ESCOLHIDOS PELO PAI ― 1.4-6
O sentido das palavras “eleger” e “escolher” ― v.4
Nessa passagem temos a participação do Pai celestial na nossa redenção, como o texto mesmo indica: “...nos elegeu nele antes da fundação do mundo”. As palavras eleger e escolher têm o mesmo sentido. A forma do verbo escolher no grego está no passado, e o significado literal da expressão “nos elegeu (escolheu) nele” dá uma idéia mais forte, que é: “escolheu-nos para si mesmo”. Doutra forma, o Pai nos “elegeu em Cristo (“nele”) para sermos seus.
A questão do ato soberano de Deus ― v.4
Há quanto tempo Ele nos escolheu? “...antes da fundação do mundo”. O ato de escolher-nos antes de todas as coisas revela a presciência de Deus. A questão da presciência divina deu origem à doutrina da predestinação absoluta. Algumas correntes de interpretação têm procurado defender o ato soberano de Deus como capaz de escolher quem quer, como e quando quer. É claro que o sentido da palavra “escolher” nos obriga a raciocinar, pois o sentido desse vocábulo implica separar uns e deixar outros. Por sua presciência, Deus conhece os que hão de se salvar e os que perderão. Porém, esse fato não dá direito a nós, objetos ou não dessa eleição, de julgar ou delimitar a ação da soberania de Deus. Entendemos a vontade soberana de Deus para fazer e desfazer, salvar ou deixar de salvar, escolher ou não o que lhe apraz, mas não podemos aceitar a idéia de que Deus possa, por causa de sua soberana vontade, rejeitar um pecador arrependido. A vontade soberana de Deus tem seu princípio na justiça, e a escolha dos crentes é feita segundo a obra expiatória de Cristo Jesus, seu Filho, que cumpriu a justiça exigida para dar oportunidade a todos quantos o aceitam por Salvador e Senhor. Assim como a pregação do Evangelho engloba todas as criaturas na face da terra, também é global o alcance da vontade soberana de Deus na escolha dos salvos. Nossa fé em Cristo e a aceitação de sua obra redentora são a base de nossa eleição. Assim como o povo de Israel foi escolhido em Abraão, os crentes neotestamentários foram escolhidos em Cristo.
O destino dos crentes feito na eternidade ― v.5
“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo”. Esse versículo indica que o destino foi determinado antes. A palavra “predestinar” mostra que o destino dos eleitos foi feito na eternidade. A expressão “filhos de adoção por Jesus Cristo” apresenta a posição atual dos crentes. No passado éramos apenas criaturas de Deus, afastadas da sua comunhão, mas pela fé em Cristo (Gl 3.6) fomos recebidos como filhos e conquistamos a posição de filhos legítimos (Jo 1.12).
Escolhidos para filhos ― v.5
Fomos feitos filhos de adoção “para si mesmo”. Isso revela o passado e o presente dos crentes. Todos fomos feitos e criados para viver em comunhão com Deus, como filhos de Deus (Gn 1.26; At 17.28). Pelo pecado, tal privilégio se perdeu, mas pela graça de Deus, em Cristo e através dEle, fomos restaurados à filiação (Jo 1.12). Esse ato divino foi feito em Cristo segundo “o beneplácito de sua vontade”, isto é, a vontade soberana de Deus e o seu grande amor (Rm 5.8) promovem essa eleição. Todos os que nascem de novo (Jo 3.3) nascem segundo o supremo propósito divino para viver e servir a Deus.
Escolhidos por causa do Amado ― v.6
“Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado”, v.6. Nesse versículo, a segurança de nossa aceitação como filhos de Deus está no Amado, que é Cristo. Ele é o Filho amado de Deus (Mt 3.17; 17.5), e em Colossenses 1.13 temos uma expressão paralela que afirma ser Jesus “o Filho do seu amor”. A graça de Deus se manifestou a nós por causa do seu amado Filho – Jesus!
REMIDOS PELO FILHO ― 1.7-12
Jesus, o Redentor ― v.7
A parte da redenção compete ao Filho de Deus, Jesus Cristo. Ele é o nosso Redentor. Para entendermos este assunto devemos conhecer o sentido da palavra redenção, que significa comprar outra vez. Cristo pagou o preço de nossa redenção. Visto que Ele foi o preço dessa redenção, fomos libertados para Deus (Mt 20.28). O homem não pode redimir-se por outro meio que não seja a obra expiatória de Cristo. Ser redimido é a necessidade básica que o pecador tem da graça de Deus.
O fato da redenção ― v.7
“...em quem temos a redenção”. A redenção está ligada à idéia de sacrifício com derramamento de sangue (Lv 17.11; Hb 9.22). A morte de Jesus com o derramamento do seu precioso sangue resultou na remissão de nossos pecados. O efeito da redenção é a nossa justificação (Rm 5.1). Todos os pecados forma expiados pelo sangue de Cristo, como diz ainda o versículo: “...pelo seu sangue, a remissão das ofensas...”. A remissão dos pecados foi um ato do amor grandioso de Deus, conforme registra a Escritura em continuação: “...segundo as riquezas da sua graça”. O acesso às riquezas da graça de Deus é precedido pela remissão dos pecados, que deve ter ação constante contra os pecados involuntários que cometemos, pois se a pena do pecado foi apagada na cruz, temos agora de vigiar contra o poder do pecado que procura impedir nossa comunhão verdadeira com Deus.
O efeito da redenção ― v.8
“Que ele fez abundar para conosco”. A abundância das “riquezas da sua graça” (v.7) terá sua efetivação mediante o perdão dos pecados, “em toda a sabedoria e prudência”. O sentido dessa expressão indica o pleno conhecimento que todo crente deve ter de si mesmo, de sua salvação, de seu estado moral e de suas relações com Cristo. A forma de vida que adotamos como crentes é que determina a disposição de Deus para que abundemos nas “riquezas da sua graça”. A benção da redenção no verso oito é estritamente divina, sem nenhum mérito humano.
A revelação do mistério da redenção ― v.9
“Descobrindo-nos o mistério da sua vontade”. Qual será esse mistério? Qual é o mistério da sua vontade descoberto hoje? É a salvação eterna em Cristo Jesus, revelada como o “mistério da piedade” (1Tm 3.16) Esse mistério glorioso “se fez carne” na Pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.14).
A dispensação da redenção ― v.10
“...dispensação da plenitude dos tempos”. A palavra “dispensação” significa administração. O Novo Testamento emprega essa palavra para referir-se às diferentes administrações das bênçãos de Deus. A Bíblia fala de sete dispensações, e cada uma equivale a um período especial em que Deus administrou sua economia na terra. No grego, a palavra “dispensação” é oikonomia e dela deriva a palavra “economia”. No uso bíblico, dispensação é a administração divina sobre todas as coisas criadas. O sentido literal é a administração de assuntos de uma casa.
A plenitude dos tempos da redenção ― v.10
“Plenitude dos tempos” é uma expressão que indica o fim de uma época ou de um período em Cristo colocará cada coisa no seu lugar, e tudo quanto Deus planejou em Cristo, segundo o seu eterno propósito, alcançará completa realização. Nos versículos anteriores, Cristo completou a obra que tinha que fazer em relação à salvação da humanidade; completada toda a obra, Deus Pai reunirá “em Cristo todas as coisas”. A expressão “todas as coisas” inclui “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Cl 1.16-19) e devem ser reunidas em Cristo. TUDO deve ser renovado e restaurado em Cristo. O sentido da palavra “reunir” é recapitular, ou somar em um, ou unir sob uma cabeça. é o que Deus fará! Um dia Deus juntará em Cristo todos os remidos pelo seu sangue. A redenção efetuada por Cristo inclui o céu e a terra, quando Ele restabelecerá tudo para uma nova vida, um novo reino espiritual e eterno, em que os ímpios e os demônios serão lançados fora da presença de Deus para sempre (Ap 21.8). A expressão “juntará todas as coisas em Cristo” não se limita apenas à Igreja arrebatada, mas refere-se também a todo o universo. A parte final do versículo – “tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” – inclui toda a criação. Homens e anjos, absolutamente tudo há de encontrar seu fim no grande vitorioso: JESUS (Cl 1.15,16).
A grande benção da redenção ― v.11
“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança”. O direito à herança é alcançado, não por mera casualidade nem por méritos humanos, mas pela graça de Deus, pelo cumprimento do seu propósito, tornando-nos aptos para receber esta gloriosa benção – “feitos herança” – do Senhor. No Antigo Testamento o povo de Israel era a herança de Deus, mas perdeu esse direito por sua incredulidade. Em seu lugar, isto é, em Cristo, fomos feitos herança sua. O texto indica que nos fez herança dEle, conquistada no Calvário por Ele e para Ele. Agora somos co-herdeiros com Cristo da herança que Deus nos tem preparado na eternidade, segundo o seu eterno propósito.
A predestinação no propósito da redenção ― v.11
“...havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas”. A colocação da palavra “predestinação” nesse texto tem dado margem a uma interpretação errada sobre a questão da soberania de Deus. O fato da soberania de Deus é incontestável, mas o resultado proposto por muitos intérpretes é injusto, pois torna este Deus, soberano em sua vontade, injusto e incoerente com sua própria Palavra. Deus é soberano e faz o que lhe apraz, mas Ele é justo e imparcial, dando a todos os homens a mesma oportunidade. Entretanto, Deus conhece aqueles que lhe servem e os que não querem servi-lo. O significado da palavra “predestinar” é estabelecer o destino antes. Deus estabeleceu o destino de todos os que aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador para pertencerem à herança divina. Em Romanos 8.28, a Escritura diz que somos “chamados por seu decreto”. O destino dos crentes em Cristo está predestinado automaticamente para a salvação. O livre-arbítrio das pessoas indicará o seu destino escolhido. Na aceitação ou rejeição da obra de Cristo se cumprirá a soberana vontade de Deus. Ele conhece cada ser humano, em todos os tempos, e não se esquece de nenhum detalhe. Conhece os milhões e milhões de corações livres para decidirem sobre suas próprias vidas, e Ele sabe quais e quantas aceitarão sua vontade divina.
A soberania do conselho da vontade divina na redenção ― vv.11,12
A gloriosa esperança dos crentes está no fato de que Deus fez tudo “segundo o conselho da sua vontade” (v.11). Esse conselho indica a Trindade constituída do Pai, do Filho e do Espírito Santo decidindo o destino dos homens. As palavras “predestinados”, “propósito”, “conselho” e “vontade” estão em íntima relação e mostram claramente toda a soberania de Deus. O fim desse propósito divino revela-se no verso 12, quando diz que alcançamos essas bênçãos “para louvor da sua glória”.
A promessa da redenção para judeus e gentios ― v.12
As palavras finais do versículo dizem: “...nós, os que primeiro esperamos em Cristo”. A quem Paulo está se referindo? Aos judeus, visto que ele mesmo era judeu. A colocação da frase indica o seu estado anterior quando desconhecia a Cristo. Paulo estabelece aqui o contraste entre os judeus e os gentios para mostrar que, tanto uns quanto outros, têm o mesmo direito de posse em Cristo. Por outro modo, Paulo designa os judeus (“nós”) que esperavam a promessa da primeira vinda de Jesus (Is 53) quando diz: “...nós, os que primeiro esperamos”. Depois, no verso 13, ele se dirige aos gentios convertidos (“vós”) que têm recebido o “Espírito Santo da promessa”. Portanto, judeus e gentios têm os mesmos direitos e privilégios em Cristo Jesus, nosso Senhor.
SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO ― 1.13,14
O verso 13 diz literalmente: “...e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Aqui Paulo inclui tanto judeus como gentios na participação da promessa do Espírito Santo. A expressão inicial “tendo nele crido” refere-se naturalmente a Cristo, e o pronome “vós” indica os que haviam crido em Cristo. No versículo 12 Paulo usou o pronome “nós” para referir-se aos judeus, e no 13, o pronome “vós” para referir-se aos gentios participantes da mesma benção.
O ministério do Espírito Santo na redenção ― vv.13,14
Os dois versículos apresentam o ministério do Espírito Santo revelando-nos que, sem a participação dEle para promover a fé em Cristo (Jo 16.8-10), a salvação seria incompleta. O Pai a planejou, o Filho a providenciou e o Espírito Santo a aplicou. É a Terceira Pessoa da Trindade quem nos leva a nos apropriarmos dessa fé em Cristo.
O selo da redenção ― v.13
“...fostes selados”. O ato de selar tem o significado de marcar alguma coisa. É publicar o direito de posse sobre o objeto selado. Quando cremos em Jesus, o Espírito Santo procura assegurar seu direito de posse sobre nós, não importa a classe, raça ou língua. Em Cristo tornamo-nos um só povo, tendo a mesma marca – o Espírito Santo. Várias são as razões pelas quais se usa um selo. Primeira, para certificar e confirmar como verdadeira alguma coisa. Segunda, para assinalar propriedade particular. Terceira, para assegurar direito de posse. O testemunho desse selo nos crentes se encontra em várias passagens bíblicas, como Romanos 5.5; 8.16 e 1 João 5.10.
A identificação do selo como promessa ― v.13
“...com o Espírito Santo da promessa” é uma expressão que indica a promessa divina feita tanto no Antigo como no Novo Testamento. A promessa da operação do Espírito Santo em nós, sobre nós, ao redor e dentro de nós explica o sentido do versículo 13. O fruto do Espírito (Gl 5.22) é o resultado vibrante e visível do selo do “Espírito Santo da promessa” nos crentes.
O penhor da redenção ― v.14
“O qual é o penhor da nossa herança”. Outra vez fala do Espírito Santo. A palavra penhor tem o sentido de alguma coisa de valor dada para assegurar o direito de posse. A continuação do verso – “para a redenção da possessão de Deus” – aclara o 13. Notemos que a possessão espiritual é recíproca, pois tanto é nossa quanto é de Deus. Temos posse do Espírito Santo, e essa possessão assegura o mesmo direito a Deus – somos dEle! Nossa herança é ampla, pois a temos em parte aqui na terra, como a temos no Céu, e o Espírito Santo em nós é direito à herança prometida no Céu.
1 Pe 3.15 Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, Blog 100% Cristão
sábado, 18 de junho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Profecias

As previsões dos Maias e de um antigo livro chinês afirmam que o fim do mundo acontecerá no dia 21 de dezembro de 2012; outros falam que haverá uma invasão de “extraterrestres”. Já houve tantas datas anunciadas para o fim do mundo, mas todas falharam. Não podemos esquecer que a Bíblia é a única bússola confiável, capaz de nos orientar quanto aos eventos futuros. Através dela somos exortados: “...acaso, não consultará o povo ao seu Deus?” (Is 8.19; 45.11). Esse convite é estendido novamente a todos nossos queridos amigos para, juntos, participarmos do 13º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética, nos dias 19-22 de outubro de 2011, em Águas de Lindóia-SP.
Necessitamos urgentemente duma direção clara a seguir nesses tempos finais, para nos mantermos no caminho estreito e alcançarmos o maravilhoso alvo prometido! O Senhor deseja renovar nosso ânimo e nos abençoar através da comunhão e da Sua Palavra, para que, em meio à turbulência de nosso tempo, sejamos luz e sal para os que vivem ao nosso redor!
Aguardamos a sua presença com grande alegria, desta vez novamente em Águas de Lindóia/SP – Hotel Monte Real, para esta farta programação, acrescida de algumas novidades.
Nós o saudamos cordialmente, unidos em Jesus Cristo
Dieter Steiger
Notícias

Ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste domingo durante confrontos entre forças de segurança e manifestantes nas fronteiras de Israel com os territórios palestinos, com a Síria e com o Líbano.
Os protestos realizados em várias cidades marcam a Nakba, ou a catástrofe, como os palestinos se referem à independência de Israel, em maio de 1948.
Na época, centenas de milhares de palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas durante os conflitos que se seguiram à independência.
Segundo o correspondente da BBC John Donnison, em Ramallah, os protestos deste ano ganharam ímpeto com a onda de manifestações pró-democracia que vêm ocorrendo desde o início do ano no Oriente Médio e no norte da África.
Em um discurso transmitido em TV nacional na noite deste domingo, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que esperava que a calma e a tranquilidade fossem retomadas rapidamente. 'Mas que ninguém se engane, estamos determinados a defender nossas fronteiras e nossa soberania.'
Barreiras
Os confrontos deste domingo ocorreram em quatro pontos separados das fronteiras de Israel - a passagem de Erez, na fronteira com a Faixa de Gaza, perto de Ramallah, na Cisjordânia, nas Golinas do Golã, na fronteira com a Síria, e na fronteira com o Líbano, ao norte do país. Também houve protestos na Jordânia.
De acordo com o Exército do Líbano, dez pessoas foram mortas e mais de 120 ficaram feridas.
Dezenas de ônibus levaram manifestantes ao local para o protesto batizado de 'Marcha para o retorno à Palestina'.
Soldados libaneses dispararam para o ar para tentar dissipar os manifestantes. O Exército israelense disparou do outro lado da fronteira quando os manifestantes teriam começado a destruir as barreiras.
Golã
Na fronteira com a Síria, dois homens foram mortos e cerca de 20 foram feridos à medida que manifestantes derrubavam uma barreira e entraram nas Cólicas de Golã.
O Exército de Israel afirmou que o episódio foi uma incursão 'séria' em seu território e que dezenas de manifestantes conseguiram entrar no território israelense.
A região das Colinas do Golã foi tomada por Israel da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente foram anexadas ao território israelense, numa ação não reconhecida pela comunidade internacional.
Já na Jordânia, as forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes na cidade de Al-Karama, na divisa com Israel. Dezenas de pessoas foram presas.
Pedras
Na fronteira entre Israel e Gaza, na passagem de Erez, as tropas israelenses abriram fogo com tanques e metralhadoras contra um grupo que tentava cruzar a fronteira, deixando ao menos 45 feridos, segundo autoridades médicas palestinas.
Em Ramallah, houve registro de confrontos entre manifestantes e soldados num posto fronteiriço no caminho para Jerusalém.
Os manifestantes atiraram pedras contra os soldados, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha.
Em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, um motorista árabe-israelense foi detido após o caminhão que dirigia ter se chocado com pedestres, matando uma pessoa.
A polícia israelense investiga se a ação foi deliberada em protesto pelo dia da Nakba.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
Casal homossexual registra união estável em Curitiba
CURITIBA - O casal de homossexuais Toni Reis, 43 anos, e David Harrad, 53 anos, registrou nesta segunda-feira, 9, no início da tarde, o contrato de união estável no 6º Tabelionato de Curitiba. Pelo novo entendimento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada, a união entre pessoas do mesmo sexo passa a ser reconhecida como entidade familiar. 'Agora somos uma família com todos os direitos', comemorou Reis, que é presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).
Segundo ele, foi a primeira união registrada após a votação da última quinta-feira. Logo depois, em outro cartório de Curitiba, duas mulheres - Daiana Bruneto e Léa Ribas - também assinaram documento idêntico. 'Ganhamos essa batalha, mas não ganhamos a guerra completa, ganhar a guerra completa seria a igualdade de direitos, a discriminação e a não homofobia', afirmou Reis. Ele disse ter entendido a recusa de alguns cartórios em registrar a união, pois alegavam que precisaria aguardar a publicação da decisão do STF. 'Eles estavam inseguros, não sabiam como fazer', ponderou.
O casal chegou ao cartório de braços dados, caminhando pela calçada de uma das ruas bem movimentadas de Curitiba, ambos com cravos vermelhos na lapela do paletó e cobertos por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. 'Estamos muito felizes, embora nervosos e ansiosos', disse Reis, que é professor. O próximo passo por eles traçado é entregar o documento da união estável na Vara da Infância e Juventude, onde têm pedido de adoção de um casal de crianças desde 2005. 'Somos uma família, não a tradicional, mas uma família', acentuou Reis.
Os dois conheceram-se na Inglaterra, onde nasceu Harrad, que hoje trabalha como tradutor. Após o britânico ter se divorciado da mulher, ambos vieram ao Brasil e vivem juntos há 21 anos. De acordo com o tabelião substituto Elton Jorge Targa, que assinou o registro de união estável, não há mudança substancial em relação aos documentos de união homoafetiva que já eram realizados. 'Estamos em um estado democrático de direito e temos que atender à sociedade como um todo', afirmou.
Após a assinatura do documento, que lhes custou R$ 89,30 pela tabela vigente no Paraná, Reis e Harrad foram até a entrada do edifício onde fica o tabelionato para, diante de pedestres, selarem o ato com um beijo. Não houve nenhum protesto de quem passava pela rua e algumas pessoas aproveitaram para tirar fotos. Reis disse que o evento seria comemorado apenas com um chope em um tradicional local em que normalmente se encontram. 'A festa ficará para daqui a quatro anos, quando faremos bodas de prata', afirmou.
Veja também:
Para STF, leis que venham a restringir direitos de gays serão inconstitucionais
Bancada evangélica quer lei para impedir casamento em igrejacasamento
Forças Armadas vão garantir direitos de casais gays, diz Jobim
Entenda como ficam as uniões homoafetivas a partir da votação do STF
Segundo ele, foi a primeira união registrada após a votação da última quinta-feira. Logo depois, em outro cartório de Curitiba, duas mulheres - Daiana Bruneto e Léa Ribas - também assinaram documento idêntico. 'Ganhamos essa batalha, mas não ganhamos a guerra completa, ganhar a guerra completa seria a igualdade de direitos, a discriminação e a não homofobia', afirmou Reis. Ele disse ter entendido a recusa de alguns cartórios em registrar a união, pois alegavam que precisaria aguardar a publicação da decisão do STF. 'Eles estavam inseguros, não sabiam como fazer', ponderou.
O casal chegou ao cartório de braços dados, caminhando pela calçada de uma das ruas bem movimentadas de Curitiba, ambos com cravos vermelhos na lapela do paletó e cobertos por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. 'Estamos muito felizes, embora nervosos e ansiosos', disse Reis, que é professor. O próximo passo por eles traçado é entregar o documento da união estável na Vara da Infância e Juventude, onde têm pedido de adoção de um casal de crianças desde 2005. 'Somos uma família, não a tradicional, mas uma família', acentuou Reis.
Os dois conheceram-se na Inglaterra, onde nasceu Harrad, que hoje trabalha como tradutor. Após o britânico ter se divorciado da mulher, ambos vieram ao Brasil e vivem juntos há 21 anos. De acordo com o tabelião substituto Elton Jorge Targa, que assinou o registro de união estável, não há mudança substancial em relação aos documentos de união homoafetiva que já eram realizados. 'Estamos em um estado democrático de direito e temos que atender à sociedade como um todo', afirmou.
Após a assinatura do documento, que lhes custou R$ 89,30 pela tabela vigente no Paraná, Reis e Harrad foram até a entrada do edifício onde fica o tabelionato para, diante de pedestres, selarem o ato com um beijo. Não houve nenhum protesto de quem passava pela rua e algumas pessoas aproveitaram para tirar fotos. Reis disse que o evento seria comemorado apenas com um chope em um tradicional local em que normalmente se encontram. 'A festa ficará para daqui a quatro anos, quando faremos bodas de prata', afirmou.
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Os Dons de Poder - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 9 de Maio de 2011 as 09:03:53 PM Comente
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA: 15/05/2011
TÍTULO: “OS DONS DE PODER”
TEXTO ÁUREO – At 8:6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 8:5-8; I Cor 12:4-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
• Hoje estudaremos os dons que FAZEM algo; são os DONS DE PODER, ou seja, PODER PARA RECEBER, OPERAR OU REALIZAR ALGO SOBRENATURAL. São eles: DOM DA FÉ, AS OPERAÇÕES DE MILAGRES e DONS DE CURAS.
II - O DOM DA FÉ:
• (A) – É um dom do Espírito para que o crente possa RECEBER milagres.
• (B) - Dom da fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu.
• (C) - Aqueles que possuem o dom da fé creem em Deus de tal maneira, que o Senhor honra a palavra dos Seus servos como se fosse Sua e a cumpre, milagrosamente.
• (D) - O dom da fé é uma dotação sobrenatural pelo Espírito Santo, mediante a qual, aquilo que o homem declara ou deseja, ou ainda o que Deus fala, acabará se cumprindo, de qualquer maneira.
• Vamos aos exemplos bíblicos para melhor esclarecimento:
• (1º) - Dn 3:13-30 – Nem as insinuações enciumadas dos caldeus, nem as terríveis ameaças do rei Nabucodonozor amedrontaram os três jovens. Possuíam o dom da fé, pois RECEBERAM o milagre.
• (2º) - Dn 6:16-23 – Além do Dom da Fé (pois Daniel RECEBEU o milagre), notemos que aqui também houve a atuação do Dom de Discernimento de Espíritos (v. 22).
• Comparemos as duas passagens bíblicas acima citadas com Hb 11:32-34.
• (3º) - Jz 15:18-19 – Sansão também RECEBEU o milagre. Por mais emaranhada que esteja nossa situação, o poder de Deus nos pode libertar. E isso não é tudo! No lugar onde alcançarmos a vitória, brotará aquela fonte de água que é alimentada do trono de Deus e a alma exaurida pelo esforço, beberá e se reanimará. Senhor, dá-nos o Dom da Fé e leva-nos a beber desta fonte!
• (4º) - At 12:1-12 – Reparemos que, além do Dom da Fé (pois Pedro RECEBEU o milagre), houve também o Dom de Discernimento de Espíritos (vs. 9-11). A situação parecia impossível. Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão, vigiado por dezesseis soldados (quatro quaternos). Mesmo sabendo que naquela noite iria morrer, Pedro dormia tranquilamente (v.6). Ou seja, tinha certeza de que Deus daria livramento. Um grupo em oração é mais forte do que as mais fortes precauções do poder humano.
• (5º) - At 27:21-26 – Vemos em operação o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória em meio a um temporal, ou seja, ele RECEBEU o milagre. Reparemos, também, que houve manifestações do Dom da Palavra da Sabedoria (vs. 22, 24, 26 – fatos que iriam acontecer) e o Dom de Discernimento de Espíritos (v. 23).
• (6º) - At 28:1-6 – Vemos aqui o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória, depois de mordido por uma víbora. Ele RECEBEU o milagre.
• (7º) - I Rs 17:2-6 – Elias RECEBEU o milagre, possuindo tamanha fé para o seu sustento sobrenatural. Deus cuidou da subsistência de Elias, responsabilizando-se pelos suprimentos necessários.
• (8º) - Gn 15:1-6; 17:15-22; 18:9-16; 21:1-8 - Nasceria um filho de um casal em que o homem tem 100 anos e a mulher 90 anos? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
• Gn 22:1-19 - Poderia alguém matar um filho e depois voltar para casa com este filho vivo? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES:
• (A) – Também é denominado de DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, DOM DE OPERAÇÕES MILAGROSAS ou DOM DE PODERES MILAGROSOS.
• (B) – É um dom do Espírito Santo, dado ao servo de Deus para que este possa OPERAR MILAGRES.
• (C) - É uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem costumeira, mediante o poder do Espírito de Deus.
• Vamos aos exemplos bíblicos para uma melhor compreensão:
• (1º) - Js 10:12-14 – Josué OPEROU um milagre na natureza. Deus faz grandes milagres que os homens da ciência mal compreendem (Lc 1:37). A palavra hebraica “DAMAM” não significa só “DETÉM-TE”, mas também “SILENCIA-TE”, “ACABA”, “PÁRA”. Josué orou pedindo um milagre e Deus atendeu a sua oração. O crente não deve hesitar em orar para que o Senhor opere maravilhas em seu favor. O povo de Deus vive num mundo hostil e maligno, enfrentando grandes desafios e dificuldades. Às vezes, há necessidade do Dom de Operação de Milagres para o cumprimento do plano e propósito de Deus na vida do crente.
• (2º) – II Rs 20:8-11 – Isaías OPEROU um milagre na natureza. Não sabemos exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio do sol. O que está claro é que assim aconteceu, mediante o grande poder de Deus.
• Vejamos outros demais exemplos, devendo sempre ser observado que os servos do Senhor OPERAVAM O MILAGRE, o que caracteriza a atuação do Dom de Operação de Milagres:
• Sansão - Jz 14:5-6; 15:14-15; 16:25-30;
• Elias - I Rs 17:12-16; 18:41-46; II Rs 2:6-8;
• Eliseu – II Rs 2:12-15; 3:14-20; 4:1-7;
• Moisés - Ex 7:10, 20-21; 8:5-6, 16-17, 20-24; 9:8-10, 22-26; 10:12-15; 22-23; 14:13-14, 21-22; 17:1-7;
• Jesus - Jo 2:1-11; 6:5-14; 9:6-7.
IV - DONS DE CURAS:
• (A) - No grego original, cada vez que esse dom de poder é mencionado, tanto a expressão “DONS” quanto a expressão “CURAS” ficam no plural: DONS DE CURAS. Não existe, portanto, “o dom da cura”; “dons de cura”; “dom de curar”; etc.
• (B) - O propósito do Dons de Curas é LIBERTAR OS ENFERMOS E DESTRUIR AS OBRAS DO DIABO NO CORPO HUMANO.
• (C) - Os dons de curas são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade, sem meios naturais de qualquer origem (At 10:38; Lc 6:6-11; At 8:6-7; 28:8-10).
• Não se deve entender que quem possui esse dom tenha poder de curar a todos; deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.
• O próprio Cristo foi limitado em Sua capacidade de operar milagres por causa da incredulidade do povo - Mt 13:58.
• I Tm 5:23; II Tm 4:20 - Paulo não curou nem a Timóteo, nem a Trófimo.
V – A RESSURREIÇÃO DE MORTOS :
• I Rs 17:17-24; II Rs 4:18-37; Lc 7:11-17; 8:49-56; Jo 11:33-45; At 9:36-43; At 20:7-12
• No caso do milagre da ressurreição de mortos, OS TRÊS DONS ENTRAM EM OPERAÇÃO CONJUNTAMENTE: O DOM DA FÉ; O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES e OS DONS DE CURAS.
• Em primeiro lugar, é necessário o DOM DA FÉ PARA CHAMAR O ESPÍRITO DA PESSOA DE VOLTA, DEPOIS DE TER DEIXADO O CORPO;
• Em segundo lugar, é necessário o DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES para ressuscitar a pessoa;
• Em terceiro lugar é necessário os DONS DE CURAS, porquanto, de outra forma, a pessoa não curada voltaria, imediatamente, a morrer. Por exemplo: Lázaro estava enfermo. Quando Jesus o ressuscitou, o mesmo voltou à vida completamente curado de sua enfermidade (Jo 12:1-2).
VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
• Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da Sua Igreja na terra, destacam-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo apóstolo Paulo como agentes de poder e de vitória a habilitarem a Igreja para o cumprimento da sua missão no mundo. Por isso, como declarou Frank M. Boyd, estudioso da doutrina pentecostal, que “a menos que os dons do Espírito Santo sejam claramente definidos e cuidadosamente classificados em primeiro lugar, seu propósito não será entendido e podem ser mal usados, a glória do Senhor pode ser roubada e a Igreja pode deixar de receber grandes benefícios que esses dons devem trazer”.
Fonte de consulta:
• Lições Bíblicas CPAD – 3° trimestre de 1988 – Comentarista: Raimundo de Oliveira
• A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
• Comentário Bíblico Devocional V.T. e N.T. – F. B. Meyer – Editora Betânia
• Revista “OBREIRO APROVADO”, ANO XVI – Nº 63
• Comentário Bíblico Broadman, Vol 10 - JUERP.
• Introdução e Comentário – Cartas Aos Coríntios - Frank M. Boyd - CPAD
• A Mensagem de I Coríntios - David Prior, John R. W. Stott - ABU Editora
• As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD – Raimundo de Oliveira
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos
Publicado em 9 de Maio de 2011 as 09:03:53 PM Comente
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 07 - DATA: 15/05/2011
TÍTULO: “OS DONS DE PODER”
TEXTO ÁUREO – At 8:6
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: At 8:5-8; I Cor 12:4-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/
I – INTRODUÇÃO:
• Hoje estudaremos os dons que FAZEM algo; são os DONS DE PODER, ou seja, PODER PARA RECEBER, OPERAR OU REALIZAR ALGO SOBRENATURAL. São eles: DOM DA FÉ, AS OPERAÇÕES DE MILAGRES e DONS DE CURAS.
II - O DOM DA FÉ:
• (A) – É um dom do Espírito para que o crente possa RECEBER milagres.
• (B) - Dom da fé é acreditar que o impossível de acontecer já aconteceu.
• (C) - Aqueles que possuem o dom da fé creem em Deus de tal maneira, que o Senhor honra a palavra dos Seus servos como se fosse Sua e a cumpre, milagrosamente.
• (D) - O dom da fé é uma dotação sobrenatural pelo Espírito Santo, mediante a qual, aquilo que o homem declara ou deseja, ou ainda o que Deus fala, acabará se cumprindo, de qualquer maneira.
• Vamos aos exemplos bíblicos para melhor esclarecimento:
• (1º) - Dn 3:13-30 – Nem as insinuações enciumadas dos caldeus, nem as terríveis ameaças do rei Nabucodonozor amedrontaram os três jovens. Possuíam o dom da fé, pois RECEBERAM o milagre.
• (2º) - Dn 6:16-23 – Além do Dom da Fé (pois Daniel RECEBEU o milagre), notemos que aqui também houve a atuação do Dom de Discernimento de Espíritos (v. 22).
• Comparemos as duas passagens bíblicas acima citadas com Hb 11:32-34.
• (3º) - Jz 15:18-19 – Sansão também RECEBEU o milagre. Por mais emaranhada que esteja nossa situação, o poder de Deus nos pode libertar. E isso não é tudo! No lugar onde alcançarmos a vitória, brotará aquela fonte de água que é alimentada do trono de Deus e a alma exaurida pelo esforço, beberá e se reanimará. Senhor, dá-nos o Dom da Fé e leva-nos a beber desta fonte!
• (4º) - At 12:1-12 – Reparemos que, além do Dom da Fé (pois Pedro RECEBEU o milagre), houve também o Dom de Discernimento de Espíritos (vs. 9-11). A situação parecia impossível. Tiago fora morto. Herodes mantinha Pedro na prisão, vigiado por dezesseis soldados (quatro quaternos). Mesmo sabendo que naquela noite iria morrer, Pedro dormia tranquilamente (v.6). Ou seja, tinha certeza de que Deus daria livramento. Um grupo em oração é mais forte do que as mais fortes precauções do poder humano.
• (5º) - At 27:21-26 – Vemos em operação o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória em meio a um temporal, ou seja, ele RECEBEU o milagre. Reparemos, também, que houve manifestações do Dom da Palavra da Sabedoria (vs. 22, 24, 26 – fatos que iriam acontecer) e o Dom de Discernimento de Espíritos (v. 23).
• (6º) - At 28:1-6 – Vemos aqui o Dom da Fé, pois Paulo tinha certeza da vitória, depois de mordido por uma víbora. Ele RECEBEU o milagre.
• (7º) - I Rs 17:2-6 – Elias RECEBEU o milagre, possuindo tamanha fé para o seu sustento sobrenatural. Deus cuidou da subsistência de Elias, responsabilizando-se pelos suprimentos necessários.
• (8º) - Gn 15:1-6; 17:15-22; 18:9-16; 21:1-8 - Nasceria um filho de um casal em que o homem tem 100 anos e a mulher 90 anos? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
• Gn 22:1-19 - Poderia alguém matar um filho e depois voltar para casa com este filho vivo? Abraão creu e assim foi. Ele RECEBEU o milagre.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES:
• (A) – Também é denominado de DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS, DOM DE OPERAÇÕES MILAGROSAS ou DOM DE PODERES MILAGROSOS.
• (B) – É um dom do Espírito Santo, dado ao servo de Deus para que este possa OPERAR MILAGRES.
• (C) - É uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem costumeira, mediante o poder do Espírito de Deus.
• Vamos aos exemplos bíblicos para uma melhor compreensão:
• (1º) - Js 10:12-14 – Josué OPEROU um milagre na natureza. Deus faz grandes milagres que os homens da ciência mal compreendem (Lc 1:37). A palavra hebraica “DAMAM” não significa só “DETÉM-TE”, mas também “SILENCIA-TE”, “ACABA”, “PÁRA”. Josué orou pedindo um milagre e Deus atendeu a sua oração. O crente não deve hesitar em orar para que o Senhor opere maravilhas em seu favor. O povo de Deus vive num mundo hostil e maligno, enfrentando grandes desafios e dificuldades. Às vezes, há necessidade do Dom de Operação de Milagres para o cumprimento do plano e propósito de Deus na vida do crente.
• (2º) – II Rs 20:8-11 – Isaías OPEROU um milagre na natureza. Não sabemos exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio do sol. O que está claro é que assim aconteceu, mediante o grande poder de Deus.
• Vejamos outros demais exemplos, devendo sempre ser observado que os servos do Senhor OPERAVAM O MILAGRE, o que caracteriza a atuação do Dom de Operação de Milagres:
• Sansão - Jz 14:5-6; 15:14-15; 16:25-30;
• Elias - I Rs 17:12-16; 18:41-46; II Rs 2:6-8;
• Eliseu – II Rs 2:12-15; 3:14-20; 4:1-7;
• Moisés - Ex 7:10, 20-21; 8:5-6, 16-17, 20-24; 9:8-10, 22-26; 10:12-15; 22-23; 14:13-14, 21-22; 17:1-7;
• Jesus - Jo 2:1-11; 6:5-14; 9:6-7.
IV - DONS DE CURAS:
• (A) - No grego original, cada vez que esse dom de poder é mencionado, tanto a expressão “DONS” quanto a expressão “CURAS” ficam no plural: DONS DE CURAS. Não existe, portanto, “o dom da cura”; “dons de cura”; “dom de curar”; etc.
• (B) - O propósito do Dons de Curas é LIBERTAR OS ENFERMOS E DESTRUIR AS OBRAS DO DIABO NO CORPO HUMANO.
• (C) - Os dons de curas são dados por Deus visando a cura sobrenatural da enfermidade, sem meios naturais de qualquer origem (At 10:38; Lc 6:6-11; At 8:6-7; 28:8-10).
• Não se deve entender que quem possui esse dom tenha poder de curar a todos; deve dar-se lugar à soberania de Deus e à atitude e condição espiritual do enfermo.
• O próprio Cristo foi limitado em Sua capacidade de operar milagres por causa da incredulidade do povo - Mt 13:58.
• I Tm 5:23; II Tm 4:20 - Paulo não curou nem a Timóteo, nem a Trófimo.
V – A RESSURREIÇÃO DE MORTOS :
• I Rs 17:17-24; II Rs 4:18-37; Lc 7:11-17; 8:49-56; Jo 11:33-45; At 9:36-43; At 20:7-12
• No caso do milagre da ressurreição de mortos, OS TRÊS DONS ENTRAM EM OPERAÇÃO CONJUNTAMENTE: O DOM DA FÉ; O DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES e OS DONS DE CURAS.
• Em primeiro lugar, é necessário o DOM DA FÉ PARA CHAMAR O ESPÍRITO DA PESSOA DE VOLTA, DEPOIS DE TER DEIXADO O CORPO;
• Em segundo lugar, é necessário o DOM DE OPERAÇÃO DE MILAGRES para ressuscitar a pessoa;
• Em terceiro lugar é necessário os DONS DE CURAS, porquanto, de outra forma, a pessoa não curada voltaria, imediatamente, a morrer. Por exemplo: Lázaro estava enfermo. Quando Jesus o ressuscitou, o mesmo voltou à vida completamente curado de sua enfermidade (Jo 12:1-2).
VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
• Dentre as insondáveis riquezas espirituais que Deus coloca à disposição da Sua Igreja na terra, destacam-se os dons do Espírito Santo, apresentados pelo apóstolo Paulo como agentes de poder e de vitória a habilitarem a Igreja para o cumprimento da sua missão no mundo. Por isso, como declarou Frank M. Boyd, estudioso da doutrina pentecostal, que “a menos que os dons do Espírito Santo sejam claramente definidos e cuidadosamente classificados em primeiro lugar, seu propósito não será entendido e podem ser mal usados, a glória do Senhor pode ser roubada e a Igreja pode deixar de receber grandes benefícios que esses dons devem trazer”.
Fonte de consulta:
• Lições Bíblicas CPAD – 3° trimestre de 1988 – Comentarista: Raimundo de Oliveira
• A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
• Comentário Bíblico Devocional V.T. e N.T. – F. B. Meyer – Editora Betânia
• Revista “OBREIRO APROVADO”, ANO XVI – Nº 63
• Comentário Bíblico Broadman, Vol 10 - JUERP.
• Introdução e Comentário – Cartas Aos Coríntios - Frank M. Boyd - CPAD
• A Mensagem de I Coríntios - David Prior, John R. W. Stott - ABU Editora
• As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD – Raimundo de Oliveira
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segunda-feira, 1 de março de 2010
A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo
A Defesa da Autoridade Apostólica de Paulo - Pb. José Roberto A. Barbosa
Publicado em 1 de Março de 2010 as 08:41:44 AM Comente
Texto Áureo: II Co. 1.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 10.1-8,17,18. Pb. José Roberto A. Barbosa http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Objetivo: Ressaltar que sem a autoridade ministerial recebida do Senhor, jamais será possível desempenhar com eficácia o serviço cristão.
INTRODUÇÃO
Conforme temos estudado ao longo das lições do trimestre, Paulo sofreu forte oposição na cidade de Corinto. Nesses últimos capítulos da Segunda Epístola, o Apóstolo dos Gentios faz uma defesa veemente do seu ministério. Estudaremos, na aula de hoje, a petição de Paulo em relação ao seu apostolado, em seguida, destacaremos sua autoridade perante as críticas que recebeu em Corinto, e, ao final, atentaremos para as credenciais apostólicas de Paulo.
1. UMA PETIÇÃO APOSTÓLICA
Paulo inicia essa seção da epístola rogando aos irmãos pela mansidão e benignidade de Cristo. (II Co. 10.1). A solicitação apostólica está fundamentada na demonstração que Cristo deu da sua mansidão (Mt. 11.29). Essa é uma virtude sublime, constando, também, na relação dos elementos do Fruto do Espírito (Gl. 5.22). A benignidade se encontra no mesmo rol, a qual, no contexto da epístola, significa bondade e brandura. Assim acontecendo, Paulo não precisará ser ousado quando visitar os coríntios, ainda que esse reconheça fazê-lo caso seja necessário (II Co. 10.2). Tal atitude é justificada porque Paulo não está militando na carne. Ele não depende dos sofismas humanos, seu ministério está fundamentado no poder de Deus (II Co. 10.3). As armas da milícia de Paulo não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir as fortalezas (II Co. 10.4; Ef. 6.14-18). A proclamação do evangelho genuíno é a arma poderosa do Apóstolo (I Co. 1.17-25; 2.11-5; II co. 4.1-6; Rm. 1.16). A palavra de Deus é potente para destruir toda altivez que levante contra o conhecimento de Deus. O argumento do cristão é a verdade do evangelho de Cristo, pois esse foi meio que Deus utilizou para a salvação humana (I Co. 1.19; Rm. 1.16). A proclamação do genuíno evangelho de Cristo deva ser feita não com base em argumentos falaciosos e interesseiros, mas em submissão à Palavra, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Esse evangelho também é a base para disciplina da desobediência na igreja. O obreiro que se respalda na Palavra, ao invés de em experiências pessoais, tem respaldo e autoridade sobre a igreja.
2. AUTORIDADE APÓSTOLICA PERANTE AS CRÍTICAS
Nos versículos de 7 a 11 desse capítulo, Paulo responde às críticas dos coríntios. O Apóstolo conclama os crentes para que observem o que está evidente, isto é, para que vejam o que é óbvio. Se alguém confia em si mesmo quanto ao seu pertencimento em Cristo, deva avaliar sua condição à luz da Palavra de Deus, Cristo. A base da autoridade de Paulo está em seu comissionamento, proveniente do Senhor (II Co. 10.6). Não veio dele mesmo, mas de Jesus lhe conferiu essa responsabilidade, não para a ostentação, mas para a edificação, não para a destruição, mas para que os crentes crescessem na fé em Cristo (II Co. 10.7). Paulo tinha consciência da sua missão, de que era um embaixador de Cristo (II Co. 5.7). A consciência do Apóstolo se revelava em sua capacidade de distinguir o que o Senhor o havia revelado das suas opiniões pessoais (I Co. 7.10,25; II Co. 11.17). Com essa expressão, Paulo não quer parecer que escreveu essa carta para intimidar os crentes (II Co. 10.9). Essa era uma resposta àqueles que argumentavam que Paulo era contundente e agressivo em suas epístolas, mas de presença pessoal fraca. De fato, de acordo com os historiadores, Paulo era um homem de pequena estatura, calvo e de pernas tortas, troncudo, de sobrancelhas cerradas e nariz meio torto. Pelas descrições históricas, o Apóstolo não tinha uma presença física que possibilitasse autoridade e carisma, mas tinha a Palavra de Deus e havia sido escolhido por Deus para proclamá-la (I Co. 2.1-2). Algumas igrejas evangélicas modernas seguem esse caminho de Corinto. Ao invés de valorizarem obreiros que falem a Palavra, deixam-se levar pelas aparências (II Co. 10.10). Ainda que sejamos tesouros em vasos de barro, em carta ou em presença física, é em consonância com a Palavra, que temos autoridade da parte do Senhor para proclamar, com ousadia, a mensagem do evangelho de Cristo (II Co. 10.11).
3. AS CREDENCIAIS DO APÓSTOLADO DE PAULO
Paulo, diferentemente dos seus acusadores, evita comparações com outros, principalmente a fim de menosprezá-los. Essa era uma prática comum entre os falsos mestres de Corinto, que investiam no louvor próprio, uma atitude insensata (II Co. 10.12). Ao invés de viver fazendo comparações, Paulo se dedicava ao trabalho que devia ser feito e esperava que o Senhor julgasse as suas realizações (II Co. 10.13) e que o aprovasse, já que o obreiro e suas obras são avaliados por Deus (Rm. 16.10). Do mesmo modo, os obreiros dos dias de hoje devam estar preocupados, não no que é preciso dizer deles mesmos, mas no que o Senhor tem a dizer a respeito deles (I Co. 4.1-5). Os obreiros da igreja devam seguir o exemplo de Paulo e evitar fazerem comparações e jactarem-se dos seus feitos. O marketing pessoal passou a fazer parte do círculo evangélico e naturalizou-se de tal modo que os crentes acham normal o espírito de jactância de determinados obreiros. A política eclesiástica, em alguns casos, beira ao maquiavelismo, alguns “obreiros” fazem de tudo para não perderem o poder. Ficam paranóicos somente em pensar que serão postas em situações de risco. Puxam o tapete de quem se aproximar, receosos de perderem a posição. Mas o genuíno obreiro do Senhor não entra nessas disputas humanas, pois se dedica a manejar bem a Palavra da Verdade, por meio da qual será julgado (II Tm. 2.15). Seu compromisso com a Palavra de Deus é a sua principal credencial. Não importa o que os outros digam dele, contanto que o Senhor o aprove, pois é dEle a Palavra final.
CONCLUSÃO
É bem provável que alguns obreiros sérios, a semelhança de Paulo, não recebam a aprovação humana. Como ele, também sejam incompreendidos e até tachados de radicais ou conservadores. Mas diante do Senhor, receberão as palavras de conforto: bem está, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor (Mt. 25.21; Lc. 19.17). Lembremos das sábias palavras do hino 93 da Harpa Cristã, sobre o trabalho do cristão: “Pode ser humilde, mas se for p’ra Deus. Ele é contemplado lá dos altos céus. E o esforço feito não será em vão. Se tiver de Cristo, plena aprovação!. O obreiro fiel diz como João Batista: importa que Ele, Jesus, cresça, e que eu, diminua (Jo 3.30)
BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
Publicado em 1 de Março de 2010 as 08:41:44 AM Comente
Texto Áureo: II Co. 1.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 10.1-8,17,18. Pb. José Roberto A. Barbosa http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Objetivo: Ressaltar que sem a autoridade ministerial recebida do Senhor, jamais será possível desempenhar com eficácia o serviço cristão.
INTRODUÇÃO
Conforme temos estudado ao longo das lições do trimestre, Paulo sofreu forte oposição na cidade de Corinto. Nesses últimos capítulos da Segunda Epístola, o Apóstolo dos Gentios faz uma defesa veemente do seu ministério. Estudaremos, na aula de hoje, a petição de Paulo em relação ao seu apostolado, em seguida, destacaremos sua autoridade perante as críticas que recebeu em Corinto, e, ao final, atentaremos para as credenciais apostólicas de Paulo.
1. UMA PETIÇÃO APOSTÓLICA
Paulo inicia essa seção da epístola rogando aos irmãos pela mansidão e benignidade de Cristo. (II Co. 10.1). A solicitação apostólica está fundamentada na demonstração que Cristo deu da sua mansidão (Mt. 11.29). Essa é uma virtude sublime, constando, também, na relação dos elementos do Fruto do Espírito (Gl. 5.22). A benignidade se encontra no mesmo rol, a qual, no contexto da epístola, significa bondade e brandura. Assim acontecendo, Paulo não precisará ser ousado quando visitar os coríntios, ainda que esse reconheça fazê-lo caso seja necessário (II Co. 10.2). Tal atitude é justificada porque Paulo não está militando na carne. Ele não depende dos sofismas humanos, seu ministério está fundamentado no poder de Deus (II Co. 10.3). As armas da milícia de Paulo não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir as fortalezas (II Co. 10.4; Ef. 6.14-18). A proclamação do evangelho genuíno é a arma poderosa do Apóstolo (I Co. 1.17-25; 2.11-5; II co. 4.1-6; Rm. 1.16). A palavra de Deus é potente para destruir toda altivez que levante contra o conhecimento de Deus. O argumento do cristão é a verdade do evangelho de Cristo, pois esse foi meio que Deus utilizou para a salvação humana (I Co. 1.19; Rm. 1.16). A proclamação do genuíno evangelho de Cristo deva ser feita não com base em argumentos falaciosos e interesseiros, mas em submissão à Palavra, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Co. 10.5). Esse evangelho também é a base para disciplina da desobediência na igreja. O obreiro que se respalda na Palavra, ao invés de em experiências pessoais, tem respaldo e autoridade sobre a igreja.
2. AUTORIDADE APÓSTOLICA PERANTE AS CRÍTICAS
Nos versículos de 7 a 11 desse capítulo, Paulo responde às críticas dos coríntios. O Apóstolo conclama os crentes para que observem o que está evidente, isto é, para que vejam o que é óbvio. Se alguém confia em si mesmo quanto ao seu pertencimento em Cristo, deva avaliar sua condição à luz da Palavra de Deus, Cristo. A base da autoridade de Paulo está em seu comissionamento, proveniente do Senhor (II Co. 10.6). Não veio dele mesmo, mas de Jesus lhe conferiu essa responsabilidade, não para a ostentação, mas para a edificação, não para a destruição, mas para que os crentes crescessem na fé em Cristo (II Co. 10.7). Paulo tinha consciência da sua missão, de que era um embaixador de Cristo (II Co. 5.7). A consciência do Apóstolo se revelava em sua capacidade de distinguir o que o Senhor o havia revelado das suas opiniões pessoais (I Co. 7.10,25; II Co. 11.17). Com essa expressão, Paulo não quer parecer que escreveu essa carta para intimidar os crentes (II Co. 10.9). Essa era uma resposta àqueles que argumentavam que Paulo era contundente e agressivo em suas epístolas, mas de presença pessoal fraca. De fato, de acordo com os historiadores, Paulo era um homem de pequena estatura, calvo e de pernas tortas, troncudo, de sobrancelhas cerradas e nariz meio torto. Pelas descrições históricas, o Apóstolo não tinha uma presença física que possibilitasse autoridade e carisma, mas tinha a Palavra de Deus e havia sido escolhido por Deus para proclamá-la (I Co. 2.1-2). Algumas igrejas evangélicas modernas seguem esse caminho de Corinto. Ao invés de valorizarem obreiros que falem a Palavra, deixam-se levar pelas aparências (II Co. 10.10). Ainda que sejamos tesouros em vasos de barro, em carta ou em presença física, é em consonância com a Palavra, que temos autoridade da parte do Senhor para proclamar, com ousadia, a mensagem do evangelho de Cristo (II Co. 10.11).
3. AS CREDENCIAIS DO APÓSTOLADO DE PAULO
Paulo, diferentemente dos seus acusadores, evita comparações com outros, principalmente a fim de menosprezá-los. Essa era uma prática comum entre os falsos mestres de Corinto, que investiam no louvor próprio, uma atitude insensata (II Co. 10.12). Ao invés de viver fazendo comparações, Paulo se dedicava ao trabalho que devia ser feito e esperava que o Senhor julgasse as suas realizações (II Co. 10.13) e que o aprovasse, já que o obreiro e suas obras são avaliados por Deus (Rm. 16.10). Do mesmo modo, os obreiros dos dias de hoje devam estar preocupados, não no que é preciso dizer deles mesmos, mas no que o Senhor tem a dizer a respeito deles (I Co. 4.1-5). Os obreiros da igreja devam seguir o exemplo de Paulo e evitar fazerem comparações e jactarem-se dos seus feitos. O marketing pessoal passou a fazer parte do círculo evangélico e naturalizou-se de tal modo que os crentes acham normal o espírito de jactância de determinados obreiros. A política eclesiástica, em alguns casos, beira ao maquiavelismo, alguns “obreiros” fazem de tudo para não perderem o poder. Ficam paranóicos somente em pensar que serão postas em situações de risco. Puxam o tapete de quem se aproximar, receosos de perderem a posição. Mas o genuíno obreiro do Senhor não entra nessas disputas humanas, pois se dedica a manejar bem a Palavra da Verdade, por meio da qual será julgado (II Tm. 2.15). Seu compromisso com a Palavra de Deus é a sua principal credencial. Não importa o que os outros digam dele, contanto que o Senhor o aprove, pois é dEle a Palavra final.
CONCLUSÃO
É bem provável que alguns obreiros sérios, a semelhança de Paulo, não recebam a aprovação humana. Como ele, também sejam incompreendidos e até tachados de radicais ou conservadores. Mas diante do Senhor, receberão as palavras de conforto: bem está, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor (Mt. 25.21; Lc. 19.17). Lembremos das sábias palavras do hino 93 da Harpa Cristã, sobre o trabalho do cristão: “Pode ser humilde, mas se for p’ra Deus. Ele é contemplado lá dos altos céus. E o esforço feito não será em vão. Se tiver de Cristo, plena aprovação!. O obreiro fiel diz como João Batista: importa que Ele, Jesus, cresça, e que eu, diminua (Jo 3.30)
BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
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