor deseja renovar nosso ânimo e nos abençoar através da comunhão e da Sua Palavra, para que, em meio à turbulência de nosso tempo, sejamos luz e sal para os que vivem ao nosso redor!

Aguardamos a sua presença com grande alegria, desta vez novamente em Águas de Lindóia/SP – Hotel Monte Real, para esta farta programação, acrescida de algumas novidades.

Nós o saudamos cordialmente, unidos em Jesus Cristo

Dieter Steiger

Notícias



Ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste domingo durante confrontos entre forças de segurança e manifestantes nas fronteiras de Israel com os territórios palestinos, com a Síria e com o Líbano.

Os protestos realizados em várias cidades marcam a Nakba, ou a catástrofe, como os palestinos se referem à independência de Israel, em maio de 1948.

Na época, centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas durante os conflitos que se seguiram à independência.

Segundo o correspondente da BBC John Donnison, em Ramallah, os protestos deste ano ganharam ímpeto com a onda de manifestações pró-democracia que vêm ocorrendo desde o início do ano no Oriente Médio e no norte da África.

Em um discurso transmitido em TV nacional na noite deste domingo, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que esperava que a calma e a tranquilidade fossem retomadas rapidamente. 'Mas que ninguém se engane, estamos determinados a defender nossas fronteiras e nossa soberania.'

Barreiras

Os confrontos deste domingo ocorreram em quatro pontos separados das fronteiras de Israel - a passagem de Erez, na fronteira com a Faixa de Gaza, perto de Ramallah, na Cisjordânia, nas Golinas do Golã, na fronteira com a Síria, e na fronteira com o Líbano, ao norte do país. Também houve protestos na Jordânia.

De acordo com o Exército do Líbano, dez pessoas foram mortas e mais de 120 ficaram feridas.

Dezenas de ônibus levaram manifestantes ao local para o protesto batizado de 'Marcha para o retorno à Palestina'.

Soldados libaneses dispararam para o ar para tentar dissipar os manifestantes. O Exército israelense disparou do outro lado da fronteira quando os manifestantes teriam começado a destruir as barreiras.

Golã

Na fronteira com a Síria, dois homens foram mortos e cerca de 20 foram feridos à medida que manifestantes derrubavam uma barreira e entraram nas Cólicas de Golã.

O Exército de Israel afirmou que o episódio foi uma incursão 'séria' em seu território e que dezenas de manifestantes conseguiram entrar no território israelense.

A região das Colinas do Golã foi tomada por Israel da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente foram anexadas ao território israelense, numa ação não reconhecida pela comunidade internacional.

Já na Jordânia, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes na cidade de Al-Karama, na divisa com Israel. Dezenas de pessoas foram presas.

Pedras

Na fronteira entre Israel e Gaza, na passagem de Erez, as tropas israelenses abriram fogo com tanques e metralhadoras contra um grupo que tentava cruzar a fronteira, deixando ao menos 45 feridos, segundo autoridades médicas palestinas.

Em Ramallah, houve registro de confrontos entre manifestantes e soldados num posto fronteiriço no caminho para Jerusalém.

Os manifestantes atiraram pedras contra os soldados, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha.

Em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, um motorista árabe-israelense foi detido após o caminhão que dirigia ter se chocado com pedestres, matando uma pessoa.

A polícia israelense investiga se a ação foi deliberada em protesto pelo dia da Nakba.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Casal homossexual registra união estável em Curitiba

CURITIBA - O casal de homossexuais Toni Reis, 43 anos, e David Harrad, 53 anos, registrou nesta segunda-feira, 9, no início da tarde, o contrato de união estável no 6º Tabelionato de Curitiba. Pelo novo entendimento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, a união entre pessoas do mesmo sexo passa a ser reconhecida como entidade familiar. 'Agora somos uma família com todos os direitos', comemorou Reis, que é presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).
Segundo ele, foi a primeira união registrada após a votação da última quinta-feira. Logo depois, em outro cartório de Curitiba, duas mulheres - Daiana Bruneto e Léa Ribas - também assinaram documento idêntico. 'Ganhamos essa batalha, mas não ganhamos a guerra completa, ganhar a guerra completa seria a igualdade de direitos, a discriminação e a não homofobia', afirmou Reis. Ele disse ter entendido a recusa de alguns cartórios em registrar a união, pois alegavam que precisaria aguardar a publicação da decisão do STF. 'Eles estavam inseguros, não sabiam como fazer', ponderou.
O casal chegou ao cartório de braços dados, caminhando pela calçada de uma das ruas bem movimentadas de Curitiba, ambos com cravos vermelhos na lapela do paletó e cobertos por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. 'Estamos muito felizes, embora nervosos e ansiosos', disse Reis, que é professor. O próximo passo por eles traçado é entregar o documento da união estável na Vara da Infância e Juventude, onde têm pedido de adoção de um casal de crianças desde 2005. 'Somos uma família, não a tradicional, mas uma família', acentuou Reis.
Os dois conheceram-se na Inglaterra, onde nasceu Harrad, que hoje trabalha como tradutor. Após o britânico ter se divorciado da mulher, ambos vieram ao Brasil e vivem juntos há 21 anos. De acordo com o tabelião substituto Elton Jorge Targa, que assinou o registro de união estável, não há mudança substancial em relação aos documentos de união homoafetiva que já eram realizados. 'Estamos em um estado democrático de direito e temos que atender à sociedade como um todo', afirmou.
Após a assinatura do documento, que lhes custou R$ 89,30 pela tabela vigente no Paraná, Reis e Harrad foram até a entrada do edifício onde fica o tabelionato para, diante de pedestres, selarem o ato com um beijo. Não houve nenhum protesto de quem passava pela rua e algumas pessoas aproveitaram para tirar fotos. Reis disse que o evento seria comemorado apenas com um chope em um tradicional local em que normalmente se encontram. 'A festa ficará para daqui a quatro anos, quando faremos bodas de prata', afirmou.
Veja também:
Para STF, leis que venham a restringir direitos de gays serão inconstitucionais
Bancada evangélica quer lei para impedir casamento em igrejacasamento
Forças Armadas vão garantir direitos de casais gays, diz Jobim
Entenda como ficam as uniões homoafetivas a partir da votação do STF

terça-feira, 10 de maio de 2011

Os Dons de Poder - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 9 de Maio de 2011 as 09:03:53 PM Comente
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA: 15/05/2011
TÍTULO: “OS DONS DE PODER”
TEXTO ÁUREO – At 8:6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 8:5-8; I Cor 12:4-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
• Hoje estudaremos os dons que FAZEM algo; são os DONS DE PODER, ou seja, PODER PARA RECEBER, OPERAR OU REALIZAR ALGO SOBRENATURAL. São eles: DOM DA FÉ, AS OPERAÇÕES DE MILAGRES e DONS DE CURAS.
II - O DOM DA FÉ:
• (A) – É um dom do Espírito para que o crente possa RECEBER milagres.
• (B) - Dom da fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu.
• (C) - Aqueles que possuem o dom da fé creem em Deus de tal maneira, que o Senhor honra a palavra dos Seus servos como se fosse Sua e a cumpre, milagrosamente.
• (D) - O dom da fé é uma dotação sobrenatural pelo Espírito Santo, mediante a qual, aquilo que o homem declara ou deseja, ou ainda o que Deus fala, acabará se cumprindo, de qualquer maneira.
• Vamos aos exemplos bíblicos para melhor esclarecimento:
• (1º) - Dn 3:13-30 – Nem as insinuações enciumadas dos caldeus, nem as terríveis ameaças do rei Nabucodonozor amedrontaram os três jovens. Possuíam o dom da fé, pois RECEBERAM o milagre.
• (2º) - Dn 6:16-23 – Além do Dom da Fé (pois Daniel RECEBEU o milagre), notemos que aqui também houve a atuação do Dom de Discernimento de Espíritos (v. 22).
• Comparemos as duas passagens bíblicas acima citadas com Hb 11:32-34.
• (3º) - Jz 15:18-19 – Sansão também RECEBEU o milagre. Por mais emaranhada que esteja nossa situação, o poder de Deus nos pode libertar. E isso não é tudo! No lugar onde alcançarmos a vitória, brotará aquela fonte de água que é alimentada do trono de Deus e a alma exaurida pelo esforço, beberá e se reanimará. Senhor, dá-nos o Dom da Fé e leva-nos a beber desta fonte!
• (4º) - At 12:1-12 – Reparemos que, além do Dom da Fé (pois Pedro RECEBEU o milagre), houve também o Dom de Discernimento de Espíritos (vs. 9-11). A situação parecia impossível. Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão, vigiado por dezesseis soldados (quatro quaternos). Mesmo sabendo que naquela noite iria morrer, Pedro dormia tranquilamente (v.6). Ou seja, tinha certeza de que Deus daria livramento. Um grupo em oração é mais forte do que as mais fortes precauções do poder humano.
• (5º) - At 27:21-26 – Vemos em operação o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória em meio a um temporal, ou seja, ele RECEBEU o milagre. Reparemos, também, que houve manifestações do Dom da Palavra da Sabedoria (vs. 22, 24, 26 – fatos que iriam acontecer) e o Dom de Discernimento de Espíritos (v. 23).
• (6º) - At 28:1-6 – Vemos aqui o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória, depois de mordido por uma víbora. Ele RECEBEU o milagre.
• (7º) - I Rs 17:2-6 – Elias RECEBEU o milagre, possuindo tamanha fé para o seu sustento sobrenatural. Deus cuidou da subsistência de Elias, responsabilizando-se pelos suprimentos necessários.
• (8º) - Gn 15:1-6; 17:15-22; 18:9-16; 21:1-8 - Nasceria um filho de um casal em que o homem tem 100 anos e a mulher 90 anos? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
• Gn 22:1-19 - Poderia alguém matar um filho e depois voltar para casa com este filho vivo? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES:
• (A) – Também é denominado de DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, DOM DE OPERAÇÕES MILAGROSAS ou DOM DE PODERES MILAGROSOS.
• (B) – É um dom do Espírito Santo, dado ao servo de Deus para que este possa OPERAR MILAGRES.
• (C) - É uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem costumeira, mediante o poder do Espírito de Deus.
• Vamos aos exemplos bíblicos para uma melhor compreensão:
• (1º) - Js 10:12-14 – Josué OPEROU um milagre na natureza. Deus faz grandes milagres que os homens da ciência mal compreendem (Lc 1:37). A palavra hebraica “DAMAM” não significa só “DETÉM-TE”, mas também “SILENCIA-TE”, “ACABA”, “PÁRA”. Josué orou pedindo um milagre e Deus atendeu a sua oração. O crente não deve hesitar em orar para que o Senhor opere maravilhas em seu favor. O povo de Deus vive num mundo hostil e maligno, enfrentando grandes desafios e dificuldades. Às vezes, há necessidade do Dom de Operação de Milagres para o cumprimento do plano e propósito de Deus na vida do crente.
• (2º) – II Rs 20:8-11 – Isaías OPEROU um milagre na natureza. Não sabemos exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio do sol. O que está claro é que assim aconteceu, mediante o grande poder de Deus.
• Vejamos outros demais exemplos, devendo sempre ser observado que os servos do Senhor OPERAVAM O MILAGRE, o que caracteriza a atuação do Dom de Operação de Milagres:
• Sansão - Jz 14:5-6; 15:14-15; 16:25-30;
• Elias - I Rs 17:12-16; 18:41-46; II Rs 2:6-8;
• Eliseu – II Rs 2:12-15; 3:14-20; 4:1-7;
• Moisés - Ex 7:10, 20-21; 8:5-6, 16-17, 20-24; 9:8-10, 22-26; 10:12-15; 22-23; 14:13-14, 21-22; 17:1-7;
• Jesus - Jo 2:1-11; 6:5-14; 9:6-7.
IV - DONS DE CURAS:
• (A) - No grego original, cada vez que esse dom de poder é mencionado, tanto a expressão “DONS” quanto a expressão “CURAS” ficam no plural: DONS DE CURAS. Não existe, portanto, “o dom da cura”; “dons de cura”; “dom de curar”; etc.
• (B) - O propósito do Dons de Curas é LIBERTAR OS ENFERMOS E DESTRUIR AS OBRAS DO DIABO NO CORPO HUMANO.
• (C) - Os dons de curas são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade, sem meios naturais de qualquer origem (At 10:38; Lc 6:6-11; At 8:6-7; 28:8-10).
• Não se deve entender que quem possui esse dom tenha poder de curar a todos; deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.
• O próprio Cristo foi limitado em Sua capacidade de operar milagres por causa da incredulidade do povo - Mt 13:58.
• I Tm 5:23; II Tm 4:20 - Paulo não curou nem a Timóteo, nem a Trófimo.
V – A RESSURREIÇÃO DE MORTOS :
• I Rs 17:17-24; II Rs 4:18-37; Lc 7:11-17; 8:49-56; Jo 11:33-45; At 9:36-43; At 20:7-12
• No caso do milagre da ressurreição de mortos, OS TRÊS DONS ENTRAM EM OPERAÇÃO CONJUNTAMENTE: O DOM DA FÉ; O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES e OS DONS DE CURAS.
• Em primeiro lugar, é necessário o DOM DA FÉ PARA CHAMAR O ESPÍRITO DA PESSOA DE VOLTA, DEPOIS DE TER DEIXADO O CORPO;
• Em segundo lugar, é necessário o DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES para ressuscitar a pessoa;
• Em terceiro lugar é necessário os DONS DE CURAS, porquanto, de outra forma, a pessoa não curada voltaria, imediatamente, a morrer. Por exemplo: Lázaro estava enfermo. Quando Jesus o ressuscitou, o mesmo voltou à vida completamente curado de sua enfermidade (Jo 12:1-2).
VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
• Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da Sua Igreja na terra, destacam-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo apóstolo Paulo como agentes de poder e de vitória a habilitarem a Igreja para o cumprimento da sua missão no mundo. Por isso, como declarou Frank M. Boyd, estudioso da doutrina pentecostal, que “a menos que os dons do Espírito Santo sejam claramente definidos e cuidadosamente classificados em primeiro lugar, seu propósito não será entendido e podem ser mal usados, a glória do Senhor pode ser roubada e a Igreja pode deixar de receber grandes benefícios que esses dons devem trazer”.
Fonte de consulta:
• Lições Bíblicas CPAD – 3° trimestre de 1988 – Comentarista: Raimundo de Oliveira
• A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
• Comentário Bíblico Devocional V.T. e N.T. – F. B. Meyer – Editora Betânia
• Revista “OBREIRO APROVADO”, ANO XVI – Nº 63
• Comentário Bíblico Broadman, Vol 10 - JUERP.
• Introdução e Comentário – Cartas Aos Coríntios - Frank M. Boyd - CPAD
• A Mensagem de I Coríntios - David Prior, John R. W. Stott - ABU Editora
• As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD – Raimundo de Oliveira
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo

A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo - Pb. José Roberto A. Barbosa
Publicado em 1 de Março de 2010 as 08:41:44 AM Comente

Texto Áureo: II Co. 1.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 10.1-8,17,18. Pb. José Roberto A. Barbosa http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Objetivo: Ressaltar que sem a autoridade ministerial recebida do Senhor, jamais será possível desempenhar com eficácia o serviço cristão.

INTRODUÇÃO
Conforme temos estudado ao longo das lições do trimestre, Paulo sofreu forte oposição na cidade de Corinto. Nesses últimos capítulos da Segunda Epístola, o Apóstolo dos Gentios faz uma defesa veemente do seu ministério. Estudaremos, na aula de hoje, a petição de Paulo em relação ao seu apostolado, em seguida, destacaremos sua autoridade perante as críticas que recebeu em Corinto, e, ao final, atentaremos para as credenciais apostólicas de Paulo.

1. UMA PETIÇÃO APOSTÓLICA
Paulo inicia essa seção da epístola rogando aos irmãos pela mansidão e benignidade de Cristo. (II Co. 10.1). A solicitação apostólica está fundamentada na demonstração que Cristo deu da sua mansidão (Mt. 11.29). Essa é uma virtude sublime, constando, também, na relação dos elementos do Fruto do Espírito (Gl. 5.22). A benignidade se encontra no mesmo rol, a qual, no contexto da epístola, significa bondade e brandura. Assim acontecendo, Paulo não precisará ser ousado quando visitar os coríntios, ainda que esse reconheça fazê-lo caso seja necessário (II Co. 10.2). Tal atitude é justificada porque Paulo não está militando na carne. Ele não depende dos sofismas humanos, seu ministério está fundamentado no poder de Deus (II Co. 10.3). As armas da milícia de Paulo não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir as fortalezas (II Co. 10.4; Ef. 6.14-18). A proclamação do evangelho genuíno é a arma poderosa do Apóstolo (I Co. 1.17-25; 2.11-5; II co. 4.1-6; Rm. 1.16). A palavra de Deus é potente para destruir toda altivez que levante contra o conhecimento de Deus. O argumento do cristão é a verdade do evangelho de Cristo, pois esse foi meio que Deus utilizou para a salvação humana (I Co. 1.19; Rm. 1.16). A proclamação do genuíno evangelho de Cristo deva ser feita não com base em argumentos falaciosos e interesseiros, mas em submissão à Palavra, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Esse evangelho também é a base para disciplina da desobediência na igreja. O obreiro que se respalda na Palavra, ao invés de em experiências pessoais, tem respaldo e autoridade sobre a igreja.

2. AUTORIDADE APÓSTOLICA PERANTE AS CRÍTICAS
Nos versículos de 7 a 11 desse capítulo, Paulo responde às críticas dos coríntios. O Apóstolo conclama os crentes para que observem o que está evidente, isto é, para que vejam o que é óbvio. Se alguém confia em si mesmo quanto ao seu pertencimento em Cristo, deva avaliar sua condição à luz da Palavra de Deus, Cristo. A base da autoridade de Paulo está em seu comissionamento, proveniente do Senhor (II Co. 10.6). Não veio dele mesmo, mas de Jesus lhe conferiu essa responsabilidade, não para a ostentação, mas para a edificação, não para a destruição, mas para que os crentes crescessem na fé em Cristo (II Co. 10.7). Paulo tinha consciência da sua missão, de que era um embaixador de Cristo (II Co. 5.7). A consciência do Apóstolo se revelava em sua capacidade de distinguir o que o Senhor o havia revelado das suas opiniões pessoais (I Co. 7.10,25; II Co. 11.17). Com essa expressão, Paulo não quer parecer que escreveu essa carta para intimidar os crentes (II Co. 10.9). Essa era uma resposta àqueles que argumentavam que Paulo era contundente e agressivo em suas epístolas, mas de presença pessoal fraca. De fato, de acordo com os historiadores, Paulo era um homem de pequena estatura, calvo e de pernas tortas, troncudo, de sobrancelhas cerradas e nariz meio torto. Pelas descrições históricas, o Apóstolo não tinha uma presença física que possibilitasse autoridade e carisma, mas tinha a Palavra de Deus e havia sido escolhido por Deus para proclamá-la (I Co. 2.1-2). Algumas igrejas evangélicas modernas seguem esse caminho de Corinto. Ao invés de valorizarem obreiros que falem a Palavra, deixam-se levar pelas aparências (II Co. 10.10). Ainda que sejamos tesouros em vasos de barro, em carta ou em presença física, é em consonância com a Palavra, que temos autoridade da parte do Senhor para proclamar, com ousadia, a mensagem do evangelho de Cristo (II Co. 10.11).

3. AS CREDENCIAIS DO APÓSTOLADO DE PAULO
Paulo, diferentemente dos seus acusadores, evita comparações com outros, principalmente a fim de menosprezá-los. Essa era uma prática comum entre os falsos mestres de Corinto, que investiam no louvor próprio, uma atitude insensata (II Co. 10.12). Ao invés de viver fazendo comparações, Paulo se dedicava ao trabalho que devia ser feito e esperava que o Senhor julgasse as suas realizações (II Co. 10.13) e que o aprovasse, já que o obreiro e suas obras são avaliados por Deus (Rm. 16.10). Do mesmo modo, os obreiros dos dias de hoje devam estar preocupados, não no que é preciso dizer deles mesmos, mas no que o Senhor tem a dizer a respeito deles (I Co. 4.1-5). Os obreiros da igreja devam seguir o exemplo de Paulo e evitar fazerem comparações e jactarem-se dos seus feitos. O marketing pessoal passou a fazer parte do círculo evangélico e naturalizou-se de tal modo que os crentes acham normal o espírito de jactância de determinados obreiros. A política eclesiástica, em alguns casos, beira ao maquiavelismo, alguns “obreiros” fazem de tudo para não perderem o poder. Ficam paranóicos somente em pensar que serão postas em situações de risco. Puxam o tapete de quem se aproximar, receosos de perderem a posição. Mas o genuíno obreiro do Senhor não entra nessas disputas humanas, pois se dedica a manejar bem a Palavra da Verdade, por meio da qual será julgado (II Tm. 2.15). Seu compromisso com a Palavra de Deus é a sua principal credencial. Não importa o que os outros digam dele, contanto que o Senhor o aprove, pois é dEle a Palavra final.

CONCLUSÃO
É bem provável que alguns obreiros sérios, a semelhança de Paulo, não recebam a aprovação humana. Como ele, também sejam incompreendidos e até tachados de radicais ou conservadores. Mas diante do Senhor, receberão as palavras de conforto: bem está, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor (Mt. 25.21; Lc. 19.17). Lembremos das sábias palavras do hino 93 da Harpa Cristã, sobre o trabalho do cristão: “Pode ser humilde, mas se for p’ra Deus. Ele é contemplado lá dos altos céus. E o esforço feito não será em vão. Se tiver de Cristo, plena aprovação!. O obreiro fiel diz como João Batista: importa que Ele, Jesus, cresça, e que eu, diminua (Jo 3.30)

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Exortação à Santificação

Exortação à Santificação - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 18 de Fevereiro de 2010 as 11:22:41 AM Comente

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA

NITERÓI - RJ

LIÇÃO 08 - DIA 21/02/2010

TÍTULO: “EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO”

TEXTO ÁUREO - II Cor 7:1

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 6:14-18; 7:1, 8-10

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e.mail: geluew@yahoo.com.br

I - INTRODUÇÃO:

Ainda se pode falar em santidade? Em santificação? Ou estas palavras estão fora de moda? Até onde se percebe, muitos obreiros não estão mais falando nesses assuntos no púlpito. Parece que estamos vivendo a era da “mundanização” eclesial. Há uma perda de identidade muito grande por parte de igrejas que antes eram bem conhecidas por sua liturgia, postura, valores, cultura, história, não só em termos de usos e costumes, mas de ética, moral e santidade. Estamos assistindo à maior avalanche da influência do mundo sobre as igrejas de que se tem conhecimento.

II - SIGNIFICADOS DA SANTIFICAÇÃO:

• (A) - SEPARAÇÃO DO CRENTE DE TODO O MAL OU IMPUREZA: - II Cr 28:1-4, 24; II Cr 29:1-5, 15-19 - Nestes trechos a palavra santificar significa a PURIFICAÇÃO DE TODO O MAL OU IMPUREZA - primeiro dos sacerdotes e levitas, depois, do templo.

• (B) - CONSAGRAÇÃO PESSOAL - Jr 1:5; Jo 10:35-36; 17:9 - A separação ou o afastamento do mal é apenas um aspecto da santificação. Deve haver também uma consagração a Deus. Uma pessoa, um lugar ou uma coisa separada ou dedicada exclusivamente ao serviço do Senhor é consagrado.

• (C) - UMA VIDA SANTA - Lv 19:1-2; 20:7 - A santidade é um mandamento das Escrituras. Significa ser livre de toda contaminação; pureza de vida. Pela nossa conduta e por nosso desejo de servir somente a Deus, somos conhecidos como um povo santo. Cada crente em Cristo deve fugir de toda contaminação do mundo; deve considerar-se morto para o pecado e vivo para Deus. Somente assim estará cumprindo o mandamento: SEDE SANTOS. (II Cr 6:17; Rm 6:11, 13; Cl 3:1-2) cf (I Pe 1:15-16).

Daí, vemos os resultados da santificação: purificação do pecado; consagração a Deus; uma vida santa.

III - MEIOS DA SANTIFICAÇÃO:

* Deus mesmo estabeleceu os meios próprios através dos quais Ele opera a nossa santificação. Entre tantos outros, destacaríamos apenas os seguintes:

• (1) - PELA PALAVRA DE DEUS - Jo 17:17; Ef 5:26; Hb 4:14 - A Palavra de Deus lava, possuindo efeito santificador, purificador, penetrante. Desse modo nenhuma parte do crente (espírito, alma e corpo) foge ao alcance e ação da Palavra sondadora de Deus.

• (2) - PELO SANGUE DE JESUS - Hb 13:12 - O sangue de Jesus é a base de toda a nossa pureza e vitória. Sempre que o Espírito Santo lida conosco, seja por causa dos nossos atos pecaminosos ou devido à nossa natureza transgressora, Ele nos faz voltar à cruz donde o sangue purificador jorra para todos quantos buscam a purificação.

• (3) - PELA SANTÍSSIMA TRINDADE - Somos santificados por Deus Pai (II Ts 5:23); Deus Filho (Hb 2:11); e Deus Espírito Santo (II Ts 2:13). Observemos, ainda, que a Santidade de Deus foi declarada…:

* (A) - … pelo próprio Deus - “…eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”- Lv 19:2;
* (B) - … pelos seres angelicais - “Os Serafim estavam acima dele…E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos…”- Is 6:2-3;
* (C) - … pelos homens - “Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti e rocha nenhuma há como o Senhor nosso Deus”- I Sm 2:2;
* (D) - … pelos demônios - “… bem seis quem és: o Santo de Deus” - Mc 1:24;
• (E) - … no Céu - “…e não descansavam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso, que era, e que é, e que há de vir”- Apca 4:8;
* Ainda mais…

- (1) - ELE É PAI SANTO (Jo 17:11);

- (2) - ELE É DEUS SANTO (I Sm 6:20);

- (3) - ELE É SANTO DOMINADOR (Apc 6:10);

- (4) - ELE É TÃO SANTO QUE NÃO PODE VER O MAL (Hc 1:13);

- (5) - ELE É MAIS SANTO QUE AS ESTRELAS (Jó 25:5);

- (6) - ELE É MAIS SANTO QUE OS CÉUS (Jó 15:15);

- (7) - SEU TRONO É SANTO (Sl 47:8);

- (8) - SEU NOME É SANTO (I Cr 16:35; Sl 33:21);

- (9) - SUAS PALAVRAS SÃO SANTAS (Sl 105:42; Rm 7:12);

- (10) - SUA IGREJA É SANTA ( Rm 1:7; I Cor 1:2);

- (11) - SEUS SERVOS SÃO SANTOS (At 3:21; Ef 3:5);

IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

* Lv 19:1-2; I Pe 1:15-16 - Ser Santo é uma exigência de Deus! Quem é, pode exigir! Por isso, para quem afirma que a santificação era somente para a o tempo da Lei, Deus diz: “PORQUE EU, O SENHOR, NÃO MUDO…” (Ml 3:16).
* Não esqueçamos: ONDE HÁ PECADO, O POVO DE DEUS FICA FRACO, POSTO QUE SEM A PRESENÇA DE DEUS (Js 7:12); ONDE HÁ SANTIDADE, O POVO DE DEUS FICA FORTE, COM TEMOR REVERENTE, POSTO QUE TEM A PRESENÇA DE DEUS (Ex 19:10-11, 14, 16-19).

FONTES DE CONSULTA:

* Participação da Sua Santidade - Um Estudo da Doutrina da Santificação - Editora Fonte de Luz
* Conhecendo as Doutrinas da Bília - Editora Vida - Myer Pearlman
* Estudo Bíblico: “Santidade e santificação estão fora de moda?” - Pr. Elinaldo Renovato de Lima
* Estudo Bíblico: “A santificação cristã” - Pr. Raimundo de Oliveira
* Estudo Bíblico: “Exortação à Santidade” - Prof. Antonio Sebastião da Silva

• O Deus Vivo e Verdadeiro - CPAD - Geziel GomesPublicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

Presciência de Deus, predestinação e livre-arbítrio humano

  🕊️ 1. Jesus sabia que Judas o trairia? Sim, Jesus sabia. A Bíblia deixa claro que Jesus sabia de antemão que Judas o trairia: ...