terça-feira, 12 de julho de 2011

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE À LUZ DA BÍBLIA

Pr. Elinaldo Renovato de Lima


INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem sido apregoada aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo este ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Neste estudo, procuraremos examinar o assunto à luz da Bíblia, buscando entender a verdadeira doutrina da prosperidade.

I - O QUE É PROSPERIDADE.

No Dic. Aurélio, encontramos vários significados em torno da palavra prosperidade.:

1. PROSPERIDADE (do lat., prosperitate). Qualidade ou estado de próspero; situação próspera.

2. PROSPERAR. Tornar-se próspero ou afortunado; enriquecer; ser favorável; progredir; desenvolver.

3. PRÓSPERO. Propício, favorável, ditoso, feliz, venturoso.

4. BIBLICAMENTE, prosperidade é mais que isso. É o que diz o Salmo 1. 1-3.

II - A MODERNA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

1. NOMES INFLUENTES.

1.1. KENYON. Nasceu em 24.04.1867, Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19.03.48. Nos anos 30 a 40, desenvolveram-se os ensinos de Essek William Kenyon. Segundo Pieratt (p. 27), ele tinha pouco conhecimento teológico formal. "Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy" (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético "Ciência Cristã", que afirma que a matéria, a doença não existem. Tudo depende da mente. Pastoreou igrejas batistas, metodistas e pentecostais. Depois, ficou sem ligar-se a qualquer igreja. De acordo com Hanegraaff, Kenyon sofreu influência das seitas metafísicas como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento, que é o pai do chamado "Movimento da Fé". Esses ensinos afirmam que tudo o que você pensar e disser transformará em realidade. Enfatizam o "Poder da Mente".

1.2. KENNETH HAGIN.

Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20.08.1918, em McKinney, Estado do Texas, EUA. sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc 11.23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da "Confissão Positiva".

Foi pastor de uma igreja batista (1934-1937); depois ligou-se à Assembléia de Deus (1937-1949), em seguida passou por várias igrejas pentecostais, e , finalmente, fundou seu próprio ministério, aos 30 anos, fundando o Instituto Bíblico Rhema. Foi criticado por ter escrito livros com total semelhança aos de Kenyon, mas defendeu-se , dizendo que não era plágio, que os recebera diretamente de Deus.

OUTROS.

Kenneth Copeland, seguidor de Haggin, diz que "Satanás venceu Jesus na cruz" (Hanegraaff, p. 36). Benny Hinn. Tem feito muito sucesso. Diz que teve a revelação de que as mulheres originalmente deveriam dar à luz pelo lado de seus corpos (id., p. 36). Há muitos outros nomes, mas este espaço do estudo não permite registrá-los.

III - OS ENSINOS DO EVANGELHO DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

Os defensores da "teologia ou do evangelho da prosperidade" baseiam-se em três pontos a serem considerados:

1. AUTORIDADE ESPIRITUAL.

1.1. PROFETAS, HOJE.

Segundo K. Hagin, Deus tem dado autoridade (unção) a profetas nos dias atuais, como seus porta-vozes. Ele diz que "recebe revelações diretamente do Senhor"; "...Dou graças a Deus pela unção de profeta...Reconheço que se trata de uma unção diferente...é a mesma unção, multiplicada cerca de cem vezes" (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). è

O QUE DIZ A BÍBLIA:

O ministério profético, nos termos do AT, duraram até João (Mt 11.13). Os profetas de hoje são os ministros da Palavra (Ef 4.11). O dom de profecia (1 Co 12.10) não confere autoridade profética.

1.2. "AUTORIDADE DAS REVELAÇÕES".

Essa autoridade deriva das "visões, profecias, entrevistas com Jesus, curas, palavras de conhecimento, nuvens de glória, rostos que brilham, ser abatido (cair) no Espírito", rejeição às doenças, ordenando-lhes que saiam, etc. Ele diz que quem rejeitar seus ensinos "serão atingidos de morte, como Ananias e Safira" (Pieratt, p. 48). è

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus garante autoridade aos servos do Senhor (cf. Lc 24.49; At 1.8; Mc 16.17,18). Mas essa autoridade ou poder deriva da fé no Nome de Jesus e da Sua Palavra, e não das experiências pessoais, de visões e revelações atuais. Não pode existir qualquer "nova revelação" da vontade de Deus. Tudo está na Bíblia (Ver At 20.20; Ap 22.18,19).
Se um homem diz que lhe foi revelado que a mulher deveria ter filhos pelos lados do corpo, isso não tem base bíblica, carecendo tal pessoa de autoridade espiritual. Deveria seguir o exemplo de Paulo, que recebeu revelação extraordinária, mas não a escreveu (cf. 2 Co 12.1-6).

1.3. HOMENS SÃO DEUSES!

Diz Hagin: "Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi..." (Hagin, Word of Faith, 1980, p. 14). "Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus" (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). "Eis quem somos: somos Cristo!" (Hagin, Zoe: A Própria Vida de Deus, p.57). Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, citado por Jesus em Jo 10.31-39. "Eu sou um pequeno Messias" (Hagin, citado por Hanegraaff, p. 119).

O QUE A BÍBLIA DIZ. Satanás, no Éden, incluiu no seu engodo, que o homem seria "como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gn 3.5). Isso é doutrina de demônio. Em Jo 10.34, Jesus citou o Sl 82.6, mostrando a fragilidade do homem e não sua deificação: "...Todavia, como homem morrereis e caireis, como qualquer dos príncipes" (v. 7). "Deus não é homem" (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Os 11.9 Ex 9.14). Fomos feitos semelhantes a Deus, mas não somos iguais a Ele, que é Onipotente (Jó 42.2;...); o homem é frágil (1 Co 1.25); Deus é Onisciente (Is 40.13, 14; Sl 147.5); o homem é limitado no conhecimento (Is 55.8,9). Deus é Onipresente (Jr 23.23,24). O homem só pode estar num lugar (Sl 139.1-12). Diante desse ensino, pode-se entender porque os adeptos da doutrina da prosperidade pregam que podem obter o que quiserem, nunca sendo pobres, nunca adoecendo. É que se consideram deuses!
2. SAÚDE E PROSPERIDADE.

Esse tema insere-se no âmbito das "promessas da doutrina da prosperidade". Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza; diante disso, doença e pobreza são maldições da lei.

2.1. BÊNÇÃO E MALDIÇÃO DA LEI.

Com base em Gl 3.13,14, K.Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que são: 1) Pobreza; 2) doença e 3) morte espiritual. Ele toma emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

Paulo refere-se, no texto de Gl 3 à maldição da lei a todos os homens, que permanecem nos seus pecados. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés. (cf. Rm 3.19; Ef 2.14). Hagin diz que ficamos debaixo da bênção de Abraão (Gl 3.7-9), que inclui não ter doenças e ser rico. Ora, Abraão foi abençoado por causa da fé e não das riquezas. Aliás, estas lhe causaram grandes problemas. Muitos cristãos fiéis ficaram doentes e foram martirizados, vivendo na pobreza, mas herdeiros das riquezas celestiais (1 Pe 3.7).

Os teólogos da prosperidade dizem que Cristo, na Cruz, "removeu não somente a culpa do pecado, mas os efeitos do pecado" (Pieratt, p. 132). Mas isso não é verdade, pois Paulo diz que "toda a criação geme", inclusive os crentes, aguardando a completa redenção.
2.2. O CRISTÃO NÃO DEVE ADOECER.

Eles ensinam que "todo cristão deve esperar viver uma vida plena, isenta de doenças" e viver de 70 a 80 anos, sem dor ou sofrimento. Quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. E não há exceções (Pieratt, p. 135). Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.

O QUE DIZ A BÍBLIA:

"No mundo, tereis aflições" (Jo 16.33). São Paulo viveu doente (Ver 1 Co 4.11; Gl 4.13), passou fome, sede, nudez, agressões, etc. Seus companheiros adoeceram (Fp 2.30). Timóteo tinha uma doença crônica (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Jesus curou enfermos, e citou Is 53.4,5 (cf. Mt 8.16,17).

No tanque de Betesda, havia muitos doentes, mas Jesus só curou um (cf. Jo 5.3,8,9). Deus cura, sim. Mas não cura todos as pessoas. Se assim fosse, não haveria nenhum crente doente. Deve-se considerar os desígnios e a soberania divina. Conhecemos homens e mulheres de Deus, gigantes na fé, que têm adoecido e passado para o Senhor.

2.3. O CRISTÃO NÃO DEVE SER POBRE.

Os seguidores de Hagin enfatizam muito que o crente deve ter carro novo, casa nova (jamais morar em casa alugada!), as melhores roupas, uma vida de luxo. Dizem que Jesus andou no "cadillac" da época, o jumentinho. Isso é ingênuo, pois o "cadillac" da época de Cristo seria a carruagem de luxo, e não o simples jumentinho.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus não incentiva a riqueza (também não a proíbe, desde que adquirida com honestidade, nem santifica a pobreza); S. Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha (cf. Fp 4.11,12; 1 Tm 6.8);

Jesus enfatizou que só uma coisa era necessária: ouvir sua palavra (Lc 10.42); Ele disse que é difícil um rico entrar no céu (Mt 19.23); disse, também, que a vida não se constitui de riquezas (Lc 12.15). Os apóstolos não foram ricaços, mas homens simples, sem a posse de riquezas materiais. S. Paulo advertiu para o perigo das riquezas (1 Tm 6.7-10)

3. CONFISSÃO POSITIVA.

É o terceiro ponto da teologia da prosperidade. Ela está incluída na "fórmula da fé", que Hagin diz ter recebido diretamente de Jesus, que lhe apareceu e mandou escrever de 1 a 4, a "fórmula".
Se alguém deseja receber algo de Jesus, basta segui-la:

1) "Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá". Essa é a essência da confissão positiva.
2) " Faça a coisa". "Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. De acordo com sua ação, você será impedido ou receberá".

3) "Receba a coisa". Compete a nós a conexão com o dínamo do céu". A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo.

4) "Conte a coisa" a fim de que outros também possam crer". Para fazer a "confissão positiva", o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer : peço, rogo, suplico; jamais dizer: "se for da tua vontade", segundo Benny Hinn, pois isto destrói a fé.

Mas Jesus orou ao Pai, dizendo: "Se é da tua vontade...faça-se a tua vontade..." (Mt 26.39,42). "Confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão" (Romeiro, p. 6).

IV - A VERDADEIRA PROSPERIDADE.

A Palavra de Deus tem promessas de prosperidade para seus filhos. Ao refutar a "Teologia da Prosperidade", não devemos aceitar nem pregar a "Teologia da Miserabilidade".

1. A PROSPERIDADE ESPIRITUAL.

Esta deve vir em primeiro lugar. Sl 112.3; Sl 73.23-28. É ser salvo em Cristo Jesus; batizado com o Espírito Santo; é ter o nome escrito no Livro da Vida; é ser herdeiro com Cristo (Rm 8.17); Deus escolheu os pobres deste mundo para serem herdeiros do reino (Tg 2.5); somos co-herdeiros da graça (1 Pe 3.7); devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19); tudo isso nos é concedido pela graça de Deus.

2. PROSPERIDADE EM TUDO.

Deus promete bênçãos materiais a seus servos, condicionando-as à obediência à sua Palavra e não à "Confissão Positiva".

2.1. BÊNÇÃOS E OBEDIÊNCIA. Dt 28.1-14. São bênçãos prometidas a Israel, que podem ser aplicadas aos crentes, hoje.

2.2. PROSPERIDADE EM TUDO (Sl 1.1-3; Dt 29.29; ). As promessas de Deus para o justo são perfeitamente válidas para hoje. Mas isso não significa que o crente que não tiver todos os bens, casa própria, carro novo, etc, não seja fiel.

2.3. CRENDO NOS SEU PROFETAS (2 Cr 20.20;). Deus promete prosperidada para quem crê na Sua palavra, transmitida pelos seus profetas, ou seja, homens e mulheres de Deus, que falam verdadeiramente pela direção do Espírito Santo, em acordo com a Bíblia, e não por entendimento pessoal.

2.4. PROSPERIDADE E SAÚDE (3 Jo 2). A saúde é uma bênção de Deus para seu povo em todos os tempos. Mas não se deve exagerar, dizendo que quem ficar doente é porque está em pecado ou porque não tem fé.

2.5. BÊNÇÃOS DECORRENTES DA FIDELIDADE NO DÍZIMO (Ml 3.10,11). As janelas do céu são abertas para aqueles que entregam seus dízimos fielmente, pela fé e obediência à Palavra de Deus.

2.6. O JUSTO NÃO DEVE SER MISERÁVEL. (Sl 37.25). O servo de Deus não deve ser miserável, ainda que possa ser pobre, pois a pobreza nunca foi maldição, de acordo com a Bíblia.

CONCLUSÃO.

O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado nem ser rico é sinônimo de santidade. Não devemos aceitar os exageros da "Teologia da Prosperidade", nem aceitar a "Teologia da Miserabilidade". Deus é fiel em suas promessa. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplicam-se á igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados á glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus. Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades.

BIBLIOGRAFIA.
- Bíblia Sagrada, ERC. Ed. Vida, S. Paulo, 1982.
- GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. Abba, S. Paulo, 1993.
- HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, Rio, 1996.
- ROMEIRO, Paulo. Super Crentes. Mundo Cristão, S. Paulo, 1993.

sábado, 18 de junho de 2011

Salvação, o plano de Deus para a redenção humana

ESCOLHIDOS PELO PAI ― 1.4-6

O sentido das palavras “eleger” e “escolher” ― v.4

Nessa passagem temos a participação do Pai celestial na nossa redenção, como o texto mesmo indica: “...nos elegeu nele antes da fundação do mundo”. As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão “nos elegeu (escolheu) nele” dá uma idéia mais forte, que é: “escolheu-nos para si mesmo”. Doutra forma, o Pai nos “elegeu em Cristo (“nele”) para sermos seus.

A questão do ato soberano de Deus ― v.4

Há quanto tempo Ele nos escolheu? “...antes da fundação do mundo”. O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Algumas correntes de interpretação têm procurado defender o ato soberano de Deus como capaz de escolher quem quer, como e quando quer. É claro que o sentido da palavra “escolher” nos obriga a raciocinar, pois o sentido desse vocábulo implica separar uns e deixar outros. Por sua presciência, Deus conhece os que hão de se salvar e os que perderão. Porém, esse fato não dá direito a nós, objetos ou não dessa eleição, de julgar ou delimitar a ação da soberania de Deus. Entendemos a vontade soberana de Deus para fazer e desfazer, salvar ou deixar de salvar, escolher ou não o que lhe apraz, mas não podemos aceitar a idéia de que Deus possa, por causa de sua soberana vontade, rejeitar um pecador arrependido. A vontade soberana de Deus tem seu princípio na justiça, e a escolha dos crentes é feita segundo a obra expiatória de Cristo Jesus, seu Filho, que cumpriu a justiça exigida para dar oportunidade a todos quantos o aceitam por Salvador e Senhor. Assim como a pregação do Evangelho engloba todas as criaturas na face da terra, também é global o alcance da vontade soberana de Deus na escolha dos salvos. Nossa fé em Cristo e a aceitação de sua obra redentora são a base de nossa eleição. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.

O destino dos crentes feito na eternidade ― v.5

“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo”. Esse versículo indica que o destino foi determinado antes. A palavra “predestinar” mostra que o destino dos eleitos foi feito na eternidade. A expressão “filhos de adoção por Jesus Cristo” apresenta a posição atual dos crentes. No passado éramos apenas criaturas de Deus, afastadas da sua comunhão, mas pela fé em Cristo (Gl 3.6) fomos recebidos como filhos e conquistamos a posição de filhos legítimos (Jo 1.12).

Escolhidos para filhos ― v.5

Fomos feitos filhos de adoção “para si mesmo”. Isso revela o passado e o presente dos crentes. Todos fomos feitos e criados para viver em comunhão com Deus, como filhos de Deus (Gn 1.26; At 17.28). Pelo pecado, tal privilégio se perdeu, mas pela graça de Deus, em Cristo e através dEle, fomos restaurados à filiação (Jo 1.12). Esse ato divino foi feito em Cristo segundo “o beneplácito de sua vontade”, isto é, a vontade soberana de Deus e o seu grande amor (Rm 5.8) promovem essa eleição. Todos os que nascem de novo (Jo 3.3) nascem segundo o supremo propósito divino para viver e servir a Deus.

Escolhidos por causa do Amado ― v.6

“Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado”, v.6. Nesse versículo, a segurança de nossa aceitação como filhos de Deus está no Amado, que é Cristo. Ele é o Filho amado de Deus (Mt 3.17; 17.5), e em Colossenses 1.13 temos uma expressão paralela que afirma ser Jesus “o Filho do seu amor”. A graça de Deus se manifestou a nós por causa do seu amado Filho – Jesus!


REMIDOS PELO FILHO ― 1.7-12

Jesus, o Redentor ― v.7

A parte da redenção compete ao Filho de Deus, Jesus Cristo. Ele é o nosso Redentor. Para entendermos este assunto devemos conhecer o sentido da palavra redenção, que significa comprar outra vez. Cristo pagou o preço de nossa redenção. Visto que Ele foi o preço dessa redenção, fomos libertados para Deus (Mt 20.28). O homem não pode redimir-se por outro meio que não seja a obra expiatória de Cristo. Ser redimido é a necessidade básica que o pecador tem da graça de Deus.

O fato da redenção ― v.7

“...em quem temos a redenção”. A redenção está ligada à idéia de sacrifício com derramamento de sangue (Lv 17.11; Hb 9.22). A morte de Jesus com o derramamento do seu precioso sangue resultou na remissão de nossos pecados. O efeito da redenção é a nossa justificação (Rm 5.1). Todos os pecados forma expiados pelo sangue de Cristo, como diz ainda o versículo: “...pelo seu sangue, a remissão das ofensas...”. A remissão dos pecados foi um ato do amor grandioso de Deus, conforme registra a Escritura em continuação: “...segundo as riquezas da sua graça”. O acesso às riquezas da graça de Deus é precedido pela remissão dos pecados, que deve ter ação constante contra os pecados involuntários que cometemos, pois se a pena do pecado foi apagada na cruz, temos agora de vigiar contra o poder do pecado que procura impedir nossa comunhão verdadeira com Deus.

O efeito da redenção ― v.8

“Que ele fez abundar para conosco”. A abundância das “riquezas da sua graça” (v.7) terá sua efetivação mediante o perdão dos pecados, “em toda a sabedoria e prudência”. O sentido dessa expressão indica o pleno conhecimento que todo crente deve ter de si mesmo, de sua salvação, de seu estado moral e de suas relações com Cristo. A forma de vida que adotamos como crentes é que determina a disposição de Deus para que abundemos nas “riquezas da sua graça”. A benção da redenção no verso oito é estritamente divina, sem nenhum mérito humano.

A revelação do mistério da redenção ― v.9

“Descobrindo-nos o mistério da sua vontade”. Qual será esse mistério? Qual é o mistério da sua vontade descoberto hoje? É a salvação eterna em Cristo Jesus, revelada como o “mistério da piedade” (1Tm 3.16) Esse mistério glorioso “se fez carne” na Pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.14).

A dispensação da redenção ― v.10

“...dispensação da plenitude dos tempos”. A palavra “dispensação” significa administração. O Novo Testamento emprega essa palavra para referir-se às diferentes administrações das bênçãos de Deus. A Bíblia fala de sete dispensações, e cada uma equivale a um período especial em que Deus administrou sua economia na terra. No grego, a palavra “dispensação” é oikonomia e dela deriva a palavra “economia”. No uso bíblico, dispensação é a administração divina sobre todas as coisas criadas. O sentido literal é a administração de assuntos de uma casa.

A plenitude dos tempos da redenção ― v.10

“Plenitude dos tempos” é uma expressão que indica o fim de uma época ou de um período em Cristo colocará cada coisa no seu lugar, e tudo quanto Deus planejou em Cristo, segundo o seu eterno propósito, alcançará completa realização. Nos versículos anteriores, Cristo completou a obra que tinha que fazer em relação à salvação da humanidade; completada toda a obra, Deus Pai reunirá “em Cristo todas as coisas”. A expressão “todas as coisas” inclui “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Cl 1.16-19) e devem ser reunidas em Cristo. TUDO deve ser renovado e restaurado em Cristo. O sentido da palavra “reunir” é recapitular, ou somar em um, ou unir sob uma cabeça. é o que Deus fará! Um dia Deus juntará em Cristo todos os remidos pelo seu sangue. A redenção efetuada por Cristo inclui o céu e a terra, quando Ele restabelecerá tudo para uma nova vida, um novo reino espiritual e eterno, em que os ímpios e os demônios serão lançados fora da presença de Deus para sempre (Ap 21.8). A expressão “juntará todas as coisas em Cristo” não se limita apenas à Igreja arrebatada, mas refere-se também a todo o universo. A parte final do versículo – “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” – inclui toda a criação. Homens e anjos, absolutamente tudo há de encontrar seu fim no grande vitorioso: JESUS (Cl 1.15,16).

A grande benção da redenção ― v.11

“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança”. O direito à herança é alcançado, não por mera casualidade nem por méritos humanos, mas pela graça de Deus, pelo cumprimento do seu propósito, tornando-nos aptos para receber esta gloriosa benção – “feitos herança” – do Senhor. No Antigo Testamento o povo de Israel era a herança de Deus, mas perdeu esse direito por sua incredulidade. Em seu lugar, isto é, em Cristo, fomos feitos herança sua. O texto indica que nos fez herança dEle, conquistada no Calvário por Ele e para Ele. Agora somos co-herdeiros com Cristo da herança que Deus nos tem preparado na eternidade, segundo o seu eterno propósito.

A predestinação no propósito da redenção ― v.11

“...havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas”. A colocação da palavra “predestinação” nesse texto tem dado margem a uma interpretação errada sobre a questão da soberania de Deus. O fato da soberania de Deus é incontestável, mas o resultado proposto por muitos intérpretes é injusto, pois torna este Deus, soberano em sua vontade, injusto e incoerente com sua própria Palavra. Deus é soberano e faz o que lhe apraz, mas Ele é justo e imparcial, dando a todos os homens a mesma oportunidade. Entretanto, Deus conhece aqueles que lhe servem e os que não querem servi-lo. O significado da palavra “predestinar” é estabelecer o destino antes. Deus estabeleceu o destino de todos os que aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador para pertencerem à herança divina. Em Romanos 8.28, a Escritura diz que somos “chamados por seu decreto”. O destino dos crentes em Cristo está predestinado automaticamente para a salvação. O livre-arbítrio das pessoas indicará o seu destino escolhido. Na aceitação ou rejeição da obra de Cristo se cumprirá a soberana vontade de Deus. Ele conhece cada ser humano, em todos os tempos, e não se esquece de nenhum detalhe. Conhece os milhões e milhões de corações livres para decidirem sobre suas próprias vidas, e Ele sabe quais e quantas aceitarão sua vontade divina.

A soberania do conselho da vontade divina na redenção ― vv.11,12

A gloriosa esperança dos crentes está no fato de que Deus fez tudo “segundo o conselho da sua vontade” (v.11). Esse conselho indica a Trindade constituída do Pai, do Filho e do Espírito Santo decidindo o destino dos homens. As palavras “predestinados”, “propósito”, “conselho” e “vontade” estão em íntima relação e mostram claramente toda a soberania de Deus. O fim desse propósito divino revela-se no verso 12, quando diz que alcançamos essas bênçãos “para louvor da sua glória”.

A promessa da redenção para judeus e gentios ― v.12

As palavras finais do versículo dizem: “...nós, os que primeiro esperamos em Cristo”. A quem Paulo está se referindo? Aos judeus, visto que ele mesmo era judeu. A colocação da frase indica o seu estado anterior quando desconhecia a Cristo. Paulo estabelece aqui o contraste entre os judeus e os gentios para mostrar que, tanto uns quanto outros, têm o mesmo direito de posse em Cristo. Por outro modo, Paulo designa os judeus (“nós”) que esperavam a promessa da primeira vinda de Jesus (Is 53) quando diz: “...nós, os que primeiro esperamos”. Depois, no verso 13, ele se dirige aos gentios convertidos (“vós”) que têm recebido o “Espírito Santo da promessa”. Portanto, judeus e gentios têm os mesmos direitos e privilégios em Cristo Jesus, nosso Senhor.

SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO ― 1.13,14

O verso 13 diz literalmente: “...e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Aqui Paulo inclui tanto judeus como gentios na participação da promessa do Espírito Santo. A expressão inicial “tendo nele crido” refere-se naturalmente a Cristo, e o pronome “vós” indica os que haviam crido em Cristo. No versículo 12 Paulo usou o pronome “nós” para referir-se aos judeus, e no 13, o pronome “vós” para referir-se aos gentios participantes da mesma benção.

O ministério do Espírito Santo na redenção ― vv.13,14

Os dois versículos apresentam o ministério do Espírito Santo revelando-nos que, sem a participação dEle para promover a fé em Cristo (Jo 16.8-10), a salvação seria incompleta. O Pai a planejou, o Filho a providenciou e o Espírito Santo a aplicou. É a Terceira Pessoa da Trindade quem nos leva a nos apropriarmos dessa fé em Cristo.

O selo da redenção ― v.13

“...fostes selados”. O ato de selar tem o significado de marcar alguma coisa. É publicar o direito de posse sobre o objeto selado. Quando cremos em Jesus, o Espírito Santo procura assegurar seu direito de posse sobre nós, não importa a classe, raça ou língua. Em Cristo tornamo-nos um só povo, tendo a mesma marca – o Espírito Santo. Várias são as razões pelas quais se usa um selo. Primeira, para certificar e confirmar como verdadeira alguma coisa. Segunda, para assinalar propriedade particular. Terceira, para assegurar direito de posse. O testemunho desse selo nos crentes se encontra em várias passagens bíblicas, como Romanos 5.5; 8.16 e 1 João 5.10.

A identificação do selo como promessa ― v.13

“...com o Espírito Santo da promessa” é uma expressão que indica a promessa divina feita tanto no Antigo como no Novo Testamento. A promessa da operação do Espírito Santo em nós, sobre nós, ao redor e dentro de nós explica o sentido do versículo 13. O fruto do Espírito (Gl 5.22) é o resultado vibrante e visível do selo do “Espírito Santo da promessa” nos crentes.

O penhor da redenção ― v.14

“O qual é o penhor da nossa herança”. Outra vez fala do Espírito Santo. A palavra penhor tem o sentido de alguma coisa de valor dada para assegurar o direito de posse. A continuação do verso – “para a redenção da possessão de Deus” – aclara o 13. Notemos que a possessão espiritual é recíproca, pois tanto é nossa quanto é de Deus. Temos posse do Espírito Santo, e essa possessão assegura o mesmo direito a Deus – somos dEle! Nossa herança é ampla, pois a temos em parte aqui na terra, como a temos no Céu, e o Espírito Santo em nós é direito à herança prometida no Céu.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Profecias



As previsões dos Maias e de um antigo livro chinês afirmam que o fim do mundo acontecerá no dia 21 de dezembro de 2012; outros falam que haverá uma invasão de “extraterrestres”. Já houve tantas datas anunciadas para o fim do mundo, mas todas falharam. Não podemos esquecer que a Bíblia é a única bússola confiável, capaz de nos orientar quanto aos eventos futuros. Através dela somos exortados: “...acaso, não consultará o povo ao seu Deus?” (Is 8.19; 45.11). Esse convite é estendido novamente a todos nossos queridos amigos para, juntos, participarmos do 13º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, nos dias 19-22 de outubro de 2011, em Águas de Lindóia-SP.

Necessitamos urgentemente duma direção clara a seguir nesses tempos finais, para nos mantermos no caminho estreito e alcançarmos o maravilhoso alvo prometido! O Senhor deseja renovar nosso ânimo e nos abençoar através da comunhão e da Sua Palavra, para que, em meio à turbulência de nosso tempo, sejamos luz e sal para os que vivem ao nosso redor!

Aguardamos a sua presença com grande alegria, desta vez novamente em Águas de Lindóia/SP – Hotel Monte Real, para esta farta programação, acrescida de algumas novidades.

Nós o saudamos cordialmente, unidos em Jesus Cristo

Dieter Steiger

Notícias



Ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste domingo durante confrontos entre forças de segurança e manifestantes nas fronteiras de Israel com os territórios palestinos, com a Síria e com o Líbano.

Os protestos realizados em várias cidades marcam a Nakba, ou a catástrofe, como os palestinos se referem à independência de Israel, em maio de 1948.

Na época, centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas durante os conflitos que se seguiram à independência.

Segundo o correspondente da BBC John Donnison, em Ramallah, os protestos deste ano ganharam ímpeto com a onda de manifestações pró-democracia que vêm ocorrendo desde o início do ano no Oriente Médio e no norte da África.

Em um discurso transmitido em TV nacional na noite deste domingo, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que esperava que a calma e a tranquilidade fossem retomadas rapidamente. 'Mas que ninguém se engane, estamos determinados a defender nossas fronteiras e nossa soberania.'

Barreiras

Os confrontos deste domingo ocorreram em quatro pontos separados das fronteiras de Israel - a passagem de Erez, na fronteira com a Faixa de Gaza, perto de Ramallah, na Cisjordânia, nas Golinas do Golã, na fronteira com a Síria, e na fronteira com o Líbano, ao norte do país. Também houve protestos na Jordânia.

De acordo com o Exército do Líbano, dez pessoas foram mortas e mais de 120 ficaram feridas.

Dezenas de ônibus levaram manifestantes ao local para o protesto batizado de 'Marcha para o retorno à Palestina'.

Soldados libaneses dispararam para o ar para tentar dissipar os manifestantes. O Exército israelense disparou do outro lado da fronteira quando os manifestantes teriam começado a destruir as barreiras.

Golã

Na fronteira com a Síria, dois homens foram mortos e cerca de 20 foram feridos à medida que manifestantes derrubavam uma barreira e entraram nas Cólicas de Golã.

O Exército de Israel afirmou que o episódio foi uma incursão 'séria' em seu território e que dezenas de manifestantes conseguiram entrar no território israelense.

A região das Colinas do Golã foi tomada por Israel da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente foram anexadas ao território israelense, numa ação não reconhecida pela comunidade internacional.

Já na Jordânia, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes na cidade de Al-Karama, na divisa com Israel. Dezenas de pessoas foram presas.

Pedras

Na fronteira entre Israel e Gaza, na passagem de Erez, as tropas israelenses abriram fogo com tanques e metralhadoras contra um grupo que tentava cruzar a fronteira, deixando ao menos 45 feridos, segundo autoridades médicas palestinas.

Em Ramallah, houve registro de confrontos entre manifestantes e soldados num posto fronteiriço no caminho para Jerusalém.

Os manifestantes atiraram pedras contra os soldados, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha.

Em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, um motorista árabe-israelense foi detido após o caminhão que dirigia ter se chocado com pedestres, matando uma pessoa.

A polícia israelense investiga se a ação foi deliberada em protesto pelo dia da Nakba.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Casal homossexual registra união estável em Curitiba

CURITIBA - O casal de homossexuais Toni Reis, 43 anos, e David Harrad, 53 anos, registrou nesta segunda-feira, 9, no início da tarde, o contrato de união estável no 6º Tabelionato de Curitiba. Pelo novo entendimento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, a união entre pessoas do mesmo sexo passa a ser reconhecida como entidade familiar. 'Agora somos uma família com todos os direitos', comemorou Reis, que é presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).
Segundo ele, foi a primeira união registrada após a votação da última quinta-feira. Logo depois, em outro cartório de Curitiba, duas mulheres - Daiana Bruneto e Léa Ribas - também assinaram documento idêntico. 'Ganhamos essa batalha, mas não ganhamos a guerra completa, ganhar a guerra completa seria a igualdade de direitos, a discriminação e a não homofobia', afirmou Reis. Ele disse ter entendido a recusa de alguns cartórios em registrar a união, pois alegavam que precisaria aguardar a publicação da decisão do STF. 'Eles estavam inseguros, não sabiam como fazer', ponderou.
O casal chegou ao cartório de braços dados, caminhando pela calçada de uma das ruas bem movimentadas de Curitiba, ambos com cravos vermelhos na lapela do paletó e cobertos por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. 'Estamos muito felizes, embora nervosos e ansiosos', disse Reis, que é professor. O próximo passo por eles traçado é entregar o documento da união estável na Vara da Infância e Juventude, onde têm pedido de adoção de um casal de crianças desde 2005. 'Somos uma família, não a tradicional, mas uma família', acentuou Reis.
Os dois conheceram-se na Inglaterra, onde nasceu Harrad, que hoje trabalha como tradutor. Após o britânico ter se divorciado da mulher, ambos vieram ao Brasil e vivem juntos há 21 anos. De acordo com o tabelião substituto Elton Jorge Targa, que assinou o registro de união estável, não há mudança substancial em relação aos documentos de união homoafetiva que já eram realizados. 'Estamos em um estado democrático de direito e temos que atender à sociedade como um todo', afirmou.
Após a assinatura do documento, que lhes custou R$ 89,30 pela tabela vigente no Paraná, Reis e Harrad foram até a entrada do edifício onde fica o tabelionato para, diante de pedestres, selarem o ato com um beijo. Não houve nenhum protesto de quem passava pela rua e algumas pessoas aproveitaram para tirar fotos. Reis disse que o evento seria comemorado apenas com um chope em um tradicional local em que normalmente se encontram. 'A festa ficará para daqui a quatro anos, quando faremos bodas de prata', afirmou.
Veja também:
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Bancada evangélica quer lei para impedir casamento em igrejacasamento
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Entenda como ficam as uniões homoafetivas a partir da votação do STF

terça-feira, 10 de maio de 2011

Os Dons de Poder - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 9 de Maio de 2011 as 09:03:53 PM Comente
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA: 15/05/2011
TÍTULO: “OS DONS DE PODER”
TEXTO ÁUREO – At 8:6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 8:5-8; I Cor 12:4-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
• Hoje estudaremos os dons que FAZEM algo; são os DONS DE PODER, ou seja, PODER PARA RECEBER, OPERAR OU REALIZAR ALGO SOBRENATURAL. São eles: DOM DA FÉ, AS OPERAÇÕES DE MILAGRES e DONS DE CURAS.
II - O DOM DA FÉ:
• (A) – É um dom do Espírito para que o crente possa RECEBER milagres.
• (B) - Dom da fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu.
• (C) - Aqueles que possuem o dom da fé creem em Deus de tal maneira, que o Senhor honra a palavra dos Seus servos como se fosse Sua e a cumpre, milagrosamente.
• (D) - O dom da fé é uma dotação sobrenatural pelo Espírito Santo, mediante a qual, aquilo que o homem declara ou deseja, ou ainda o que Deus fala, acabará se cumprindo, de qualquer maneira.
• Vamos aos exemplos bíblicos para melhor esclarecimento:
• (1º) - Dn 3:13-30 – Nem as insinuações enciumadas dos caldeus, nem as terríveis ameaças do rei Nabucodonozor amedrontaram os três jovens. Possuíam o dom da fé, pois RECEBERAM o milagre.
• (2º) - Dn 6:16-23 – Além do Dom da Fé (pois Daniel RECEBEU o milagre), notemos que aqui também houve a atuação do Dom de Discernimento de Espíritos (v. 22).
• Comparemos as duas passagens bíblicas acima citadas com Hb 11:32-34.
• (3º) - Jz 15:18-19 – Sansão também RECEBEU o milagre. Por mais emaranhada que esteja nossa situação, o poder de Deus nos pode libertar. E isso não é tudo! No lugar onde alcançarmos a vitória, brotará aquela fonte de água que é alimentada do trono de Deus e a alma exaurida pelo esforço, beberá e se reanimará. Senhor, dá-nos o Dom da Fé e leva-nos a beber desta fonte!
• (4º) - At 12:1-12 – Reparemos que, além do Dom da Fé (pois Pedro RECEBEU o milagre), houve também o Dom de Discernimento de Espíritos (vs. 9-11). A situação parecia impossível. Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão, vigiado por dezesseis soldados (quatro quaternos). Mesmo sabendo que naquela noite iria morrer, Pedro dormia tranquilamente (v.6). Ou seja, tinha certeza de que Deus daria livramento. Um grupo em oração é mais forte do que as mais fortes precauções do poder humano.
• (5º) - At 27:21-26 – Vemos em operação o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória em meio a um temporal, ou seja, ele RECEBEU o milagre. Reparemos, também, que houve manifestações do Dom da Palavra da Sabedoria (vs. 22, 24, 26 – fatos que iriam acontecer) e o Dom de Discernimento de Espíritos (v. 23).
• (6º) - At 28:1-6 – Vemos aqui o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória, depois de mordido por uma víbora. Ele RECEBEU o milagre.
• (7º) - I Rs 17:2-6 – Elias RECEBEU o milagre, possuindo tamanha fé para o seu sustento sobrenatural. Deus cuidou da subsistência de Elias, responsabilizando-se pelos suprimentos necessários.
• (8º) - Gn 15:1-6; 17:15-22; 18:9-16; 21:1-8 - Nasceria um filho de um casal em que o homem tem 100 anos e a mulher 90 anos? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
• Gn 22:1-19 - Poderia alguém matar um filho e depois voltar para casa com este filho vivo? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES:
• (A) – Também é denominado de DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, DOM DE OPERAÇÕES MILAGROSAS ou DOM DE PODERES MILAGROSOS.
• (B) – É um dom do Espírito Santo, dado ao servo de Deus para que este possa OPERAR MILAGRES.
• (C) - É uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem costumeira, mediante o poder do Espírito de Deus.
• Vamos aos exemplos bíblicos para uma melhor compreensão:
• (1º) - Js 10:12-14 – Josué OPEROU um milagre na natureza. Deus faz grandes milagres que os homens da ciência mal compreendem (Lc 1:37). A palavra hebraica “DAMAM” não significa só “DETÉM-TE”, mas também “SILENCIA-TE”, “ACABA”, “PÁRA”. Josué orou pedindo um milagre e Deus atendeu a sua oração. O crente não deve hesitar em orar para que o Senhor opere maravilhas em seu favor. O povo de Deus vive num mundo hostil e maligno, enfrentando grandes desafios e dificuldades. Às vezes, há necessidade do Dom de Operação de Milagres para o cumprimento do plano e propósito de Deus na vida do crente.
• (2º) – II Rs 20:8-11 – Isaías OPEROU um milagre na natureza. Não sabemos exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio do sol. O que está claro é que assim aconteceu, mediante o grande poder de Deus.
• Vejamos outros demais exemplos, devendo sempre ser observado que os servos do Senhor OPERAVAM O MILAGRE, o que caracteriza a atuação do Dom de Operação de Milagres:
• Sansão - Jz 14:5-6; 15:14-15; 16:25-30;
• Elias - I Rs 17:12-16; 18:41-46; II Rs 2:6-8;
• Eliseu – II Rs 2:12-15; 3:14-20; 4:1-7;
• Moisés - Ex 7:10, 20-21; 8:5-6, 16-17, 20-24; 9:8-10, 22-26; 10:12-15; 22-23; 14:13-14, 21-22; 17:1-7;
• Jesus - Jo 2:1-11; 6:5-14; 9:6-7.
IV - DONS DE CURAS:
• (A) - No grego original, cada vez que esse dom de poder é mencionado, tanto a expressão “DONS” quanto a expressão “CURAS” ficam no plural: DONS DE CURAS. Não existe, portanto, “o dom da cura”; “dons de cura”; “dom de curar”; etc.
• (B) - O propósito do Dons de Curas é LIBERTAR OS ENFERMOS E DESTRUIR AS OBRAS DO DIABO NO CORPO HUMANO.
• (C) - Os dons de curas são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade, sem meios naturais de qualquer origem (At 10:38; Lc 6:6-11; At 8:6-7; 28:8-10).
• Não se deve entender que quem possui esse dom tenha poder de curar a todos; deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.
• O próprio Cristo foi limitado em Sua capacidade de operar milagres por causa da incredulidade do povo - Mt 13:58.
• I Tm 5:23; II Tm 4:20 - Paulo não curou nem a Timóteo, nem a Trófimo.
V – A RESSURREIÇÃO DE MORTOS :
• I Rs 17:17-24; II Rs 4:18-37; Lc 7:11-17; 8:49-56; Jo 11:33-45; At 9:36-43; At 20:7-12
• No caso do milagre da ressurreição de mortos, OS TRÊS DONS ENTRAM EM OPERAÇÃO CONJUNTAMENTE: O DOM DA FÉ; O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES e OS DONS DE CURAS.
• Em primeiro lugar, é necessário o DOM DA FÉ PARA CHAMAR O ESPÍRITO DA PESSOA DE VOLTA, DEPOIS DE TER DEIXADO O CORPO;
• Em segundo lugar, é necessário o DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES para ressuscitar a pessoa;
• Em terceiro lugar é necessário os DONS DE CURAS, porquanto, de outra forma, a pessoa não curada voltaria, imediatamente, a morrer. Por exemplo: Lázaro estava enfermo. Quando Jesus o ressuscitou, o mesmo voltou à vida completamente curado de sua enfermidade (Jo 12:1-2).
VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
• Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da Sua Igreja na terra, destacam-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo apóstolo Paulo como agentes de poder e de vitória a habilitarem a Igreja para o cumprimento da sua missão no mundo. Por isso, como declarou Frank M. Boyd, estudioso da doutrina pentecostal, que “a menos que os dons do Espírito Santo sejam claramente definidos e cuidadosamente classificados em primeiro lugar, seu propósito não será entendido e podem ser mal usados, a glória do Senhor pode ser roubada e a Igreja pode deixar de receber grandes benefícios que esses dons devem trazer”.
Fonte de consulta:
• Lições Bíblicas CPAD – 3° trimestre de 1988 – Comentarista: Raimundo de Oliveira
• A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
• Comentário Bíblico Devocional V.T. e N.T. – F. B. Meyer – Editora Betânia
• Revista “OBREIRO APROVADO”, ANO XVI – Nº 63
• Comentário Bíblico Broadman, Vol 10 - JUERP.
• Introdução e Comentário – Cartas Aos Coríntios - Frank M. Boyd - CPAD
• A Mensagem de I Coríntios - David Prior, John R. W. Stott - ABU Editora
• As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD – Raimundo de Oliveira
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

Presciência de Deus, predestinação e livre-arbítrio humano

  🕊️ 1. Jesus sabia que Judas o trairia? Sim, Jesus sabia. A Bíblia deixa claro que Jesus sabia de antemão que Judas o trairia: ...