A Chegada do Anticristo - Rede Brasil de Comunicação
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
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LIÇÃO 07 - A CHEGADA DO ANTICRISTO
INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos um dos temas abordados na primeira epístola de João: o Anticristo. Embora ele não estivesse presente no mundo na época em que a epístola foi escrita, seu espírito, ou seja, seus ensinos e propósitos já estavam. Veremos, então a diferença entre “anticristos” e o “Anticristo”, bem como suas heresias, obras e destino final.
I - QUE SIGNIFICA O TERMO ANTICRISTO?
Do grego “anti” que significa “contra” ou em “lugar de”; e Christos, que significa “o Ungido”. É o opositor de Cristo e o máximo representante de Satanás. Este termo só é encontrado nas epístolas de João (1 Jo 2.18, 22; 4.3; 2 Jo 7) e pode significar “alguém que toma o lugar de Cristo”, neste caso, “anti” é entendido no sentido de “em lugar de”; ou “alguém que, embora assumindo a aparência de Cristo, opõe-se a Ele”; neste caso, “anti” é empregado no sentido de “contra”. Lendo a primeira epístola de João, devemos entender a diferença entre “anticristos” e “Anticristo”. Quando o apóstolo usa o termo no plural “anticristos” (I Jo 2.18), fala acerca dos falsos mestres que negavam a divindade de Cristo; e, quando usa o termo no singular “Anticristo”, refere-se acerca do líder mundial, que virá, no fim dos tempos, para governar o mundo e liderar uma grande rebelião contra a fé cristã (Ap 13.1,8,18; 19.20; 20.10). Podemos dizer, então, que o espírito anticristo já estava em ação nos dias de João; mas, só no fim dos tempos é que o Anticristo exercerá seu domínio sobre a humanidade.
II - QUEM SÃO OS ANTICRISTOS?
Os anticristos descritos por João não eram pessoas totalmente estranhas da igreja, pois chegaram a fazer parte da mesma, mas não pertenciam verdadeiramente a ela. Ele mesmo diz que eles “saíram de nós, mas não eram de nós…” (I Jo 2.19). Não sabemos ao certo se estes eram cristãos autênticos que foram seduzidos por falsas doutrinas, como os crentes da Galácia (Gl 1.6,7); ou se estes, na verdade, nunca foram cristãos verdadeiros, que se infiltraram na igreja para perverter a fé de alguns. O fato é que eles saíram do rebanho. O apóstolo João é enfático quando diz que a negação de Jesus é uma obra do Anticristo, que tem por objetivo desviar os crentes da sã doutrina (I Jo 2.22; II Jo 7).
2.1 Heresias pregadas pelos anticristos. Uma heresia predominante no primeiro século era o gnosticismo. Do grego “gnosis” significa “conhecimento”. Esse movimento surgiu a partir de filosofias pagãs mais antigas que o próprio cristianismo, que floresceram na Babilônia, Egito, Síria e Grécia. Assim, o gnosticismo uniu a filosofia pagã com as doutrinas apostólicas do cristianismo, tornando-se uma forte influência na igreja. Os gnósticos consideravam-se cristãos dotados de conhecimento superior aos demais convertidos.
2.2 Heresias do gnosticismo. As heresias do gnosticismo eram, principalmente, acerca da pessoa e obra de Cristo. Vejamos:
* Para os gnósticos, Cristo não era o Verbo encarnado, pois, segundo eles, a matéria é má, e não faria sentido Cristo tornar-se carne, contaminando-se com a matéria.
* Os gnósticos negavam também a encarnação de Cristo como mediador entre Deus e os homens, pois, eles consideravam o mundo totalmente mau, e, por isso, a encarnação de Cristo não poderia ser real.
* Eles negavam também o papel salvífico de Cristo como único redentor da humanidade. Para eles havia muitos salvadores.
Por essa razão, o apóstolo João escreve o evangelho, bem como as epístolas, com o objetivo de advertir à igreja acerca das heresias dos mestres gnósticos, que ele os denomina de “anticristos”.
III - QUEM É O ANTICRISTO?
O Anticristo será um homem comum, nascido de mulher; mas, revestido de um poder satânico, que terá uma capacidade demoníaca extraordinária (Ap 13.2,4), de modo que exercerá uma poderosa influência sobre a humanidade com seus discursos (Ap 13.5). Ele será um homem personificando o diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus (Dn 11.36). Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais, pois, além da ação diabólica em seu apoio, outros fatores contribuirão para a implantação de seu governo, tais como: poder político (Dn 7.8,25) e comercial (Dn 8.25; Ap 13.16,17).
A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.3), que será recebido, ao aparecer, com a solução dos problemas e crises sociais e políticas que fustigam o mundo inteiro, para as quais os líderes mundiais não encontram solução. Porém, é importante salientar que, de acordo com as Escrituras, o Anticristo só há de se manifestar ao mundo depois do arrebatamento da igreja. Devemos evitar toda e qualquer especulação sobre o nome desse personagem, pois, não sabemos se o mesmo já está, ou não no mundo.
3.1 Como ele é chamado na Bíblia:
Diversos nomes e títulos são dados ao Anticristo nas Escrituras1: o sanguinário e fraudulento (Sl 5.6), o perverso (Sl 10.2-4), o homem da terra (Sl 10.18), o homem poderoso (Sl 52.1), o inimigo (Sl 55.3), o adversário (Sl 74.8-10), o líder de muitas nações (Sl 111.6), o homem violento (Sl 140.1), o assírio (Is 10.5-12), o rei da Babilônia (Is 14.4), a estrela da manhã (Is 14.12), o destruidor (Is 16.4,5; Jr 6.26), a estaca (Is 22.25), o hino triunfal dos tiranos (Is 25.5), o profano e perverso príncipe de Israel (Ez 21.25-27), o pequeno chifre (Dn 7.8), o príncipe que há de vir (Dn 9.26), o homem vil (Dn 11.21), o rei que fará segundo a sua vontade (Dn 11.36), o pastor inútil (Zc 11.16,17), o homem da iniqüidade (2 Ts 2.3), o filho da perdição (2 Ts 2.3), o iníquo (2 Ts 2.8), o Anticristo (l Jo 2.22), o anjo do abismo (Ap 9.11), a besta (Ap 11.7; 13.1). A esses podem ser acrescentados: aquele que vem em seu próprio nome (Jo 5.43), o rei feroz (Dn 8.23), o abominável da desolação (Mt 24.15), o assolador (Dn 9.27). Assim, é possível ver quão extensa a revelação desse indivíduo é. Não é de admirar, já que essa é a obra-prima de Satanás na sua tentativa de imitar o plano de Deus.
3.2 As obras do Anticristo
As Escrituras falam muito sobre o Anticristo, que aparecerá no fim dos tempos. Sua pessoa e seu trabalho são apresentados em (Ez 28.1-10; Dn 7.7,8,20-26; 8.23-25; 9.26,27; 11.36-45; II Ts 2.3-10; Ap 13.1-10; 17.8-14). Estes textos descrevem algumas de suas atividades:
* Ele entrará em cena nos “últimos dias” da história de Israel (Dn 8.23).
* Ele não aparecerá até o dia do Senhor ter começado (2 Ts 2.2).
* Sua manifestação está sendo impedida (2 Ts 2.6,7).
* Seu surgimento se dá por meio de seu plano de paz (Dn 8.25).
* Seu interesse principal está na força e no poder (Dn 11.38).
* Ele introduzirá uma adoração idólatra (Dn 9.27), na qual se coloca como Deus (Dn 11.36,37; II Ts 2.4; Ap 13.5). ? Ele será recebido como Deus e como governante por causa da cegueira do povo (2 Ts 2.11).
* Ele se tornará o grande adversário de Israel (Dn 7.21,25; 8.24; Ap 13.7).
* Haverá uma aliança contra ele (Ez 28.7; Dn 11.40,42), a qual desafiará sua autoridade.
* Ele exercerá controle sobre a Palestina e sobre o território adjacente (Dn 11.42) e fará sua sede em Jerusalém (Dn 11.45).
* Embora ele se mantenha no poder por sete anos (Dn 9.27), sua atividade satânica está limitada à última metade do período da tribulação (Dn 7.25; 9.27; 11.36; Ap 13.5).
3.3 O destino final do Anticristo
É interessante observar que quase todas as passagens que mencionam as atividades do anticristo também incluam uma advertência quanto à sua destruição final, pois este acontecimento ocupa um lugar de destaque no plano de Deus. As Escrituras afirmam que após sete anos de governo mundial, o governo do Anticristo será eliminado por um juízo direto de Deus (Ez 28.6; Dn 7.22,26; 8.25; 9.27; 11.45; Ap 19.19,20). Esse juízo acontecerá quando ele estiver ocupado em uma campanha militar na Palestina (Ez 28.8,9; Ap 19.19), e ele será lançado no lago de fogo (Ap 19.20; Ez 28.10). Esse juízo acontecerá na segunda vinda de Cristo (2 Ts 2.8; Dn 7.22) e constituirá uma manifestação da Sua autoridade messiânica (Ap 11.15). E, o reino sobre o qual o Anticristo governou, passará para a autoridade do Messias e se tornará o reino dos santos (Dn 2.34,3544,45; 7.27).
CONCLUSÃO
A palavra “anticristo” aparece somente nas Epístolas de João e é mencionada nos seguintes textos (I Jo 2.18,22,4.3; II Jo 7). Um estudo dessas referências revela que o apóstolo refere-se, principalmente, aos falsos mestres que negavam a divindade de Cristo. Mas, o apóstolo João refere-se também a revelação futura de um indivíduo, o Anticristo, que exercerá, no futuro, o controle sobre o mundo. Semelhantemente, vivemos em uma época em que muitos anticristos tem surgido, negando a deidade de Cristo, afirmando que Jesus é “um deus”, mas não “Deus igual ao Pai”. Assim, a doutrina cristológica das epístolas de João, que serviram para refutar as heresias no primeio século, servem também para nós refutarmos as heresias do presente século.
REFERÊNCIAS:
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD. PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. Editora Vida.
LOPES, Hernandes Dias. Estudos no Livro de Apocalipse. Ed. Hagnos.
R. N. CHAMPLIN. O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos.
NOTA:
1 (Arthur W. PINK, The Antichrist, p. 59-75) citado por J. Dwight Pentecost, em seu livro Manual de Escatologia.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A Chegada do Anticristo - Pb. José Roberto A. Barbosa
A Chegada do Anticristo - Pb. José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: I Jo. 4.3 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 2.18-26 II Jo. 1.7
Objetivo: Mostrar que através do conhecimento bíblico é possível discernir os espíritos a fim de saber se eles de fato são de Deus ou do Anticristo.
INTRODUÇÃO
Nos últimos dias o Anticristo será levantado para atuar sobre a terra. Em suas epístolas João fala a respeito do espírito do anticristo que já impera. No início da aula trataremos sobre a revelação geral na escatologia bíblico sobre a figura do anticristo. Em seguida, analisaremos o ensinamento a respeito do anticristo nas epístolas de João. Ao final, mostraremos a relevância do discernimento escriturístico das manifestações espirituais anticristãs.
1. ANTICRISTO, UMA REVELAÇÃO ESCATOLÓGICA
Existem várias passagens bíblicas que nos oferecem um vislumbre da atuação escatológica do anticristo (Dn. 7.24,25; II Ts. 2.3-6; I Jô. 2.18; Ap. 13.1-8). A partir de Dn. 11.36, inferimos que o Anticristo será um homem, guiado por Satanás, que se passará por Deus. Será uma personagem com habilidade para inflamar as massas (Ap. 13.5) e exercer influências sobre as nações. Ele é chamado nos textos bíblicos de Homem da Iniqüidade ou do Pecado (II Ts. 2.3), Chifre Pequeno (Dn. 7.8), Príncipe que há de vir (Dn. 9.27) ou o Assírio (Mq. 5.5). Segundo Paulo, em I Ts. 5.3, o Anticristo providenciará um tempo de prosperidade e paz aparente na terra. João, em Ap. 13.1,17,18 diz que seu número será 666 e que ninguém comprará ou venderá a menos que seja detentor desse número. No período da Tribulação o Anticristo será recebido como dominador dos povos (Jô. 5.43). Ele fará um pacto com Israel que será posteriormente rompido (Dn. 9.27; Mt. 24.15; II Ts. 2.4; Ap. 11.2; 13.1-8). O poder do Anticristo será por fim vencido quando Cristo vier em glória (Dn. 2.34; Mt. 24.30), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).
2. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NAS EPÍSTOLAS DE JOÃO
A palavra específica - anticristo - ocorre na Bíblia somente nas epístolas de João (I Jo. 2.18,22; 4.3; II Jo. 7), ainda que essa temática, conforme demonstramos no tópico anterior, possa ser encontrada em outras passagens. Na escatologia joanina, o aparecimento do anticristo é uma demonstração da proximidade do fim. O Apóstolo argumenta que, embora seja fato que vem o anticristo, como ouvistes, contudo, já agora muitos anticristos têm surgido. Isso quer dizer que o espírito do anticristo” já está em ação no mundo (I Jo. 4.3). Esse anticristo é um adversário de Cristo que se opõe ao Senhor Jesus. Essa oposição é manifestada através da negação dos ensinamentos de Cristo e respaldada em argumentos humanos. Certamente João está se referindo aos hereges que se instauraram no seio da igreja. A proteção contra esses anticristos está na “unção” (v. 20) recebida de Deus. Essa unção se refere ao Espírito Santo (I Co. 1.21,22). A iluminação do Espírito Santo, na direção da Palavra, é o antídoto contra o veneno dos falsos mestres. A gnosis - conhecimento - cristã está fundamentada no Espírito da Verdade, cujo fundamento é a Escritura, a Palavra de Deus (Cl. 1.28). O Espírito confirma pela Palavra a verdade que os cristãos já sabem (Rm. 15.14,15). Aqueles que conhecem a verdade não se deixam enganar pelo espírito da mentira (Jo. 8.44).
3. O DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO DO ANTICRISTO
Em I Jo. 4.1, o Apóstolo recomenda aos cristãos que discirnam os espíritos a fim de saber se esses procedem de Deus ou se são falsas profecias. O verbo grego aqui utilizado é dokimazo e significa testar, examinar, provar e verificar. O espírito do anticristo já opera no mundo, até mesmo dentro de algumas igrejas. Diante de tal realidade, o discernimento desse espírito é condição necessária para a bem estar espiritual. A apologética - a defesa da fé - depende de duas armas com as quais os crentes precisam saber lidar: 1) a Palavra de Deus - isso diz respeito ao evangelho, aos ensinamentos expostos pelos apóstolos (I Jo. 2.22). A esse respeito, atentemos para a recomendação de Paulo a Timóteo. Não devemos nos apartar daquilo que fomos ensinados na Bíblia. A Escritura divinamente inspirada por Deus é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça e para que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitos e perfeitamente instruídos para toda boa obra (II Tm. 3.14-17); 2) o Espírito Santo - somente os ensinamentos apostólicos não são suficientes para os crentes permanecerem na verdade. É o Espírito Santo quem instrui os cristãos pela Palavra. Não existe outro ensinamento necessário à igreja de Cristo, não precisamos de ensinamentos humanos, pois recebemos dos apóstolos, através da inspiração do Espírito, a revelação de Deus (I Jo. 2.27; II Pe. 1.20,21).
CONCLUSÃO
No período da Tribulação o Anticristo estabelecerá seu governo literal sobre a terra. Enquanto isso não acontece, seu espírito impera já através do sistema mundano. A igreja de Jesus precisa estar atenta às manifestações do espírito do anticristo. O investimento no ensinamento da Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, é o antídoto necessário para responder com sabedoria e mansidão (I Pe. 3.15) contra toda doutrina que venha de encontro à fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 1.3).
BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
Texto Áureo: I Jo. 4.3 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 2.18-26 II Jo. 1.7
Objetivo: Mostrar que através do conhecimento bíblico é possível discernir os espíritos a fim de saber se eles de fato são de Deus ou do Anticristo.
INTRODUÇÃO
Nos últimos dias o Anticristo será levantado para atuar sobre a terra. Em suas epístolas João fala a respeito do espírito do anticristo que já impera. No início da aula trataremos sobre a revelação geral na escatologia bíblico sobre a figura do anticristo. Em seguida, analisaremos o ensinamento a respeito do anticristo nas epístolas de João. Ao final, mostraremos a relevância do discernimento escriturístico das manifestações espirituais anticristãs.
1. ANTICRISTO, UMA REVELAÇÃO ESCATOLÓGICA
Existem várias passagens bíblicas que nos oferecem um vislumbre da atuação escatológica do anticristo (Dn. 7.24,25; II Ts. 2.3-6; I Jô. 2.18; Ap. 13.1-8). A partir de Dn. 11.36, inferimos que o Anticristo será um homem, guiado por Satanás, que se passará por Deus. Será uma personagem com habilidade para inflamar as massas (Ap. 13.5) e exercer influências sobre as nações. Ele é chamado nos textos bíblicos de Homem da Iniqüidade ou do Pecado (II Ts. 2.3), Chifre Pequeno (Dn. 7.8), Príncipe que há de vir (Dn. 9.27) ou o Assírio (Mq. 5.5). Segundo Paulo, em I Ts. 5.3, o Anticristo providenciará um tempo de prosperidade e paz aparente na terra. João, em Ap. 13.1,17,18 diz que seu número será 666 e que ninguém comprará ou venderá a menos que seja detentor desse número. No período da Tribulação o Anticristo será recebido como dominador dos povos (Jô. 5.43). Ele fará um pacto com Israel que será posteriormente rompido (Dn. 9.27; Mt. 24.15; II Ts. 2.4; Ap. 11.2; 13.1-8). O poder do Anticristo será por fim vencido quando Cristo vier em glória (Dn. 2.34; Mt. 24.30), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).
2. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NAS EPÍSTOLAS DE JOÃO
A palavra específica - anticristo - ocorre na Bíblia somente nas epístolas de João (I Jo. 2.18,22; 4.3; II Jo. 7), ainda que essa temática, conforme demonstramos no tópico anterior, possa ser encontrada em outras passagens. Na escatologia joanina, o aparecimento do anticristo é uma demonstração da proximidade do fim. O Apóstolo argumenta que, embora seja fato que vem o anticristo, como ouvistes, contudo, já agora muitos anticristos têm surgido. Isso quer dizer que o espírito do anticristo” já está em ação no mundo (I Jo. 4.3). Esse anticristo é um adversário de Cristo que se opõe ao Senhor Jesus. Essa oposição é manifestada através da negação dos ensinamentos de Cristo e respaldada em argumentos humanos. Certamente João está se referindo aos hereges que se instauraram no seio da igreja. A proteção contra esses anticristos está na “unção” (v. 20) recebida de Deus. Essa unção se refere ao Espírito Santo (I Co. 1.21,22). A iluminação do Espírito Santo, na direção da Palavra, é o antídoto contra o veneno dos falsos mestres. A gnosis - conhecimento - cristã está fundamentada no Espírito da Verdade, cujo fundamento é a Escritura, a Palavra de Deus (Cl. 1.28). O Espírito confirma pela Palavra a verdade que os cristãos já sabem (Rm. 15.14,15). Aqueles que conhecem a verdade não se deixam enganar pelo espírito da mentira (Jo. 8.44).
3. O DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO DO ANTICRISTO
Em I Jo. 4.1, o Apóstolo recomenda aos cristãos que discirnam os espíritos a fim de saber se esses procedem de Deus ou se são falsas profecias. O verbo grego aqui utilizado é dokimazo e significa testar, examinar, provar e verificar. O espírito do anticristo já opera no mundo, até mesmo dentro de algumas igrejas. Diante de tal realidade, o discernimento desse espírito é condição necessária para a bem estar espiritual. A apologética - a defesa da fé - depende de duas armas com as quais os crentes precisam saber lidar: 1) a Palavra de Deus - isso diz respeito ao evangelho, aos ensinamentos expostos pelos apóstolos (I Jo. 2.22). A esse respeito, atentemos para a recomendação de Paulo a Timóteo. Não devemos nos apartar daquilo que fomos ensinados na Bíblia. A Escritura divinamente inspirada por Deus é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça e para que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitos e perfeitamente instruídos para toda boa obra (II Tm. 3.14-17); 2) o Espírito Santo - somente os ensinamentos apostólicos não são suficientes para os crentes permanecerem na verdade. É o Espírito Santo quem instrui os cristãos pela Palavra. Não existe outro ensinamento necessário à igreja de Cristo, não precisamos de ensinamentos humanos, pois recebemos dos apóstolos, através da inspiração do Espírito, a revelação de Deus (I Jo. 2.27; II Pe. 1.20,21).
CONCLUSÃO
No período da Tribulação o Anticristo estabelecerá seu governo literal sobre a terra. Enquanto isso não acontece, seu espírito impera já através do sistema mundano. A igreja de Jesus precisa estar atenta às manifestações do espírito do anticristo. O investimento no ensinamento da Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, é o antídoto necessário para responder com sabedoria e mansidão (I Pe. 3.15) contra toda doutrina que venha de encontro à fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 1.3).
BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
A Chegada do Anticristo - Pr. Geraldo Carneiro Filho
A Chegada do Anticristo - Pr. Geraldo Carneiro Filho
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 07 - DIA 16/08/2009
TÍTULO: “A CHEGADA DO ANTICRISTO”
TEXTO ÁUREO - I Jo 4:3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:18-26; II Jo 1:7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
A palavra ANTICRISTO só é mencionada na Bíblia em I e II João. Através de um jogo gramatical (singular e plural), o apóstolo faz distinção entre o “ANTICRISTO” (referindo-se ao governante mundial no tempo da Grande Tribulação) e “ANTICRISTOS” (aqueles que antecedem em seus ensinos o ministério do Ditador Mundial - I Jo 4:3).
O prefixo “ANTI” significa “EM LUGAR DE”; “OPOSTO A”; “SEMELHANTE A”;
Mas na epístola de João, significa “CONTRÁRIO A”.
Já no texto de II Ts 2:4, conjuga dois sentidos: o de “CONTRÁRIO A” e o de “SEMELHANTE A”.
O ANTICRISTO, POIS, É “AQUELE QUE SE COLOCA NO LUGAR DE DEUS E CONTRA CRISTO SE LEVANTA”.
II - ANTICRISTOS - CARACRTERÍSTICAS DOS FALSOS PROFETAS E MESTRES QUE ANTECEDEM EM SEUS ENSINOS O MINISTÉRIO DO DITADOR MUNDIAL:
1. OS PROFETAS DA MENTIRA ARTIFICIOSA ou DO EMBUSTE - Ex 7:20-22; 8:7 - Moisés teve que enfrentar os falsos mestres no seu ministério de libertação de Israel do Egito. Porém, chegou-se ao ponto em que os magos do Egito foram incapazes de reproduzir a praga dos piolhos (Ex 8:18-19).
2. OS PROFETAS DO DESÂNIMO - Nm 13:31-33; 14:1-12 - A atitude dos espias foi concentrada não no positivismo e na possibilidade vitória, mas no negativismo, vendo a derrota como coisa concreta. Como conseqüência, houve pessimismo, desânimo, incredulidade, revolta e castigo.
3. OS PROFETAS DA MENTIRA - I Rs 22:1-8, 11-14, 19-28 - Micaías era impopular como profeta junto ao rei Acabe. É que ele não se deixou levar pelo discurso da maioria, que a despeito de saber que o monarca vivia em aberto e declarado pecado, ainda assim só profetizavam o bem a seu respeito.
4. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE PEDRO (II Pe 2:1-3)
A) Introduzirão, encobertamente, heresias de perdição no meio do rebanho; negarão o Senhor que os resgatou; sofrerão destruição (perdição)
B) Muitos seguirão as suas dissoluções; blasfemarão o caminho da verdade (II Pe 2:2)
C) Farão negociata envolvendo o povo de Deus como se esse fosse objeto de negócio de venda (II Pe 2:3)
5. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE JOÃO (I Jo 4:1-6)
A) O povo tem um modo de testá-los e descobri-los - Dt 13:1-2; 18:21-22
B) Devemos testá-los pelas Escrituras - Is 8:20
6. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE PAULO (I Tm 4:1-5)
A) Serão numerosos nos últimos dias
B) Devem ser evitadas pelos ministros - I Tm 6:20
7 - OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE JUDAS (Jd 3-9; cf II Pe 2:1-3, 11-20)
a) A conduta dos falsos mestres (II Pe 2:1-3) - Eles introduzem, furtiva e artificialmente, heresias fatais, negando até o próprio Senhor. Cobrindo os seus verdadeiros motivos com argumentos plausíveis, desviarão muitos do caminho.
b) A condenação certa destes falsos mestres mostra-se nos exemplos antigos da retribuição (II Pe 2:4-9)
c) O caráter destes falsos mestres (II Pe 2:10-22)
d) Trazem vergonha sobre a religião cristã e atraem a muitos
e) São avarentos - Tt 1:11
f) Serão punidos - Mq 3:6-7
8. O POVO EM RELAÇÃO AOS FALSOS PROFETAS
1) É Por Eles Levado Ao Erro - Jr 23:13; Mq 3:5
2) É Por Eles Levado A Esquecer-se De Deus - Jr 23:26-27
3) É Por Eles Privado Da Palavra De Deus - Jr 23:30
4) É Por Eles Ensinado Profanação E Pecado - Jr 23:14-15
5) É Por Eles Oprimido E Defraudado - Ez 22:25-28
6) O Povo É Advertido A Não Lhes Dar Ouvidos - Dt 13:3; Jr 23:16-17; 27:9-10, 14-18
7) Mas, infelizmente, o Povo Encoraja-os E Louva-os - Jr 5:30-31; Lc 6:26
8) O Povo Tem Um Modo De Testá-los E Descobri-los - Dt 13:1-2; 18:21-22; I Jo 4:1-3
9) O Povo É Envolvido Na Ruína Dos Falsos Profetas - Is 9:12-16; Jr 20:1-6; Ez 14:9-10
III - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ANTICRISTO (GOVERNANTE MUNDIAL) - SUA ORIGEM, NATUREZA, OBSTINAÇÃO
1. SUA ORIGEM
a) Surgirá do abismo, Ap 11.7.
b) Emergirá do mar, Ap 13.1 (mar é símbolo de nações gentias).
c) Receberá autoridade das mãos de Satanás, Ap 13.4; II Ts 2.3, 9, 12.
2. SUA NATUREZA HUMANA
a) Será um homem, Ap 17.11.
b) Será um gênio em oratória, falará cousas incríveis, Dn 11.36.
c) Será um gênio intelectual e entendido de intrigas, Dn 8.23.
d) Será um gênio empresarial, Ap 13.16-17.
e) Será um gênio político, Ap 17.11 -12.
f) Será altamente entendido em assuntos religiosos, Ap 13.8; II Ts 2.4.
3. SUA NATUREZA ESPIRITUAL
a) É chamado “homem da iniquidade”, II Ts 2.3, e se compraz na perversidade.
b) É também chamado “iníquo”, II Ts 2.8; esta palavra vem do vocábulo grego ANOMOS (o sem lei). Signifíca, pois, que ele se oporá a qualquer forma de ordem constituída. Será um cruel inimigo das leis, desde que elas traduzam de alguma maneira, uma visão cósmica da sabedoria de Deus ou de Sua influência no mundo.
4. SUA DESTINAÇÃO
Ele é chamado o “filho da perdição”, II Ts 2.3.
5. SUA MANIFESTAÇÃO
a) Daniel capítulo 9, menciona que dois príncipes hão de manifestar. Um deles é o Senhor Jesus, “O Príncipe dos Reis da Terra”, em Ap, e o outro será o Anticristo, o “Príncipe que há de vir”, Dn 9. 26-27.
b) Ele se oporá tenazmente a Deus, exaltando-se como Deus, aceitando adoração como Deus e identificando-se como Deus - II Ts 2.4.
6. SUA ATUAÇÃO POLÍTICA
a) Ele controlará a Rússia e o Oriente Médio, Ez 38; 39.
b) Será um ditador tirano, que reinará durante sete anos. A plenitude de seu governo será na metade desse período, Ap 13.5; Ap 12.6-14; Dn 7.25.
c) Controlará as atividades económicas, políticas e religiosas do mundo, Dn 11.38-43; Ap 13.17; Ap 17.12-17; Ap 13.4,7; Ap 14.9-11; Ap 15.2; Ap 16.2.
d) Exercerá controle sobre a mente dos homens e imporá sua marca, Ap 13.2-4;Ap 16.2; Ap 13.16-18; Ap 14.9-11; Ap 15.2.
e) Comandará um bloco político de dez governos, Ap 17.12 e controlará as nações em geral, Dn 11.36-37; Ap 13.16; Sl 2.
f) Mudará os tempos e as leis, Dn 7.25.
g) Mobilizará as nações para o Armagedon, Ap 16.13-16; 19.19-21.
7. SUAS ATIVIDADES RELIGIOSAS
a) Controlará o sistema religioso / político mundial, Ap 17.16-17.
b) Será adorado pêlos homens, Ap 13.3-4,8
c) Inspirará temor, Ap 13.4, promoverá a iniquidade e apostasia em todo o mundo, II Ts 2.3,8-12; Ap 13.1-18; Ap 14.9-13; Ap 15.2-4.
d) Cuidará de receber adoração como se fosse Deus, II Ts 2.4.
e) Proferirá terríveis blasfémias, Ap 13.5; Dn 7.25.
f) Apresentar-se-á no templo em lugar de Jesus, II Ts 2.4.
8. SEUS MILAGRES
a) Está escrito que ele operará milagres, Ap 13.1-l8; Ap 19.20; Dn 8.24; II Ts 2.8-12.
9. SEU RELACIONAMENTO COM ISRAEL
a) Ele fará um pacto com Israel por sete anos, o qual será quebrado na metade, Dn 9.27.
b) Ele tentará destruir Israel, Ap 12.
10. SEU RELACIONAMENTO COM SATANÁS
a) Ele virá na imagem de Satanás, Ap 13.4; II Ts 2.9 (Comparando com Hb 1.3).
b) Como Judas, ele se entregará pessoalmente a Satanás Ap 13.2; Dn 8.24.
c) Ele será agente e representante pessoal de Satanás, II Ts 2,9; Dn 8.24; Ap 13.7.
11. SEU NÚMERO
O número pessoal do Anticristo é 666, Ap 13.18.
12. ATUAL RESTRIÇÃO DE SEU PODER
Atualmente ele está impedido de se manifestar devido a presença do Espírito Santo, II Ts 2.6-7.
13. SUA ESTRATÉGIA
a) O Anticristo tentará aparecer como um super homem.
b) Antes da Pessoa, manifesta-se o Precursor do Anticristo.
c) Antes dos precursores, manifesta-se o espírito do Anticristo.
d) Isto é uma imitação do método usado por Deus, quando enviou Jesus.
14. SEUS PRECURSORES
a) CAIM, que matou a semente da mulher, Gn 3.15; I Jo 3.12.
b) NINRODE, o criador de Babilônia, Gn 11; Dn 2.37, Ap 18.19.
c) FARAÓ, o opressor do povo de Deus, Ex 1.18-22.
d) BALAÃO, instado a amaldiçoar Israel, Nm 23.24; Jd 11; Ap 2.14.
e) SAUL, que se intrometeu no ofício sacerdotal, I Sm 13.9-13.
f) ABSALÃO, que ousou apoderar-se do trono de Davi, II Sm 15.1-6.
g) JEROBOÃO, que intentou mudar os padrões estabelecidos por Deus, I Rs 12.25-31.
h) SENAQUERIBE, que planejou destruir Jerusalém, II Rs 18.17.
i) HAMA, que planejou exterminar todos os judeus, Ester 3.
j) ANTIOCO EPIFANIO, que atentou contra o templo sagrado, Dn 11.25-35
l) JUDAS, o homem que traiu a Jesus, Jo 6.70-71; 13.27; 17.12.
15. A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO
a) O profeta Daniel falou da abominação da desolação, Dn 9.27.
b) Jesus a ela se referiu em Mateus 24.15.
c) Isto se refere à ruptura do pacto entre o Anticristo e Israel.
d) Textos paralelos ou correlatos: II Ts 2.4; Ap 11.1-2; 13.1-18
16. A ACEITAÇÃO DO ANTICRISTO PELA SOCIEDADE HUMANA
a) O Anticristo conseguirá iludir a raça humana
b) Satanás tem tomado providências para preparar sua chegada
c) A natureza decaída do homem sempre prefere voltar-se contra Deus, Gn 4.23-24; Rm 2.17-21; Jo 5.43.
17. A GUERRA ENTRE O ESPÍRITO DO ANTICRISTO E A IGREJA
a) O Diabo sabe que a Igreja subirá no arrebatamento antes da aparição do Anticristo, o que o faz ficar sempre inconformado.
b) O Espírito do Anticristo guerreia através de falsas doutrinas, expansão do movimento ecumênico mundial, modernismo teológico, vaidade desenfreada, espírito de apostasia, rebelião, murmuração, ateísmo, desordens em geral e perseguição aos santos. Ler I Tm 4.1; Ap 6.11; 11.7; 13.7,17; 17.6; Mc 13.9-13; I Tm 3.15; Mt 5.14,15.
c) O Espírito do Anticristo está atacando terrivelmente a família, Lc 17.27.
d) A Igreja tem que combater as forças diabólicas, libertando as almas cativas, At 26.18; Cl 1.13.
18. A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE O ANTICRISTO
a) O Anticristo será vencido por Cristo em sua segunda vinda, II Ts 2.8; Ap 19.11-21; Dn 11.36-45.
b) O Anticristo será morto por Cristo, II Ts 2.8; Dn 7.11; 8.25. Nunca nos esqueçamos de que o poder de Cristo é absoluto, é definitivo, é total. Facilmente Ele destruirá toda a arrogância do Anticristo.
IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A Igreja do Senhor Jesus Cristo, lavada e comprada com Seu precioso sangue nunca precisa temer o Anticristo. Além de não estarmos destinados a um confronto com ele, temos a segurança de sermos sempre libertos do poder terrível de seu espírito, literalmente administrado por Satanás. O que nos compete hoje e sempre, é permanecermos firmes com o Senhor Jesus. CRISTO É E SERÁ SEMPRE O VENCEDOR DO ANTICRISTO. A única maneira de escapar do Anticristo é ficar com Cristo, aleluia.
FONTES DE CONSULTA:
1) Revista Maturidade Cristã - CPAD - 1º Trimestre de 1986 - Raimundo F. de Oliveira
2) Revista Lições Bíblicas - CPAD - 1º Trimestre de 1997 - Elienai Cabral
3) 70 Esboços de A a Z - Vinde Comunicações - Caio Fábio
4) Apostila do Pr Dionildo Dantas
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 07 - DIA 16/08/2009
TÍTULO: “A CHEGADA DO ANTICRISTO”
TEXTO ÁUREO - I Jo 4:3
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:18-26; II Jo 1:7
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
A palavra ANTICRISTO só é mencionada na Bíblia em I e II João. Através de um jogo gramatical (singular e plural), o apóstolo faz distinção entre o “ANTICRISTO” (referindo-se ao governante mundial no tempo da Grande Tribulação) e “ANTICRISTOS” (aqueles que antecedem em seus ensinos o ministério do Ditador Mundial - I Jo 4:3).
O prefixo “ANTI” significa “EM LUGAR DE”; “OPOSTO A”; “SEMELHANTE A”;
Mas na epístola de João, significa “CONTRÁRIO A”.
Já no texto de II Ts 2:4, conjuga dois sentidos: o de “CONTRÁRIO A” e o de “SEMELHANTE A”.
O ANTICRISTO, POIS, É “AQUELE QUE SE COLOCA NO LUGAR DE DEUS E CONTRA CRISTO SE LEVANTA”.
II - ANTICRISTOS - CARACRTERÍSTICAS DOS FALSOS PROFETAS E MESTRES QUE ANTECEDEM EM SEUS ENSINOS O MINISTÉRIO DO DITADOR MUNDIAL:
1. OS PROFETAS DA MENTIRA ARTIFICIOSA ou DO EMBUSTE - Ex 7:20-22; 8:7 - Moisés teve que enfrentar os falsos mestres no seu ministério de libertação de Israel do Egito. Porém, chegou-se ao ponto em que os magos do Egito foram incapazes de reproduzir a praga dos piolhos (Ex 8:18-19).
2. OS PROFETAS DO DESÂNIMO - Nm 13:31-33; 14:1-12 - A atitude dos espias foi concentrada não no positivismo e na possibilidade vitória, mas no negativismo, vendo a derrota como coisa concreta. Como conseqüência, houve pessimismo, desânimo, incredulidade, revolta e castigo.
3. OS PROFETAS DA MENTIRA - I Rs 22:1-8, 11-14, 19-28 - Micaías era impopular como profeta junto ao rei Acabe. É que ele não se deixou levar pelo discurso da maioria, que a despeito de saber que o monarca vivia em aberto e declarado pecado, ainda assim só profetizavam o bem a seu respeito.
4. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE PEDRO (II Pe 2:1-3)
A) Introduzirão, encobertamente, heresias de perdição no meio do rebanho; negarão o Senhor que os resgatou; sofrerão destruição (perdição)
B) Muitos seguirão as suas dissoluções; blasfemarão o caminho da verdade (II Pe 2:2)
C) Farão negociata envolvendo o povo de Deus como se esse fosse objeto de negócio de venda (II Pe 2:3)
5. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE JOÃO (I Jo 4:1-6)
A) O povo tem um modo de testá-los e descobri-los - Dt 13:1-2; 18:21-22
B) Devemos testá-los pelas Escrituras - Is 8:20
6. OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE PAULO (I Tm 4:1-5)
A) Serão numerosos nos últimos dias
B) Devem ser evitadas pelos ministros - I Tm 6:20
7 - OS FALSOS MESTRES SOB A PERSPECTIVA DE JUDAS (Jd 3-9; cf II Pe 2:1-3, 11-20)
a) A conduta dos falsos mestres (II Pe 2:1-3) - Eles introduzem, furtiva e artificialmente, heresias fatais, negando até o próprio Senhor. Cobrindo os seus verdadeiros motivos com argumentos plausíveis, desviarão muitos do caminho.
b) A condenação certa destes falsos mestres mostra-se nos exemplos antigos da retribuição (II Pe 2:4-9)
c) O caráter destes falsos mestres (II Pe 2:10-22)
d) Trazem vergonha sobre a religião cristã e atraem a muitos
e) São avarentos - Tt 1:11
f) Serão punidos - Mq 3:6-7
8. O POVO EM RELAÇÃO AOS FALSOS PROFETAS
1) É Por Eles Levado Ao Erro - Jr 23:13; Mq 3:5
2) É Por Eles Levado A Esquecer-se De Deus - Jr 23:26-27
3) É Por Eles Privado Da Palavra De Deus - Jr 23:30
4) É Por Eles Ensinado Profanação E Pecado - Jr 23:14-15
5) É Por Eles Oprimido E Defraudado - Ez 22:25-28
6) O Povo É Advertido A Não Lhes Dar Ouvidos - Dt 13:3; Jr 23:16-17; 27:9-10, 14-18
7) Mas, infelizmente, o Povo Encoraja-os E Louva-os - Jr 5:30-31; Lc 6:26
8) O Povo Tem Um Modo De Testá-los E Descobri-los - Dt 13:1-2; 18:21-22; I Jo 4:1-3
9) O Povo É Envolvido Na Ruína Dos Falsos Profetas - Is 9:12-16; Jr 20:1-6; Ez 14:9-10
III - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ANTICRISTO (GOVERNANTE MUNDIAL) - SUA ORIGEM, NATUREZA, OBSTINAÇÃO
1. SUA ORIGEM
a) Surgirá do abismo, Ap 11.7.
b) Emergirá do mar, Ap 13.1 (mar é símbolo de nações gentias).
c) Receberá autoridade das mãos de Satanás, Ap 13.4; II Ts 2.3, 9, 12.
2. SUA NATUREZA HUMANA
a) Será um homem, Ap 17.11.
b) Será um gênio em oratória, falará cousas incríveis, Dn 11.36.
c) Será um gênio intelectual e entendido de intrigas, Dn 8.23.
d) Será um gênio empresarial, Ap 13.16-17.
e) Será um gênio político, Ap 17.11 -12.
f) Será altamente entendido em assuntos religiosos, Ap 13.8; II Ts 2.4.
3. SUA NATUREZA ESPIRITUAL
a) É chamado “homem da iniquidade”, II Ts 2.3, e se compraz na perversidade.
b) É também chamado “iníquo”, II Ts 2.8; esta palavra vem do vocábulo grego ANOMOS (o sem lei). Signifíca, pois, que ele se oporá a qualquer forma de ordem constituída. Será um cruel inimigo das leis, desde que elas traduzam de alguma maneira, uma visão cósmica da sabedoria de Deus ou de Sua influência no mundo.
4. SUA DESTINAÇÃO
Ele é chamado o “filho da perdição”, II Ts 2.3.
5. SUA MANIFESTAÇÃO
a) Daniel capítulo 9, menciona que dois príncipes hão de manifestar. Um deles é o Senhor Jesus, “O Príncipe dos Reis da Terra”, em Ap, e o outro será o Anticristo, o “Príncipe que há de vir”, Dn 9. 26-27.
b) Ele se oporá tenazmente a Deus, exaltando-se como Deus, aceitando adoração como Deus e identificando-se como Deus - II Ts 2.4.
6. SUA ATUAÇÃO POLÍTICA
a) Ele controlará a Rússia e o Oriente Médio, Ez 38; 39.
b) Será um ditador tirano, que reinará durante sete anos. A plenitude de seu governo será na metade desse período, Ap 13.5; Ap 12.6-14; Dn 7.25.
c) Controlará as atividades económicas, políticas e religiosas do mundo, Dn 11.38-43; Ap 13.17; Ap 17.12-17; Ap 13.4,7; Ap 14.9-11; Ap 15.2; Ap 16.2.
d) Exercerá controle sobre a mente dos homens e imporá sua marca, Ap 13.2-4;Ap 16.2; Ap 13.16-18; Ap 14.9-11; Ap 15.2.
e) Comandará um bloco político de dez governos, Ap 17.12 e controlará as nações em geral, Dn 11.36-37; Ap 13.16; Sl 2.
f) Mudará os tempos e as leis, Dn 7.25.
g) Mobilizará as nações para o Armagedon, Ap 16.13-16; 19.19-21.
7. SUAS ATIVIDADES RELIGIOSAS
a) Controlará o sistema religioso / político mundial, Ap 17.16-17.
b) Será adorado pêlos homens, Ap 13.3-4,8
c) Inspirará temor, Ap 13.4, promoverá a iniquidade e apostasia em todo o mundo, II Ts 2.3,8-12; Ap 13.1-18; Ap 14.9-13; Ap 15.2-4.
d) Cuidará de receber adoração como se fosse Deus, II Ts 2.4.
e) Proferirá terríveis blasfémias, Ap 13.5; Dn 7.25.
f) Apresentar-se-á no templo em lugar de Jesus, II Ts 2.4.
8. SEUS MILAGRES
a) Está escrito que ele operará milagres, Ap 13.1-l8; Ap 19.20; Dn 8.24; II Ts 2.8-12.
9. SEU RELACIONAMENTO COM ISRAEL
a) Ele fará um pacto com Israel por sete anos, o qual será quebrado na metade, Dn 9.27.
b) Ele tentará destruir Israel, Ap 12.
10. SEU RELACIONAMENTO COM SATANÁS
a) Ele virá na imagem de Satanás, Ap 13.4; II Ts 2.9 (Comparando com Hb 1.3).
b) Como Judas, ele se entregará pessoalmente a Satanás Ap 13.2; Dn 8.24.
c) Ele será agente e representante pessoal de Satanás, II Ts 2,9; Dn 8.24; Ap 13.7.
11. SEU NÚMERO
O número pessoal do Anticristo é 666, Ap 13.18.
12. ATUAL RESTRIÇÃO DE SEU PODER
Atualmente ele está impedido de se manifestar devido a presença do Espírito Santo, II Ts 2.6-7.
13. SUA ESTRATÉGIA
a) O Anticristo tentará aparecer como um super homem.
b) Antes da Pessoa, manifesta-se o Precursor do Anticristo.
c) Antes dos precursores, manifesta-se o espírito do Anticristo.
d) Isto é uma imitação do método usado por Deus, quando enviou Jesus.
14. SEUS PRECURSORES
a) CAIM, que matou a semente da mulher, Gn 3.15; I Jo 3.12.
b) NINRODE, o criador de Babilônia, Gn 11; Dn 2.37, Ap 18.19.
c) FARAÓ, o opressor do povo de Deus, Ex 1.18-22.
d) BALAÃO, instado a amaldiçoar Israel, Nm 23.24; Jd 11; Ap 2.14.
e) SAUL, que se intrometeu no ofício sacerdotal, I Sm 13.9-13.
f) ABSALÃO, que ousou apoderar-se do trono de Davi, II Sm 15.1-6.
g) JEROBOÃO, que intentou mudar os padrões estabelecidos por Deus, I Rs 12.25-31.
h) SENAQUERIBE, que planejou destruir Jerusalém, II Rs 18.17.
i) HAMA, que planejou exterminar todos os judeus, Ester 3.
j) ANTIOCO EPIFANIO, que atentou contra o templo sagrado, Dn 11.25-35
l) JUDAS, o homem que traiu a Jesus, Jo 6.70-71; 13.27; 17.12.
15. A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO
a) O profeta Daniel falou da abominação da desolação, Dn 9.27.
b) Jesus a ela se referiu em Mateus 24.15.
c) Isto se refere à ruptura do pacto entre o Anticristo e Israel.
d) Textos paralelos ou correlatos: II Ts 2.4; Ap 11.1-2; 13.1-18
16. A ACEITAÇÃO DO ANTICRISTO PELA SOCIEDADE HUMANA
a) O Anticristo conseguirá iludir a raça humana
b) Satanás tem tomado providências para preparar sua chegada
c) A natureza decaída do homem sempre prefere voltar-se contra Deus, Gn 4.23-24; Rm 2.17-21; Jo 5.43.
17. A GUERRA ENTRE O ESPÍRITO DO ANTICRISTO E A IGREJA
a) O Diabo sabe que a Igreja subirá no arrebatamento antes da aparição do Anticristo, o que o faz ficar sempre inconformado.
b) O Espírito do Anticristo guerreia através de falsas doutrinas, expansão do movimento ecumênico mundial, modernismo teológico, vaidade desenfreada, espírito de apostasia, rebelião, murmuração, ateísmo, desordens em geral e perseguição aos santos. Ler I Tm 4.1; Ap 6.11; 11.7; 13.7,17; 17.6; Mc 13.9-13; I Tm 3.15; Mt 5.14,15.
c) O Espírito do Anticristo está atacando terrivelmente a família, Lc 17.27.
d) A Igreja tem que combater as forças diabólicas, libertando as almas cativas, At 26.18; Cl 1.13.
18. A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE O ANTICRISTO
a) O Anticristo será vencido por Cristo em sua segunda vinda, II Ts 2.8; Ap 19.11-21; Dn 11.36-45.
b) O Anticristo será morto por Cristo, II Ts 2.8; Dn 7.11; 8.25. Nunca nos esqueçamos de que o poder de Cristo é absoluto, é definitivo, é total. Facilmente Ele destruirá toda a arrogância do Anticristo.
IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A Igreja do Senhor Jesus Cristo, lavada e comprada com Seu precioso sangue nunca precisa temer o Anticristo. Além de não estarmos destinados a um confronto com ele, temos a segurança de sermos sempre libertos do poder terrível de seu espírito, literalmente administrado por Satanás. O que nos compete hoje e sempre, é permanecermos firmes com o Senhor Jesus. CRISTO É E SERÁ SEMPRE O VENCEDOR DO ANTICRISTO. A única maneira de escapar do Anticristo é ficar com Cristo, aleluia.
FONTES DE CONSULTA:
1) Revista Maturidade Cristã - CPAD - 1º Trimestre de 1986 - Raimundo F. de Oliveira
2) Revista Lições Bíblicas - CPAD - 1º Trimestre de 1997 - Elienai Cabral
3) 70 Esboços de A a Z - Vinde Comunicações - Caio Fábio
4) Apostila do Pr Dionildo Dantas
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Lição 6 O Sistema de Viver do Mundo -Ev. Isaías de Jesus
O Sistema de Viver do Mundo - Ev. Isaías Silva de Jesus
Texto Bíblico:- “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” ( I João 2: 15 )
Introdução
Não amar o mundo
O apelo de João a seus leitores é feito de forma negativa, mas o lado positivo precisa ser compreendido também. Os cristãos não devem amar o mundo. Ao mesmo tempo, também é preciso dizer que eles devem amar Deus e fazer sua vontade. De fato, é apenas à medida que o amor de Deus os enche e o desejo de Deus os motiva que o mundo pode ser conquistado - como nos versículos precedentes é dito que é apenas à medida que a Palavra de Deus habita neles que Satanás pode ser derrotado.
Com exceção de uma referência anterior, em 2.2, esta é primeira vez na epístola que João usa a palavra “mundo” (kosmos). Mas agora ela ocorre seis vezes apenas nesses três versículos, e vai ocorrer muitas outras depois. No total, esse é um dos termos mais importantes do vocabulário joanino. O que é o “mundo”?
A resposta a essa pergunta é complexa, pois o mundo em si tem uma grande gama de significados. Às vezes, embora seja uma utilização menos freqüente, João parece se referir ao “universo”, como em João 1.10. Isso, claro, é o significado básico da palavra.
Na antiga história do idioma grego, kosmos significava “ornamento” (o significado está preservado em português na palavra cosmético), depois o “universo” ou “globo do mundo” passou a significar o ornamento de Deus. Naquele período, kosmos também poderia significar “aquilo que é bem construído”, “bem-ordenado” ou “belo”.
Com o tempo, a aplicação da palavra para mundo levou também a um desenvolvimento pelo qual veio a significar “o mundo dos homens”. Esse uso também está presente em João, ocorrendo às vezes sem tons morais aparentes. Refere-se ao mundo no sentido de que Deus o amou e deu seu Filho unigênito por ele (Jo 3.16), de que é o objeto de seu propósito de salvação (Jo 3.17), de que Jesus deu a si mesmo como propiciação por ele (1 Jo 2.2) e de que Cristo é seu Salvador ( Jo 4.42; 1 Jo 4.14).
Acerca do uso dessa palavra, é preciso que se compreenda que ela se refere à raça humana de maneira coletiva, e não necessariamente a cada indivíduo; de outro modo, os versículos em questão ficariam numa salvação universal de todos os homens, que é, porém, repudiada em outros trechos da Bíblia.
O uso principal da palavra é o que envolve a dimensão ética; e ele não apenas é o uso mais comum como também o mais significativo nos escritos de João. A idéia aqui é do mundo dos homens em rebelião contra Deus, e assim caracterizado por tudo o que está em oposição a Deus.
Isso é o que poderíamos chamar de “o sistema do mundo”. Ele envolve os valores do mundo, seus prazeres, suas atividades e aspirações. João diz sobre esse mundo que ele está no maligno (1 Jo 5.19), que rejeitou a Jesus quando Ele veio (Jo 1.10), que não o conhece (1 Jo 3.1) e, conseqüentemente, que não conhece e assim odeia seus seguidores (Jo 15.18-21; 17.14). E nesse sentido que João fala sobre o mundo na passagem que aqui analisamos.
No primeiro sentido em que mundo é utilizado, os cristãos devem receber e ser gratos por ele, pois é um presente de Deus. O próprio Jesus apreciava o mundo nesse sentido. Seu segundo sentido é utilizado: os cristãos devem amá-lo e buscar evangelizá-lo, pois Deus também o ama. No terceiro sentido, que é o que temos aqui, os cristãos devem rejeitar o mundo e conduzir suas vicias de acordo com um grupo de valores inteiramente diferente.
Quando João diz que os cristãos não devem “amar o mundo ou nada que está no mundo”, não está pensando tanto a respeito do materialismo (”coisas”), mas das atitudes que estão por trás cio materialismo. Pois ele sabe, como todos nós deveríamos saber, que uma pessoa sem os bens mundanos pode ser tão materialista como uma pessoa que possui muitos desses bens; e, de igual modo, uma pessoa rica pode ser bastante desapegada dessa e de qualquer outra forma de mundanismo.
Na verdade, João está pensando a respeito da ambição egoísta, do orgulho, do amor pelo sucesso ou o luxo e de outras características parecidas. Law reconhece isso em sua excelente paráfrase do apelo do apóstolo. Ele escreve “não busque a intimidade e o favor do mundo não-cristão que o cerca; não aceite seus costumes como sendo suas leis, não adote seus ideais nem receba seus prêmios, muito menos busque confraternizar se com sua vida”.
II - Duas razões
A primeira razão por que os cristãos não devem amar o mundo ou as coisas que estão nele é que o amor pelo mundo e o amor pelo Pai são incompatíveis. Deus se coloca contra os pecados e os valores do mundo. Conseqüentemente, é impossível amar e servir a Deus, e ao mesmo tempo amar aquilo que Ele odeia e a que se opõe.
O crente ama a Deus? Então precisa servir-lhe. Como Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24).
A verdade dessa declaração se torna ainda mais evidente quando a natureza do sistema mundano é analisada, como João agora faz, em três expressões curtas e memoráveis: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vicia”.
Como João usa a expressão, pode ser que “a concupiscência da carne” refira-se aos desejos pecaminosos que brotam da natureza carnal cio homem. Aqui podemos pensar sobre os pecados mais terríveis.
Porém nos escritos de João, como em toda a Escritura, “homem peca- dor” ou “carne” usualmente têm uma conotação mais ampla, pela qual se refere a toda a natureza humana que está separada da graça de Deus em Cristo Jesus. Assim, é mais provável que “carne” seja compreendida de uma forma mais ampla neste contexto. Nesse caso, a expressão se referiria a todos os desejos que excluem a Deus. Como Barclay ressalta:
É viver urna vicia dominada pelos sentidos. É ser glutão na comida; efeminado na luxúria: escravo do prazer; lascivo na moral; egoísta no uso das posses; desprovido de todos os valores espirituais; extravagante na gratificação dos desejos materiais, terrenos e mundanos. O desejo da carne se esquece de que, é cego e independente dos mandamentos de Deus.
Claramente, não precisamos pensar sobre isso como se referindo em particular aos pecados mais hediondos, embora sejam parte do contexto. Em vez disso, podemos incluir toda a atividade que seja antagônica a Deus e insensível às necessidades dos outros.
A segunda expressão refere-se naturalmente à cobiça. Mas, outra vez, deve ser entendido num sentido mais amplo do que um simples desejo de possuir coisas. A “concupiscência dos olhos” certamente se refere ao desejo de “querer sempre mais” no que se refere à aparência da casa, ao segundo carro, à casa de campo e outras considerações materiais.
Mas também se refere ao desejo de ter sempre mais quanto ao status do marido no trabalho, à posição da mulher na associação feminina, à aceitação social das crianças e a todo o tipo de valores imateriais, e nem por isso menos mundanos. Essas são as coisas que o cristão não deve amar. Em outras palavras, ele deve se contentar em não receber a promoção, em viver sem os símbolos externos de sucesso, em ser considerado sem glamour ou sofisticação se isso de fato contribuir para a glória de Deus e mantiver o indivíduo cristão dentro da vontade do Senhor.
Por fim, o mundanismo aqui é caracterizado como “o exagero daquilo que ele tem e faz”. A qualidade única dessa frase está não só em evitar os exageros, mas em excedê-los. Essa característica, que é a mais difícil de definir das três, provavelmente também é a mais súbita, pois é fácil ver com que rapidez uma ambição pode se tornar um tipo de orgulho que leva o indivíduo a se gloriar não em fazer o bem mas em ser melhor do que o próximo.
Um exemplo é o do estudante que tenta desesperadamente ser o melhor de sua classe. Isso pode ser feito de modo adequado. Se ele recebeu um talento de Deus e o aplica para que Deus possa ser honrado por meio de suas vitórias ou melhor servido por elas, sua ambição é boa.
Se por outro lado ele se pega pensando que é superior e assim confere a si mesmo uma medida extra de deferência ou respeito, então sua ambição é satânica, pois vem daquele que é o príncipe deste mundo e de seu sistema sem Deus.
O mesmo tipo de ambição satânica pode afetar os homens nos negócios, as esposas em casa ou os ministros no púlpito. De fato, Paulo nos alertou que algumas das ferramentas de Satanás seriam nos fazer vestir túnicas de doutores e ensinar teologia (2 Co 11.14,15).
Esses, então, são os ideais que são aceitos e até mesmo recompensados no mundo, mas que são contrários ao cristianismo.
Amar a Deus é afastar-se de tais valores. Amar o mundo é cada vez mais se afastar do amor de Deus e, conseqüentemente, também perder o amor pelo próximo.
A segunda razão por que o cristão não deve amar o mundo é a que fecha a passagem. É que tudo o que está no mundo é transitório e, assim, leva à destruição. O mundo é passageiro, João declara. Passageiros também são seus valores e aqueles que são caracterizadas pelos seus valores. Que estupidez, então, dirigir as esperanças para o sistema mundano, por mais atraente ou recompensador que possa parecer.
Mas nada permanece? Sim, diz João. Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. O objeto de seu amor, mesmo o Pai, permanece para sempre. Seu amor, tendo sua fonte em Deus, permanece para sempre. Suas obras, sendo um aspecto da obra de Deus, permanecem para sempre, pois ele é o possuidor de vida eterna e herdeiro de todas as riquezas de Deus em Cristo Jesus. A conclusão é que os cristãos deveriam assim amar Deus e servir-lhe com fervor.
Amamos e servimos a Deus com fervor? Então precisamos nos afastar de tudo aquilo que pode nos separar desse amor e do nosso serviço a Ele. Quando Jesus chamou homens para serem seus discípulos, desafiou-os com as palavras “sigam-me”. Isso significava que eles teriam que deixar suas redes ou mesas de dinheiro ou qualquer outra coisa que estivesse ocupando sua atenção e tempo até aquele momento. De igual modo, quando somos chamados para abraçar a verdade do evangelho, precisamos rejeitar o erro.
Quando somos chamados para a retidão, precisamos nos desviar cio pecado. Quando somos chamados para amar 1)cus, precisamos nos afastar de todos amores e lealdades inferiores. Falhar cm fazer isso não significa que perdemos nosso relacionamento com Deus, mas significa que somos infiéis a Ele e desgraçamos nosso chamado. É como um casamento. O adultério não muda o status legal cio casamento, mas destrói a aliança e é desonroso. Como cristãos, somos casados com Cristo. Assim, não devemos desonrar esse relacionamento pelo adultério, ou mesmo flertando com o mundo.
III - O ministério da iniqüidade já está em ação!
“A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém” (2 Ts 2.7).
No versículo citado, destaco três expressões: “mistério” - na linguagem bíblica refere-se a algo revelado da parte de Deus que de outra forma jamais saberíamos; “iniqüidade” - trata-se da maldade que impera no sistema perverso desse mundo pecador; “aquele que agora o detém” - muitos sugestões têm sido dadas para dizer o que isso significa. Uma provável interpretação é que o Espírito Santo através do ministério da igreja detém o avanço destruidor da iniqüidade.
Outro modo de entender isso é dizer que enquanto a lei e a ordem forem mantidas, o homem da iniqüidade não terá domínio sobre o cenário mundial. É interessante isso porque a iniqüidade no final dos tempos contará com a liderança de uma pessoa do mal que deterá o controle do sistema político e religioso mundial. É importante observar esses dois sistemas: O governo que mantém a ordem (Rm 13), e o governo da desordem (Ap 13).
A Bíblia diz: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). E mais: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis” (2 Tm 3.1).
Não tenho dúvida em afirmar que vivemos esses “tempos terríveis”. O comportamento humano está aceleradamente piorando. Todas as camadas da sociedade concordam com isso, pois é impossível não perceber que a insegurança atinge todas as áreas de nosso sistema de vida humana. A igreja fala disso há muito tempo, mas até mesmo aqueles que não têm uma cosmovisão bíblica, estão admitindo que vivemos tempos terríveis. Algo estranho vem acontecendo e piorando.
Nossa sociedade está enferma, corrupta e em estado de decomposição. Nossas estruturas sociais se corrompem cada vez mais de forma desenfreada. O racismo e a injustiça social não parecem diminuir. A coletividade parece fazer de conta que o problema não é responsabilidade nossa. Rejeitar um diagnóstico que mostra uma doença terminal é admitir que a morte é o próximo passo. Essa doença atinge o mundo inteiro. O primeiro mundo não tira o primeiro lugar na qualidade de vida moral e espiritual, bem como os demais países do mundo.
A imoralidade sexual campeia solta, os casamentos são desfeitos por motivos fúteis, a pornografia nunca foi tão acessível e vista de forma explícita e assumida sem que ninguém veja nisso gravidade maior. A prática sexual dos jovens está começando com treze anos em média.
A filha adolescente pode trazer o namorado para dormir com ela em casa com o consentimento dos pais. Pular a cerca para uma aventura no motel da cidade com alguém que não seja o cônjuge já tem até a conivência de parceiros. O aborto não passa de uma decisão unilateral da mãe.
No Brasil mais de um milhão de adolescentes abortam por ano. Assumir-se gay está ficando pop. É um dos movimentos mais crescentes no país. Troca de casais tem sido uma forma de apimentar as relações conjugais. Escândalos sexuais e notícias sobre pedofilia nunca foram tão comuns. Novelas e teatros são vitrines do sexo livre. Já tem gente defendendo o bissexualismo como avanço da humanidade. Formadores de opinião combatem a monogamia e defendem a poligamia.
O dinheiro continua sendo o deus de milhões de pessoas. Muitos continuam iludidos com a idéia de que o dinheiro proporciona segurança e felicidade. A experiência já mostrou que o vazio continua depois de se conseguir muito dinheiro. Pergunte a uma pessoa rica se ela está satisfeita com a vida e você poderá não entender sua resposta. A renda per capita mundial cresce em média 3,4% ao ano desde 2000.
No entanto isso não é sinônimo de felicidade. A insegurança e os conflitos bélicos crescem e a pobreza não pára de crescer ao redor do mundo. A Bíblia diz: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido” (Ec 5.10). “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1 Tm 6.10).
O tráfico e o consumo de drogas continuam desafiando as autoridades nacionais e internacionais. Isso tem provocado uma série de outros crimes e mortes. Muitos têm enriquecido e se corrompido com essa prática. Tudo parece piorar nesse sentido.
O risco de uma guerra mundial é cada vez mais evidente com a sofisticação armamentista. As nações investem mais em armas do que na educação. As potências mundiais poderiam destruir o mundo várias vezes em questão de minutos. Fingimos que isso não é verdade, mas todos sabem desse risco iminente.
No passado o Oriente foi evangelizado por missionários cristãos que deram suas vidas pela causa do evangelho. Hoje, o Ocidente está sendo invadido pelas crenças orientais que nada têm de evangelho. Os Estados Unidos e países europeus que já foram celeiros missionários, hoje são campos de missões. Religiões e seitas diversas têm se juntado num sistema chamado Nova Era, tentando fazer do mundo um grande panteão. Os absolutos bíblicos estão sendo trocados pelos relativismos das crendices.
Termino com as palavras bíblicas que dizem: “Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.
Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis. Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos.
Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém” (2 Pe 3.11-18).
IV - O relacionamento entre Crente e o Mundo
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” 1Jo 2.15,16
A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.
Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ).
Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.
Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1) Satanás (ver Mt 4.10, nota sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31 nota; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31 nota); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11).
(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4).
(b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4).
Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus:
(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
(c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2).
V - Vitória sobre o Mundo
Parte inferior do formulário
O bom ânimo é uma ordem de Cristo, e está deve ser uma das características dos cristãos neste mundo. Aqueles que crêem em Cristo não devem estar turbados ( Jo 14:1 ). As aflições deste mundo presente são certas, porém, elas não são para se comparar com a glória do mundo vindouro, do qual você é participante (…) Você já aprendeu que faz parte da família de Deus e que é pleno (cheio) do Espírito, porém, mesmo pertencendo à família de Deus você é passível de sofrer os revezes pertinentes a esta vida.
Resta a pergunta: Se na posição de filho de Deus você continuará enfrentado os mesmos reveses que afeta a humanidade sem Deus, em que você é mais que vencedor?
No que consiste a vitória do cristão? Saiba porque o bom ânimo é uma ordem de Cristo e uma das características daqueles que nele crê. Recapitulando: Você foi gerado de novo, e agora faz parte da família de Deus na condição de filho, porém, é da vontade d’Ele que você não seja tirado do mundo “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” ( Jo 17:15 ). Diante deste mundo a ordem de Cristo é clara: tende bom ânimo, Eu venci o mundo! ( Jo 16:36 ).
Sabemos que “Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o seu Filho unigênito…” ( Jo 3:16 ), para que todo aquele que cresse em Cristo não perecesse e obtivesse a vida eterna. Que mundo Deus amou? Deus amou a humanidade, ou seja, Deus amou sem distinção alguma todos os homens nascidos de Adão (humanidade=mundo).
Você era uma das pessoas que Deus amou de tal maneira, e Cristo foi entregue para que você não perecesse, pois este seria o fim da humanidade, por causa da semente corruptível de Adão.
Agora, por estar em Cristo, você não mais faz parte da humanidade que está perdida “Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou” ( Jo 17:16 ). Deus amou todos os homens, e aqueles que creram foram criados novamente na condição de homens espirituais, e deixaram de pertencer ao mundo de Adão.
Você creu, nasceu de novo e passou a ser participante da natureza e família de Deus. Deixou de ser filho de Adão e passou a ser filho de Deus em Cristo (o último Adão), homem espiritual.
Cristo, antes de ser crucificado, orou ao Pai dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal” ( Jo 17:15 ). Ou seja, Jesus estava prestes a ser tirado deste mundo, porém, os que nele creram não seriam tirados deste mundo. Isso demostra que, apesar de você ainda não ter sido tirado deste mundo, não mais pertence a ele (o mundo).
Você é propriedade exclusiva de Deus, selado com o Espírito Santo que fora prometido: “… o qual é a garantia da nossa herança, para redenção da propriedade de Deus, em louvor da sua glória” ( Ef 1:14 ).
Embora ainda não tenha sido tirado do mundo, você já escapou da corrupção que nele há “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” ( 2 Pe 1:4 ).
Tendo sempre na memória “… que somos de Deus, e que o mundo jaz no maligno” ( 1Jo 5:19 ).
Jesus pediu ao Pai para que você não fosse tirado do mundo e que fosse guardado livre do mal. Desta forma, confie também que é Jesus quem te guarda intocado do maligno ( 1Jo 5:18 ).
Jesus venceu o mundo e você é participante desta vitória. Porém, isto não significa que, enquanto estiver neste mundo você é imune às aflições “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” ( Jo 16:33 ).
O bom ânimo é uma ordem de Cristo e esta deve ser uma das características daqueles que n’Ele crê. Aqueles que crêem em Cristo não devem ficar turbados quando se depararem com problemas desta vida ( Jo 14:1 ). As aflições deste mundo são certas, porém, elas nem de longe são comparáveis com a glória do mundo vindouro, do qual você é participante.
Você venceu o mundo quando passou a pertencer a família de Deus “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” ( 1Jo 4:4 ).
Você é mais que vencedor por aquele que te amou ( Rm 8:37 )!
Porém, há uma mensagem de alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo…” ( 1Jo 2:15 ). Sabemos que Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo todo, quem O aceita é porque O ama e ama aquele que O gerou.
Quem crê em Cristo faz a vontade de Deus, é o mesmo que amar a Deus. Quem ama a Deus não ama o mundo e nem pertence ao mundo, ou seja, por ter feito a vontade de Deus, que é crer naquele que Ele enviou, você não ama o mundo. Mas, aos que não amam o mundo (os que crêem em Cristo), resta não amar o que há no mundo.
Para não amar o que há no mundo você deve acatar a recomendação de Paulo: “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa” ( 1Co 7:31 ). “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência…” ( 1Jo 2:17 ), mas você permanecerá para sempre com Cristo.
Conclusão
Ao nascer de Deus você venceu o mundo e passou a viver em Espírito. Por isso, aquele que vive no Espírito, deve também andar em Espírito “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” ( 1Jo 5:4 ).
Você tem fé (descansa) em Deus, e por isto, já venceu o mundo. Tal vitória foi concedida através do evangelho de Cristo, a fé que vence o mundo. Agora, resta a você andar entre os homens de modo digno da vocação que foste chamado. Ou seja, não andar (comportar-se) mais como andam os outros gentios, cometendo toda sorte de dissolução e torpezas ( Ef 4:1 e 17).
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
As Epístolas de João de James M. Boice
http://www.estudobiblico.org/
http://www.achologia.com/
BEP
Publicado no blog do Ev. Isaías de Jesus
Texto Bíblico:- “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” ( I João 2: 15 )
Introdução
Não amar o mundo
O apelo de João a seus leitores é feito de forma negativa, mas o lado positivo precisa ser compreendido também. Os cristãos não devem amar o mundo. Ao mesmo tempo, também é preciso dizer que eles devem amar Deus e fazer sua vontade. De fato, é apenas à medida que o amor de Deus os enche e o desejo de Deus os motiva que o mundo pode ser conquistado - como nos versículos precedentes é dito que é apenas à medida que a Palavra de Deus habita neles que Satanás pode ser derrotado.
Com exceção de uma referência anterior, em 2.2, esta é primeira vez na epístola que João usa a palavra “mundo” (kosmos). Mas agora ela ocorre seis vezes apenas nesses três versículos, e vai ocorrer muitas outras depois. No total, esse é um dos termos mais importantes do vocabulário joanino. O que é o “mundo”?
A resposta a essa pergunta é complexa, pois o mundo em si tem uma grande gama de significados. Às vezes, embora seja uma utilização menos freqüente, João parece se referir ao “universo”, como em João 1.10. Isso, claro, é o significado básico da palavra.
Na antiga história do idioma grego, kosmos significava “ornamento” (o significado está preservado em português na palavra cosmético), depois o “universo” ou “globo do mundo” passou a significar o ornamento de Deus. Naquele período, kosmos também poderia significar “aquilo que é bem construído”, “bem-ordenado” ou “belo”.
Com o tempo, a aplicação da palavra para mundo levou também a um desenvolvimento pelo qual veio a significar “o mundo dos homens”. Esse uso também está presente em João, ocorrendo às vezes sem tons morais aparentes. Refere-se ao mundo no sentido de que Deus o amou e deu seu Filho unigênito por ele (Jo 3.16), de que é o objeto de seu propósito de salvação (Jo 3.17), de que Jesus deu a si mesmo como propiciação por ele (1 Jo 2.2) e de que Cristo é seu Salvador ( Jo 4.42; 1 Jo 4.14).
Acerca do uso dessa palavra, é preciso que se compreenda que ela se refere à raça humana de maneira coletiva, e não necessariamente a cada indivíduo; de outro modo, os versículos em questão ficariam numa salvação universal de todos os homens, que é, porém, repudiada em outros trechos da Bíblia.
O uso principal da palavra é o que envolve a dimensão ética; e ele não apenas é o uso mais comum como também o mais significativo nos escritos de João. A idéia aqui é do mundo dos homens em rebelião contra Deus, e assim caracterizado por tudo o que está em oposição a Deus.
Isso é o que poderíamos chamar de “o sistema do mundo”. Ele envolve os valores do mundo, seus prazeres, suas atividades e aspirações. João diz sobre esse mundo que ele está no maligno (1 Jo 5.19), que rejeitou a Jesus quando Ele veio (Jo 1.10), que não o conhece (1 Jo 3.1) e, conseqüentemente, que não conhece e assim odeia seus seguidores (Jo 15.18-21; 17.14). E nesse sentido que João fala sobre o mundo na passagem que aqui analisamos.
No primeiro sentido em que mundo é utilizado, os cristãos devem receber e ser gratos por ele, pois é um presente de Deus. O próprio Jesus apreciava o mundo nesse sentido. Seu segundo sentido é utilizado: os cristãos devem amá-lo e buscar evangelizá-lo, pois Deus também o ama. No terceiro sentido, que é o que temos aqui, os cristãos devem rejeitar o mundo e conduzir suas vicias de acordo com um grupo de valores inteiramente diferente.
Quando João diz que os cristãos não devem “amar o mundo ou nada que está no mundo”, não está pensando tanto a respeito do materialismo (”coisas”), mas das atitudes que estão por trás cio materialismo. Pois ele sabe, como todos nós deveríamos saber, que uma pessoa sem os bens mundanos pode ser tão materialista como uma pessoa que possui muitos desses bens; e, de igual modo, uma pessoa rica pode ser bastante desapegada dessa e de qualquer outra forma de mundanismo.
Na verdade, João está pensando a respeito da ambição egoísta, do orgulho, do amor pelo sucesso ou o luxo e de outras características parecidas. Law reconhece isso em sua excelente paráfrase do apelo do apóstolo. Ele escreve “não busque a intimidade e o favor do mundo não-cristão que o cerca; não aceite seus costumes como sendo suas leis, não adote seus ideais nem receba seus prêmios, muito menos busque confraternizar se com sua vida”.
II - Duas razões
A primeira razão por que os cristãos não devem amar o mundo ou as coisas que estão nele é que o amor pelo mundo e o amor pelo Pai são incompatíveis. Deus se coloca contra os pecados e os valores do mundo. Conseqüentemente, é impossível amar e servir a Deus, e ao mesmo tempo amar aquilo que Ele odeia e a que se opõe.
O crente ama a Deus? Então precisa servir-lhe. Como Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24).
A verdade dessa declaração se torna ainda mais evidente quando a natureza do sistema mundano é analisada, como João agora faz, em três expressões curtas e memoráveis: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vicia”.
Como João usa a expressão, pode ser que “a concupiscência da carne” refira-se aos desejos pecaminosos que brotam da natureza carnal cio homem. Aqui podemos pensar sobre os pecados mais terríveis.
Porém nos escritos de João, como em toda a Escritura, “homem peca- dor” ou “carne” usualmente têm uma conotação mais ampla, pela qual se refere a toda a natureza humana que está separada da graça de Deus em Cristo Jesus. Assim, é mais provável que “carne” seja compreendida de uma forma mais ampla neste contexto. Nesse caso, a expressão se referiria a todos os desejos que excluem a Deus. Como Barclay ressalta:
É viver urna vicia dominada pelos sentidos. É ser glutão na comida; efeminado na luxúria: escravo do prazer; lascivo na moral; egoísta no uso das posses; desprovido de todos os valores espirituais; extravagante na gratificação dos desejos materiais, terrenos e mundanos. O desejo da carne se esquece de que, é cego e independente dos mandamentos de Deus.
Claramente, não precisamos pensar sobre isso como se referindo em particular aos pecados mais hediondos, embora sejam parte do contexto. Em vez disso, podemos incluir toda a atividade que seja antagônica a Deus e insensível às necessidades dos outros.
A segunda expressão refere-se naturalmente à cobiça. Mas, outra vez, deve ser entendido num sentido mais amplo do que um simples desejo de possuir coisas. A “concupiscência dos olhos” certamente se refere ao desejo de “querer sempre mais” no que se refere à aparência da casa, ao segundo carro, à casa de campo e outras considerações materiais.
Mas também se refere ao desejo de ter sempre mais quanto ao status do marido no trabalho, à posição da mulher na associação feminina, à aceitação social das crianças e a todo o tipo de valores imateriais, e nem por isso menos mundanos. Essas são as coisas que o cristão não deve amar. Em outras palavras, ele deve se contentar em não receber a promoção, em viver sem os símbolos externos de sucesso, em ser considerado sem glamour ou sofisticação se isso de fato contribuir para a glória de Deus e mantiver o indivíduo cristão dentro da vontade do Senhor.
Por fim, o mundanismo aqui é caracterizado como “o exagero daquilo que ele tem e faz”. A qualidade única dessa frase está não só em evitar os exageros, mas em excedê-los. Essa característica, que é a mais difícil de definir das três, provavelmente também é a mais súbita, pois é fácil ver com que rapidez uma ambição pode se tornar um tipo de orgulho que leva o indivíduo a se gloriar não em fazer o bem mas em ser melhor do que o próximo.
Um exemplo é o do estudante que tenta desesperadamente ser o melhor de sua classe. Isso pode ser feito de modo adequado. Se ele recebeu um talento de Deus e o aplica para que Deus possa ser honrado por meio de suas vitórias ou melhor servido por elas, sua ambição é boa.
Se por outro lado ele se pega pensando que é superior e assim confere a si mesmo uma medida extra de deferência ou respeito, então sua ambição é satânica, pois vem daquele que é o príncipe deste mundo e de seu sistema sem Deus.
O mesmo tipo de ambição satânica pode afetar os homens nos negócios, as esposas em casa ou os ministros no púlpito. De fato, Paulo nos alertou que algumas das ferramentas de Satanás seriam nos fazer vestir túnicas de doutores e ensinar teologia (2 Co 11.14,15).
Esses, então, são os ideais que são aceitos e até mesmo recompensados no mundo, mas que são contrários ao cristianismo.
Amar a Deus é afastar-se de tais valores. Amar o mundo é cada vez mais se afastar do amor de Deus e, conseqüentemente, também perder o amor pelo próximo.
A segunda razão por que o cristão não deve amar o mundo é a que fecha a passagem. É que tudo o que está no mundo é transitório e, assim, leva à destruição. O mundo é passageiro, João declara. Passageiros também são seus valores e aqueles que são caracterizadas pelos seus valores. Que estupidez, então, dirigir as esperanças para o sistema mundano, por mais atraente ou recompensador que possa parecer.
Mas nada permanece? Sim, diz João. Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. O objeto de seu amor, mesmo o Pai, permanece para sempre. Seu amor, tendo sua fonte em Deus, permanece para sempre. Suas obras, sendo um aspecto da obra de Deus, permanecem para sempre, pois ele é o possuidor de vida eterna e herdeiro de todas as riquezas de Deus em Cristo Jesus. A conclusão é que os cristãos deveriam assim amar Deus e servir-lhe com fervor.
Amamos e servimos a Deus com fervor? Então precisamos nos afastar de tudo aquilo que pode nos separar desse amor e do nosso serviço a Ele. Quando Jesus chamou homens para serem seus discípulos, desafiou-os com as palavras “sigam-me”. Isso significava que eles teriam que deixar suas redes ou mesas de dinheiro ou qualquer outra coisa que estivesse ocupando sua atenção e tempo até aquele momento. De igual modo, quando somos chamados para abraçar a verdade do evangelho, precisamos rejeitar o erro.
Quando somos chamados para a retidão, precisamos nos desviar cio pecado. Quando somos chamados para amar 1)cus, precisamos nos afastar de todos amores e lealdades inferiores. Falhar cm fazer isso não significa que perdemos nosso relacionamento com Deus, mas significa que somos infiéis a Ele e desgraçamos nosso chamado. É como um casamento. O adultério não muda o status legal cio casamento, mas destrói a aliança e é desonroso. Como cristãos, somos casados com Cristo. Assim, não devemos desonrar esse relacionamento pelo adultério, ou mesmo flertando com o mundo.
III - O ministério da iniqüidade já está em ação!
“A verdade é que o mistério da iniqüidade já está em ação, restando apenas que seja afastado aquele que agora o detém” (2 Ts 2.7).
No versículo citado, destaco três expressões: “mistério” - na linguagem bíblica refere-se a algo revelado da parte de Deus que de outra forma jamais saberíamos; “iniqüidade” - trata-se da maldade que impera no sistema perverso desse mundo pecador; “aquele que agora o detém” - muitos sugestões têm sido dadas para dizer o que isso significa. Uma provável interpretação é que o Espírito Santo através do ministério da igreja detém o avanço destruidor da iniqüidade.
Outro modo de entender isso é dizer que enquanto a lei e a ordem forem mantidas, o homem da iniqüidade não terá domínio sobre o cenário mundial. É interessante isso porque a iniqüidade no final dos tempos contará com a liderança de uma pessoa do mal que deterá o controle do sistema político e religioso mundial. É importante observar esses dois sistemas: O governo que mantém a ordem (Rm 13), e o governo da desordem (Ap 13).
A Bíblia diz: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). E mais: “Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis” (2 Tm 3.1).
Não tenho dúvida em afirmar que vivemos esses “tempos terríveis”. O comportamento humano está aceleradamente piorando. Todas as camadas da sociedade concordam com isso, pois é impossível não perceber que a insegurança atinge todas as áreas de nosso sistema de vida humana. A igreja fala disso há muito tempo, mas até mesmo aqueles que não têm uma cosmovisão bíblica, estão admitindo que vivemos tempos terríveis. Algo estranho vem acontecendo e piorando.
Nossa sociedade está enferma, corrupta e em estado de decomposição. Nossas estruturas sociais se corrompem cada vez mais de forma desenfreada. O racismo e a injustiça social não parecem diminuir. A coletividade parece fazer de conta que o problema não é responsabilidade nossa. Rejeitar um diagnóstico que mostra uma doença terminal é admitir que a morte é o próximo passo. Essa doença atinge o mundo inteiro. O primeiro mundo não tira o primeiro lugar na qualidade de vida moral e espiritual, bem como os demais países do mundo.
A imoralidade sexual campeia solta, os casamentos são desfeitos por motivos fúteis, a pornografia nunca foi tão acessível e vista de forma explícita e assumida sem que ninguém veja nisso gravidade maior. A prática sexual dos jovens está começando com treze anos em média.
A filha adolescente pode trazer o namorado para dormir com ela em casa com o consentimento dos pais. Pular a cerca para uma aventura no motel da cidade com alguém que não seja o cônjuge já tem até a conivência de parceiros. O aborto não passa de uma decisão unilateral da mãe.
No Brasil mais de um milhão de adolescentes abortam por ano. Assumir-se gay está ficando pop. É um dos movimentos mais crescentes no país. Troca de casais tem sido uma forma de apimentar as relações conjugais. Escândalos sexuais e notícias sobre pedofilia nunca foram tão comuns. Novelas e teatros são vitrines do sexo livre. Já tem gente defendendo o bissexualismo como avanço da humanidade. Formadores de opinião combatem a monogamia e defendem a poligamia.
O dinheiro continua sendo o deus de milhões de pessoas. Muitos continuam iludidos com a idéia de que o dinheiro proporciona segurança e felicidade. A experiência já mostrou que o vazio continua depois de se conseguir muito dinheiro. Pergunte a uma pessoa rica se ela está satisfeita com a vida e você poderá não entender sua resposta. A renda per capita mundial cresce em média 3,4% ao ano desde 2000.
No entanto isso não é sinônimo de felicidade. A insegurança e os conflitos bélicos crescem e a pobreza não pára de crescer ao redor do mundo. A Bíblia diz: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido” (Ec 5.10). “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1 Tm 6.10).
O tráfico e o consumo de drogas continuam desafiando as autoridades nacionais e internacionais. Isso tem provocado uma série de outros crimes e mortes. Muitos têm enriquecido e se corrompido com essa prática. Tudo parece piorar nesse sentido.
O risco de uma guerra mundial é cada vez mais evidente com a sofisticação armamentista. As nações investem mais em armas do que na educação. As potências mundiais poderiam destruir o mundo várias vezes em questão de minutos. Fingimos que isso não é verdade, mas todos sabem desse risco iminente.
No passado o Oriente foi evangelizado por missionários cristãos que deram suas vidas pela causa do evangelho. Hoje, o Ocidente está sendo invadido pelas crenças orientais que nada têm de evangelho. Os Estados Unidos e países europeus que já foram celeiros missionários, hoje são campos de missões. Religiões e seitas diversas têm se juntado num sistema chamado Nova Era, tentando fazer do mundo um grande panteão. Os absolutos bíblicos estão sendo trocados pelos relativismos das crendices.
Termino com as palavras bíblicas que dizem: “Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.
Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis. Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos.
Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam. Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém” (2 Pe 3.11-18).
IV - O relacionamento entre Crente e o Mundo
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” 1Jo 2.15,16
A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.
Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ).
Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.
Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.
(1) Satanás (ver Mt 4.10, nota sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31 nota; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).
(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).
(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31 nota); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.
(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11).
(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4).
(b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4).
Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.
(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus:
(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
(c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23).
(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).
(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2).
V - Vitória sobre o Mundo
Parte inferior do formulário
O bom ânimo é uma ordem de Cristo, e está deve ser uma das características dos cristãos neste mundo. Aqueles que crêem em Cristo não devem estar turbados ( Jo 14:1 ). As aflições deste mundo presente são certas, porém, elas não são para se comparar com a glória do mundo vindouro, do qual você é participante (…) Você já aprendeu que faz parte da família de Deus e que é pleno (cheio) do Espírito, porém, mesmo pertencendo à família de Deus você é passível de sofrer os revezes pertinentes a esta vida.
Resta a pergunta: Se na posição de filho de Deus você continuará enfrentado os mesmos reveses que afeta a humanidade sem Deus, em que você é mais que vencedor?
No que consiste a vitória do cristão? Saiba porque o bom ânimo é uma ordem de Cristo e uma das características daqueles que nele crê. Recapitulando: Você foi gerado de novo, e agora faz parte da família de Deus na condição de filho, porém, é da vontade d’Ele que você não seja tirado do mundo “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” ( Jo 17:15 ). Diante deste mundo a ordem de Cristo é clara: tende bom ânimo, Eu venci o mundo! ( Jo 16:36 ).
Sabemos que “Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o seu Filho unigênito…” ( Jo 3:16 ), para que todo aquele que cresse em Cristo não perecesse e obtivesse a vida eterna. Que mundo Deus amou? Deus amou a humanidade, ou seja, Deus amou sem distinção alguma todos os homens nascidos de Adão (humanidade=mundo).
Você era uma das pessoas que Deus amou de tal maneira, e Cristo foi entregue para que você não perecesse, pois este seria o fim da humanidade, por causa da semente corruptível de Adão.
Agora, por estar em Cristo, você não mais faz parte da humanidade que está perdida “Eles não são do mundo, como eu do mundo não sou” ( Jo 17:16 ). Deus amou todos os homens, e aqueles que creram foram criados novamente na condição de homens espirituais, e deixaram de pertencer ao mundo de Adão.
Você creu, nasceu de novo e passou a ser participante da natureza e família de Deus. Deixou de ser filho de Adão e passou a ser filho de Deus em Cristo (o último Adão), homem espiritual.
Cristo, antes de ser crucificado, orou ao Pai dizendo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal” ( Jo 17:15 ). Ou seja, Jesus estava prestes a ser tirado deste mundo, porém, os que nele creram não seriam tirados deste mundo. Isso demostra que, apesar de você ainda não ter sido tirado deste mundo, não mais pertence a ele (o mundo).
Você é propriedade exclusiva de Deus, selado com o Espírito Santo que fora prometido: “… o qual é a garantia da nossa herança, para redenção da propriedade de Deus, em louvor da sua glória” ( Ef 1:14 ).
Embora ainda não tenha sido tirado do mundo, você já escapou da corrupção que nele há “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” ( 2 Pe 1:4 ).
Tendo sempre na memória “… que somos de Deus, e que o mundo jaz no maligno” ( 1Jo 5:19 ).
Jesus pediu ao Pai para que você não fosse tirado do mundo e que fosse guardado livre do mal. Desta forma, confie também que é Jesus quem te guarda intocado do maligno ( 1Jo 5:18 ).
Jesus venceu o mundo e você é participante desta vitória. Porém, isto não significa que, enquanto estiver neste mundo você é imune às aflições “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” ( Jo 16:33 ).
O bom ânimo é uma ordem de Cristo e esta deve ser uma das características daqueles que n’Ele crê. Aqueles que crêem em Cristo não devem ficar turbados quando se depararem com problemas desta vida ( Jo 14:1 ). As aflições deste mundo são certas, porém, elas nem de longe são comparáveis com a glória do mundo vindouro, do qual você é participante.
Você venceu o mundo quando passou a pertencer a família de Deus “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” ( 1Jo 4:4 ).
Você é mais que vencedor por aquele que te amou ( Rm 8:37 )!
Porém, há uma mensagem de alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo…” ( 1Jo 2:15 ). Sabemos que Cristo é a propiciação pelos pecados do mundo todo, quem O aceita é porque O ama e ama aquele que O gerou.
Quem crê em Cristo faz a vontade de Deus, é o mesmo que amar a Deus. Quem ama a Deus não ama o mundo e nem pertence ao mundo, ou seja, por ter feito a vontade de Deus, que é crer naquele que Ele enviou, você não ama o mundo. Mas, aos que não amam o mundo (os que crêem em Cristo), resta não amar o que há no mundo.
Para não amar o que há no mundo você deve acatar a recomendação de Paulo: “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa” ( 1Co 7:31 ). “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência…” ( 1Jo 2:17 ), mas você permanecerá para sempre com Cristo.
Conclusão
Ao nascer de Deus você venceu o mundo e passou a viver em Espírito. Por isso, aquele que vive no Espírito, deve também andar em Espírito “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” ( 1Jo 5:4 ).
Você tem fé (descansa) em Deus, e por isto, já venceu o mundo. Tal vitória foi concedida através do evangelho de Cristo, a fé que vence o mundo. Agora, resta a você andar entre os homens de modo digno da vocação que foste chamado. Ou seja, não andar (comportar-se) mais como andam os outros gentios, cometendo toda sorte de dissolução e torpezas ( Ef 4:1 e 17).
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS
As Epístolas de João de James M. Boice
http://www.estudobiblico.org/
http://www.achologia.com/
BEP
Publicado no blog do Ev. Isaías de Jesus
Lição 6 O Sistema de Viver do Mundo - Pr Adilson Guilhermel
O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO - I João 2.15-19; João 15.18-19
Lição 6 - 09/08/2009
Texto Bíblico: Romanos 12.2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
AMAR O MUNDO É DESPREZAR A ALMA
1. O MUNDO NADA IRA ACRESCENTAR EM NOSSAS VIDAS
* É impossível a coexistência entre a luz e as trevas - I João 2.15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Efésios 2:2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
* Os caminhos do mundo só dão prazeres enganosos - I João 2.16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Mateus 7:13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
* As virtudes divinas oferecem as promessas eternas - I João 2.17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
2. A RENOVAÇÃO DA MENTE ALCANÇA VALORES MAIORES
* Não se deixe enganar pelos falsos profetas - I João 2.18 Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. 2 Coríntios 11:14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
* Não se deixe enganar com os falsos cristãos - I João 2.19 Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. Gálatas 2:4 E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão;
* Não se deixe abater pelas perseguições- João 15.18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. João 16:33 Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
. O MAIOR PRAZER DA ALMA É FAZER A VONTADE DIVINA
* Entenda que não mais pertencemos a este mundo - João 15.19a Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, - Filipenses 3:20 Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
* Entenda que devemos estar separados do mundo - João 15.19b mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, - João 15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
* Entenda que podemos superar toda força contrária - João 15.19c por isso é que o mundo vos odeia. Lucas 10.19 Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.
Obs: o esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição
Pr Adilson Guilhermel
Lição 6 - 09/08/2009
Texto Bíblico: Romanos 12.2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
AMAR O MUNDO É DESPREZAR A ALMA
1. O MUNDO NADA IRA ACRESCENTAR EM NOSSAS VIDAS
* É impossível a coexistência entre a luz e as trevas - I João 2.15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Efésios 2:2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
* Os caminhos do mundo só dão prazeres enganosos - I João 2.16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. Mateus 7:13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
* As virtudes divinas oferecem as promessas eternas - I João 2.17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Mateus 7:21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
2. A RENOVAÇÃO DA MENTE ALCANÇA VALORES MAIORES
* Não se deixe enganar pelos falsos profetas - I João 2.18 Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. 2 Coríntios 11:14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
* Não se deixe enganar com os falsos cristãos - I João 2.19 Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. Gálatas 2:4 E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão;
* Não se deixe abater pelas perseguições- João 15.18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. João 16:33 Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
. O MAIOR PRAZER DA ALMA É FAZER A VONTADE DIVINA
* Entenda que não mais pertencemos a este mundo - João 15.19a Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, - Filipenses 3:20 Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
* Entenda que devemos estar separados do mundo - João 15.19b mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, - João 15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
* Entenda que podemos superar toda força contrária - João 15.19c por isso é que o mundo vos odeia. Lucas 10.19 Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.
Obs: o esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição
Pr Adilson Guilhermel
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Deus ainda faz Milagres
Carlos Finney
Apóstolo de avivamentos
(1792-1875)
Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam co¬movidos, conversando sobre o poderoso culto da noite an¬terior, no prédio da escola pública.
Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O po¬der do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os ope¬rários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a traba¬lhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam jun¬tas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as depen¬dências da fábrica.
O diretor, vendo que os operários não podiam traba¬lhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da al¬-ma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.
Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua au¬tobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos.
Orlando Boyer (Livros Herois da Fé)
Apóstolo de avivamentos
(1792-1875)
Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam co¬movidos, conversando sobre o poderoso culto da noite an¬terior, no prédio da escola pública.
Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O po¬der do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os ope¬rários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a traba¬lhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam jun¬tas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as depen¬dências da fábrica.
O diretor, vendo que os operários não podiam traba¬lhar, achou que seria melhor cuidassem da salvação da al¬-ma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.
Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Carlos Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney. A sua au¬tobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos.
Orlando Boyer (Livros Herois da Fé)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Lição 6 O Sistema de Viver do Mundo - Pr. Geraldo Carneiro Filho
O Sistema de Viver do Mundo - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 3 de Agosto de 2009 as 10:35:23 AM Comente
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 09/08/2009
TÍTULO: “O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO”
TEXTO ÁUREO - Rm 12:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:15-19; Jo 15:18-19
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
O mundo exerce uma atração sobre todos nós, como um suposto tesouro que vale a pena conquistar e possuir. Desse modo, o mundo e Deus se oferecem como tesouros alternativos. Assim, se Deus for tudo para nós, o mundo nada valeria. O contrário também é válido: À MEDIDA QUE VALORIZAMOS E AMAMOS O MUNDO, TORNAMO-NOS INIMIGOS DE DEUS (Tg 4:4).
Disse o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaar: “NO DIA EM QUE O CRISTIANISMO E O MUNDO TORNAREM-SE AMIGOS, O CRISTIANISMO DEIXARÁ DE EXISTIR”.
Portanto, devemos estar vigilantes, O MUNDANISMO NA IGREJA CORROMPE OS BONS COSTUMES E EXTINGUE A SANTIDADE - Fp 2:14-15.
II - TERMOS GREGOS EMPREGADOS NO NOVO TESTAMENTO QUE SE REFEREM À PALAVRA “MUNDO”:
1) “Ge” - Significa TERRA, CAMPO, CHÃO, no sentido puramente físico. Contrasta a terra com os céus.
2) “OIKOUMENE” - É um particípio derivado das palavras “casa”, “habitar”. Significa, portanto, TERRA HABITADA (Mt 24:14; Lc 2:1; Hb 2:5).
3) “AION” - Significa TEMPO, mas, por extensão, inclui também O ESPAÇO. Indica tudo que existe sob o condicionamento do tempo e do espaço (Ef 2:2; Gl 1:4; II Cor 4:4).
4) “KOSMOS” - Há diversos significados, como abaixo veremos:
A) Originalmente significava o mundo físico, apontando, de modo especial, para a sua ordem ou arranjo. Aponta para o universo material como um sistema que Deus criou segundo seus propósitos (Mt 13:35; Jo 17:5; At 17:24; Fp 2:15; I Pe 3:3)
B) Também transmite a idéia do universo como habitação dos homens, vindo, daí, a significar a humanidade em sua totalidade (Jo 3:16; 4:42; 15:18; 16:21; At 17:31; II Cor 5:19; I Jo 3:17 cf Jo 1:29)
C) TRATA DO SISTEMA DE VALORES ALIENADO DE DEUS, QUE ORIENTA O PENSAMENTO DOS HOMENS EM OPOSIÇÃO A ELE. Assim, o KOSMOS jaz no maligno, as trevas o dominam e o pecado macula sua existência como um todo, mantendo-se, sempre, debaixo da condenação divina (I Jo 5:19 cf Jo 12:31; 14:30) (Jo 1:5; 12:46) (Jo 9:39)
D) Símbolo das vantagens materiais que despertam a cobiça (Mt 4:8-9; 16:26; Rm 12:2; II Tm 4:10)
E) Símbolo das coisas corrompidas pelo pecado (Gn 19:26 cf Lc 17:32; I Jo 2:15, 17)
OBSERVAÇÃO: Notemos que os termos “MUNDO = GE” e “MUNDO = KOSMOS” não são sinônimos. Deus não proíbe o amor à terra criada, isto é, à natureza, às montanhas, às florestas, aos rios, aos mares, etc.
III - TRÊS ASPECTOS DO MUNDO PECAMINOSO SÃO ABERTAMENTE HOSTIS A DEUS:
I Jo 2:16 - CONCUPISCÊNCIA = APETITE CARNAL DESORDENADO.
1) A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE - Inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual - (I Cor 6:18; Fp 3:19; Tg 1:14)
2) A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS - Se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso. Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema ou em periódicos (Ex 20:17; Gn 3:6; 6:1-2; Js 7:21; II Sm 11:1-2; Mt 5:28; Rm 7:7)
3) A SOBERBA DA VIDA - Significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a Sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4:13-16).
IV - O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO (KOSMOS):
A palavra MUNDO (KOSMOS) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e de resistência ou indiferença a Ele e à Sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.
Na presente era, satanás emprega idéias mundanas de imoralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao Seu povo, à Sua Palavra e aos Seus padrões de retidão (Mt 16:26; I Cor 2:12; 3:19; Tt 2:12; I Jo 2:15-16; Tg 4:4; Jo 7:7; 15:18-19; 17:14).
Por exemplo: Satanás usa:
(A) a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nascituros;
(B) a agricultura, para produzir drogas destruidoras da vida, tais como álcool e os narcóticos;
(C) a educação, para promover a filosofia ímpia humanista;
(D) e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.
Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a Sua Palavra.
Finalmente, o mundo também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas ou mornas. Meditemos no seguinte…
1. Satanás - É o deus do presente sistema mundano. Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados - Mt 4:10; Jo 12:31; 14:30; 16:11; II Cor 4:4, 19; Dn 10:13; Lc 4:5-7; Ef 6:12-13. Ele tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e a Seu povo e que se recusam a submeter-se à Sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo - Jo 7:7; 15:18-19; 17:14; Tg 4:4; I Jo 2:16.
2. O mundo e a Igreja verdadeira - São dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de satanás; a Igreja pertence exclusivamente a Deus - Jo 12:31 cf Ef 5:23-24; Apc 21:2.
3. Os crentes no mundo - São forasteiros e peregrinos (Hb 11:13: I Pe 2:11). Logo…
A) Não devem pertencer ao mundo - Jo 15:19;
B) Não se conformar com mundo - Rm 12:2;
C) Não amar o mundo - I Jo 2:15;
D) Odiar a iniqüidade do mundo - Hb 1:9;
E) Morrer para o mundo - Gl 6:14;
F) Ser libertos do mundo - Cl 1:13; Gl 1:4;
G) Vencer o mundo - I Jo 5:4.
V - OS CRENTES QUE AMAM E OS QUE NÃO AMAM O MUNDO:
Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Assim…
A) Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo - Mt 6:24; Lc 16:13 cf Tg 4:4.
B) Amar o mundo significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele - Lc 23:35.
C) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16:33); ódio (Jo 15:19); perseguição (Mt 5:10-12); e sofrimento em geral (Rm 8:22-23; I Pe 2:19-21)
D) O crente verdadeiramente santificado não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9:11; II Cor 6:14).
E) O crente verdadeiramente santificado deve reprovar abertamente o pecado (Jo 7:7; Ef 5:11);
F) O crente verdadeiramente santificado deve ser sal e luz do mundo (Mt 5:13-14);
G) O crente verdadeiramente santificado deve amar os pecadores e procurar ganhá-los para Cristo (Jo 3:16 cf Mc 16:15; I Pe 5:8);
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (II Cor 11:3; I Pe 5:8). Porém, devemos não esquecer de que o sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2:34-35, 44; II Ts 1:7-10; I Cor 7:31; II Pe 3:10; Apc 18:1-2).
FONTES DE CONSULTA:
1) A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
2) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
3) O Mundo, A Carne e o Diabo - Edições Vida Nova - Autor: Russell Shedd
4) Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Volume 5 - Autores: R. N. Champlin e J. M. Bentes
5) Pequena Enciclopédia Bíblica - CPAD - Autor: Orlando S. Boyer
Publicado em 3 de Agosto de 2009 as 10:35:23 AM Comente
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 09/08/2009
TÍTULO: “O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO”
TEXTO ÁUREO - Rm 12:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:15-19; Jo 15:18-19
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
O mundo exerce uma atração sobre todos nós, como um suposto tesouro que vale a pena conquistar e possuir. Desse modo, o mundo e Deus se oferecem como tesouros alternativos. Assim, se Deus for tudo para nós, o mundo nada valeria. O contrário também é válido: À MEDIDA QUE VALORIZAMOS E AMAMOS O MUNDO, TORNAMO-NOS INIMIGOS DE DEUS (Tg 4:4).
Disse o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaar: “NO DIA EM QUE O CRISTIANISMO E O MUNDO TORNAREM-SE AMIGOS, O CRISTIANISMO DEIXARÁ DE EXISTIR”.
Portanto, devemos estar vigilantes, O MUNDANISMO NA IGREJA CORROMPE OS BONS COSTUMES E EXTINGUE A SANTIDADE - Fp 2:14-15.
II - TERMOS GREGOS EMPREGADOS NO NOVO TESTAMENTO QUE SE REFEREM À PALAVRA “MUNDO”:
1) “Ge” - Significa TERRA, CAMPO, CHÃO, no sentido puramente físico. Contrasta a terra com os céus.
2) “OIKOUMENE” - É um particípio derivado das palavras “casa”, “habitar”. Significa, portanto, TERRA HABITADA (Mt 24:14; Lc 2:1; Hb 2:5).
3) “AION” - Significa TEMPO, mas, por extensão, inclui também O ESPAÇO. Indica tudo que existe sob o condicionamento do tempo e do espaço (Ef 2:2; Gl 1:4; II Cor 4:4).
4) “KOSMOS” - Há diversos significados, como abaixo veremos:
A) Originalmente significava o mundo físico, apontando, de modo especial, para a sua ordem ou arranjo. Aponta para o universo material como um sistema que Deus criou segundo seus propósitos (Mt 13:35; Jo 17:5; At 17:24; Fp 2:15; I Pe 3:3)
B) Também transmite a idéia do universo como habitação dos homens, vindo, daí, a significar a humanidade em sua totalidade (Jo 3:16; 4:42; 15:18; 16:21; At 17:31; II Cor 5:19; I Jo 3:17 cf Jo 1:29)
C) TRATA DO SISTEMA DE VALORES ALIENADO DE DEUS, QUE ORIENTA O PENSAMENTO DOS HOMENS EM OPOSIÇÃO A ELE. Assim, o KOSMOS jaz no maligno, as trevas o dominam e o pecado macula sua existência como um todo, mantendo-se, sempre, debaixo da condenação divina (I Jo 5:19 cf Jo 12:31; 14:30) (Jo 1:5; 12:46) (Jo 9:39)
D) Símbolo das vantagens materiais que despertam a cobiça (Mt 4:8-9; 16:26; Rm 12:2; II Tm 4:10)
E) Símbolo das coisas corrompidas pelo pecado (Gn 19:26 cf Lc 17:32; I Jo 2:15, 17)
OBSERVAÇÃO: Notemos que os termos “MUNDO = GE” e “MUNDO = KOSMOS” não são sinônimos. Deus não proíbe o amor à terra criada, isto é, à natureza, às montanhas, às florestas, aos rios, aos mares, etc.
III - TRÊS ASPECTOS DO MUNDO PECAMINOSO SÃO ABERTAMENTE HOSTIS A DEUS:
I Jo 2:16 - CONCUPISCÊNCIA = APETITE CARNAL DESORDENADO.
1) A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE - Inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual - (I Cor 6:18; Fp 3:19; Tg 1:14)
2) A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS - Se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso. Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema ou em periódicos (Ex 20:17; Gn 3:6; 6:1-2; Js 7:21; II Sm 11:1-2; Mt 5:28; Rm 7:7)
3) A SOBERBA DA VIDA - Significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a Sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4:13-16).
IV - O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO (KOSMOS):
A palavra MUNDO (KOSMOS) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e de resistência ou indiferença a Ele e à Sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.
Na presente era, satanás emprega idéias mundanas de imoralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao Seu povo, à Sua Palavra e aos Seus padrões de retidão (Mt 16:26; I Cor 2:12; 3:19; Tt 2:12; I Jo 2:15-16; Tg 4:4; Jo 7:7; 15:18-19; 17:14).
Por exemplo: Satanás usa:
(A) a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nascituros;
(B) a agricultura, para produzir drogas destruidoras da vida, tais como álcool e os narcóticos;
(C) a educação, para promover a filosofia ímpia humanista;
(D) e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.
Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a Sua Palavra.
Finalmente, o mundo também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas ou mornas. Meditemos no seguinte…
1. Satanás - É o deus do presente sistema mundano. Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados - Mt 4:10; Jo 12:31; 14:30; 16:11; II Cor 4:4, 19; Dn 10:13; Lc 4:5-7; Ef 6:12-13. Ele tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e a Seu povo e que se recusam a submeter-se à Sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo - Jo 7:7; 15:18-19; 17:14; Tg 4:4; I Jo 2:16.
2. O mundo e a Igreja verdadeira - São dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de satanás; a Igreja pertence exclusivamente a Deus - Jo 12:31 cf Ef 5:23-24; Apc 21:2.
3. Os crentes no mundo - São forasteiros e peregrinos (Hb 11:13: I Pe 2:11). Logo…
A) Não devem pertencer ao mundo - Jo 15:19;
B) Não se conformar com mundo - Rm 12:2;
C) Não amar o mundo - I Jo 2:15;
D) Odiar a iniqüidade do mundo - Hb 1:9;
E) Morrer para o mundo - Gl 6:14;
F) Ser libertos do mundo - Cl 1:13; Gl 1:4;
G) Vencer o mundo - I Jo 5:4.
V - OS CRENTES QUE AMAM E OS QUE NÃO AMAM O MUNDO:
Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Assim…
A) Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo - Mt 6:24; Lc 16:13 cf Tg 4:4.
B) Amar o mundo significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele - Lc 23:35.
C) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16:33); ódio (Jo 15:19); perseguição (Mt 5:10-12); e sofrimento em geral (Rm 8:22-23; I Pe 2:19-21)
D) O crente verdadeiramente santificado não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9:11; II Cor 6:14).
E) O crente verdadeiramente santificado deve reprovar abertamente o pecado (Jo 7:7; Ef 5:11);
F) O crente verdadeiramente santificado deve ser sal e luz do mundo (Mt 5:13-14);
G) O crente verdadeiramente santificado deve amar os pecadores e procurar ganhá-los para Cristo (Jo 3:16 cf Mc 16:15; I Pe 5:8);
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (II Cor 11:3; I Pe 5:8). Porém, devemos não esquecer de que o sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2:34-35, 44; II Ts 1:7-10; I Cor 7:31; II Pe 3:10; Apc 18:1-2).
FONTES DE CONSULTA:
1) A Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
2) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
3) O Mundo, A Carne e o Diabo - Edições Vida Nova - Autor: Russell Shedd
4) Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Volume 5 - Autores: R. N. Champlin e J. M. Bentes
5) Pequena Enciclopédia Bíblica - CPAD - Autor: Orlando S. Boyer
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