quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Por que não vemos pessoas pedindo perdão a Jesus?

Precisam tão-somente crer, para a salvação de seus pecados, que Cristo era o enviado de Deus! Por que não vemos nos evangelhos pessoas pedindo perdão a Jesus?
É importante notar que o povo em geral dirigia-se ao batismo de João confessando seus pecados (Mt 3.6; Mc 1.5). As pessoas da época de Cristo já tinham uma religião, eram criadas e instruídas segundo os preceitos do judaísmo, cuja base doutrinária firmava-se na lei que fora entregue a Moisés. Os judeus acreditavam que a obediência rigorosa das leis de sua religião era o suficiente para a obtenção da salvação eterna. Entendiam que não precisavam pedir perdão a ninguém, pois não tinham Jesus como Deus, e tampouco Jesus era reconhecido pelos judeus como o Messias (Mc 2.7; Lc 7.19).
Os judeus não necessitavam clamar que queriam ser perdoados por Jesus, precisavam tão-somente crer, para a salvação de seus pecados, que Cristo era o enviado de Deus! (Jo 8.24). A Bíblia informa que os judeus rejeitaram a Jesus (Jo 1.11), o que, por si só, comprova que não pediriam perdão a um mero homem. De fato, a preocupação evangelística de Jesus, acima de tudo, era com os judeus (Mt 10.5; 15.24), porém, esta atitude não excluía os gentios (aqueles que não eram judeus), pois sobre estes fora profetizado a revelação do evangelho (Sl 2.8; Is 49.6; Ml 1.11; Mt 12.21). Alguns episódios bíblicos indicam que várias pessoas reconheceram ser pecadoras e receberam o perdão de Jesus. Confira alguns exemplos: Pedro (Lc 5.8); Zaqueu (Lc 19.1-10); a mulher adúltera (Jo 8.1-11); o paralítico (9.2), entre outras.
Extraído do ICP em 13/08/2014


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A lei de Moisés foi perfeita ou imperfeita?

O SALMISTA declarou que “a lei do Senhor é perfeita” (Sl 19.7). Ela revela o real caráter de Deus ( cf. Lv 11.45). Entretanto, o autor de hebreus insiste em que “a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma” (Hb 7.19), e assim Deus providenciou uma “superior aliança” (Hb 7.22). Ele argumenta que isso não teria sido necessário “se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito” (Hb 8.7). Assim, quem está com a razão? A lei é perfeita ou imperfeita?
SOLUÇÃO – A lei é perfeita em sua natureza, mas imperfeita em seus resultados. Ela é uma perfeita expressão da justiça de Deus, mas é um meio imperfeito para tornar o homem justo. Com certeza, isso não foi uma falha na lei em si, nem no propósito pelo qual ela foi dada por Deus, porque a lei nunca teve o propósito de redimir os pecadores (Tt 3.5-6; Rm 4.5), mas de revelar o pecado. Como um padrão e um meio de revelar o pecado, a lei foi uma norma e um mestre impecáveis. Mas ela foi apenas um “aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé” (Gl 3.24). Como um espelho, a lei tinha o propósito de revelar nossas imperfeições ao olharmos para ela; mas ela, tal como o espelho, não tinha propósito de corrigir as nossas imperfeições.
A lei, portanto, é perfeita em si mesma, como uma norma e como o que revela o pecado, mas é imperfeita como um meio de nos capacitar a vencer o pecado”.
Fonte: Manual Popular de Enigmas e “Contradições” da Bíblia, Norman Geisler e Thomas Howe, pg. 522-523


Jesus veio para pôr fim à Lei de Moisés?

QUESTÃO – Jesus disse muito explicitamente: “Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” Entretanto, certa ocasião Jesus aprovou seus discípulos quando eles quebraram a lei dos judeus quanto ao trabalho no sábado (Mc 2.24), e o próprio Jesus aparentemente aboliu a lei cerimonial ao considerar puros todos os alimentos (Mc 7.19).
Os discípulos de Jesus rejeitaram claramente muito do que era da lei do AT, inclusive a circuncisão (At 15; Gl 5.6; 6.15). De fato, Paulo declarou: “Não estais debaixo da lei e sim da graça” (Rm 6.14), e afirmou, também, que os Dez Mandamentos, gravados em pedra, tinham sido removidos em Cristo (2 Co 3.7,14).
SOLUÇÃO – Na questão quanto se a Lei de Moisés foi abolida por Cristo, a confusão se estabelece por se deixar de fazer distinção entre várias coisas.
Em PRIMEIRO LUGAR, há a confusão do tempo. Durante sua vida terrena, Jesus sempre guardou pessoalmente a Lei de Moisés, inclusive oferecendo sacrifícios aos sacerdotes judeus (Mt 8.4), participando das festas judias (Jo 7.10) e comendo o cordeiro pascal (Mt 26.19). De vez em quando ele violava as tradições falsas dos fariseus, que tinham sido levantadas em torno da Lei (cf. Mt 5.43-44), repreendendo-os: “Invalidastes a Palavra de Deus, por causa da vossa tradição (Mt 15.6). Os versículos que indicam que a Lei foi cumprida referem-se à situação depois da cruz, quando não há “nem judeu nem grego… porque todos vós sois um em CRISTO JESUS” (Gl 3.28).
Em SEGUNDO LUGAR, há uma confusão quanto a certos aspectos. Pelo menos algumas das referências (se não todas) à Lei, a respeito de elas terem sido abolidas no NT, referem-se a cerimônias e tipos do AT. Esses aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei de Moisés foram de forma clara abolidos quando Jesus, o nosso cordeiro pascal (1 Co 5.7), cumpriu os tipos e predições da Lei quando à sua primeira vinda (cf. Hb 7-10). Nesse sentido, Jesus claramente aboliu os aspectos cerimoniais e tipológicos da Lei, não destruindo-a, mas cumprindo-a.
Finalmente, há uma confusão quanto a contexto, mesmo quando as dimensões morais da Lei são discutidas. Jesus, por exemplo, não apenas cumpriu as exigências morais da Lei (Rm 8.2-3), mas também o contexto nacional e teocrático no qual os princípios morais de Deus foram expressos no AT não mais se aplica aos cristãos nos DIAS DE HOJE. Por exemplo, não estamos debaixo dos mandamentos como Moisés os expressou para o povo de Israel, porque, ao serem expressos ao povo nos Dez Mandamentos, eles traziam a recompensa de que os judeus viveriam uma longa vida “na terra [da Palestina] que o Senhor, teu Deus, te dá [aos israelitas] (Êx 20.12). Quando o princípio moral contido nesse mandamento do AT é estabelecido no NT, ele se expressa num contexto diferente, a saber, num contexto que não é nacional nem teocrático, mas pessoal e universal.
Para todas as pessoas que honram seus pais, Paulo declara que eles terão “longa vida SOBRE A TERRA” (Ef 6.3). De igual forma, os cristãos não mais estão debaixo dos mandamentos de Moisés para cultuarem no sábado (Êx 20.8-11), já que, depois da ressurreição, das aparições, e da ascensão (as quais ocorreram todas no domingo), os cristãos cultuam no domingo em vez de no sábado (veja At 20.7; 1 Co 16.2).
O culto do Shabbath, declarou Paulo, era no AT apenas uma “sombra” da realidade nova que foi inaugurada por Cristo (Cl 2.16-17). Já que até mesmo os Dez Mandamentos, como tais, foram expressos dentro de um contexto nacional, judeu, teocrático, então o NT pode falar corretamente que o que estava “gravado em PEDRAS” foi, “em Cristo, removido” (2 Co 3.7, 13-14).
Entretanto, isso não significa que os princípios morais contidos nos Dez Mandamentos, que refletem a verdadeira natureza de um Deus imutável, não são mais pertinentes aos crentes nos dias de hoje. De fato, cada um dos princípios contidos nos Dez Mandamentos é restabelecido num outro contexto no NT, exceto, é claro, o mandamento para descansar e cultuar no sábado.
Os cristãos hoje não mais se acham debaixo dos Dez Mandamentos tais como foram dados por Moisés, da mesma forma como não estamos debaixo dos requisitos da Lei Mosaica de sermos circuncidados (veja At 15; Gl 3) ou de levarmos um cordeiro ao templo em Jerusalém para ser sacrificado. O fato de estarmos presos a leis morais semelhantes contra o adultério, contra a mentira, contra o roubo e contra o assassinato não prova que ainda estamos debaixo dos Dez Mandamentos, assim como de fato de haver leis de trânsito semelhantes nos DIVERSOS estados de um país não implica que um infrator da lei no estado “A” esteja sujeito à lei do estado “B”.
VERDADE é que aquele que violou uma lei no estado “A” não violou lei alguma no estado “B”, nem muito menos está sujeito às penalidades impostas neste estado. Da mesma maneira, embora o AT como o NT se pronunciem contra o adultério, a punição no entanto é diferente – a pena capital no AT (Lv 20.10) e somente excomunhão da igreja no NT (1 Co 5.1-13), com a esperança de uma reintegração mediante o arrependimento (cf. 2 Co 2.6-8).
Fonte: Manual Popular de Enigmas e “Contradições” da Bíblia – Norman Geisler e Thomas Howe. EDITORA MUNDO Cristão, 1992, pg. 338-339.  Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa


Os anjos caídos estão amarrados ou acham-se livres?

2 PEDRO 2.4 – Os anjos caídos estão amarrados ou acham-se livres para tentar os homens?
PROBLEMA: Pedro afirma nessa passagem que Deus, havendo lançado os anjos caídos “no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo” (SBTB; cf. Jd 6). Entretanto, é evidente pelo NT que os demônios vagueiam em liberdade por toda a terra, oprimindo e até mesmo manifestando-se em pessoas (cf. Mt 12:22; 17:14-17; At 16:16-18; Ap16:14).
SOLUÇÃO: Há duas explicações básicas para essa aparente contradição. Primeiro, é possível que Pedro esteja falando do destino oficial e derradeiro dos anjos caídos (dos demônios), não de sua situação real atual. Isto é, embora eles já estejam sentenciados por Deus a uma condenação eterna, ainda não começaram realmente a cumprir a sua pena. Não obstante, eles sabem que o seu dia está chegando (Mt 8:29; Ap 12:12).
Segundo, essas passagens podem estar falando de duas classes diferentes de anjos caídos, alguns já em cadeias (2 Pe 2:4) e os demais ainda livres. Alguns crêem que Pedro esteja se referindo aos “filhos de Deus” (anjos) mencionados em Gênesis 6, que provocaram o casamento com mulheres um pouco antes do dilúvio, uma vez que logo no versículo seguinte há uma referência a Noé (v. 5). Nesse caso, isso pode explicar por que esses anjos em particular estão já em cadeias (para não repetirem o que fizeram), em situação oposta à dos outros demônios que estão em liberdade.
Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Amei a Jacó me aborreci de Esaú

A explicação dos defensores da dupla predestinação é engenhosa. Como Deus preferiu Jacó e rejeitou Esaú, logo, Deus salva alguns e rejeita outros. Porém, não é essa a exata interpretação do texto.
Em Romanos 9.9 a 13, o apóstolo Paulo usa o trecho de Gn 25:23 associando detalhes de Malaquias 1:1-4. Na referência o uso é menos pessoal e mais nacional. «Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú». Deve ser isto interpretado no sentido de duas nações, não dos indivíduos, segundo se deduz da referência original das duas citações do Velho Testamento (Gn 25.23; Mal. 1.2,3). Jacó, o mais novo, teria um papel mais importante que o do irmão Esaú. Deus o escolheu  para ser o ancestral do Messias. Esaú, citado em Hebreus 12.16 como  “impuro” e “profano”, perdeu seu direito de primogenitura. Contudo, nada se diz dele ter perdido sua salvação. A escolha de seu irmão Jacó para um papel de destaque não significava que ele, Esaú, devesse perder sua salvação. Esaú e seus descendentes, os edomitas, não tiveram a mesma importância histórica que tiveram Jacó e os israelitas. Foram ”vasos para desonra”, ou “vasos com menos honra” (Rm 9.21).
Além disso, «amor» e «aborrecimento» não são fundamentos de eleição, como nós entendemos estes sentimentos subjetivos. Deus não é arbitrário em Sua escolha e não pode ser acusado de favoritismo irracional. Os termos sentimentais indicam antes uma função e um destino nacionais. Judá, e não Edom, foi eleito para a revelação progressiva na história. Israel deveria ser o veículo das bênçãos espirituais para as outras nações, e, nesse sentido, se tornar a mais elevada de todas as nações. Mas mesmo diante do aparente fracasso da nação predestinada,  o pináculo de tudo foi ocupado pelo Messias, o qual veio ao mundo por intermédio de Israel. Em nenhum momento da interpretação o texto bíblico sugere tratar-se da salvação e perdição de alguém,  Portanto, é lícito afirmar que essa referência dupla se aplique as duas nações, bem como as bênçãos espirituais, e não a salvação individual. E além disso nada mais é dito no texto, senão que “o mais moço será servo do mais velho” (v.12).
Literalmente, Esaú nunca serviu a seu irmão Jacó. Quando é dito em Romanos 9:12 que “o mais velho servirá o mais novo”, a profecia somente teve cumprimento com os seus descendentes.
Como foi dito, a referência  “amei a Jacó e odiei a Esaú” é uma citação do livro de Malaquias 1.1-4. Em Malaquias, esses nomes representam os povos que descenderam de Jacó, e os que descenderam de Esaú, os edomitas. Em vista de que os edomitas haviam perseguido os judeus, Deus disse:“desolarei a vossa terra. . .”
Direito de primogenitura e salvação
Deus prometeu o direito de primogenitura a Jacó. Significava isso que Esaú não podia salvar-se? Logicamente não. Em parte alguma das Escrituras lemos que Esaú não podia ser salvo.
Esaú de fato buscou o direito de primogenitura com lágrimas, e foi incapaz de obtê-lo, mas em parte nenhuma a Bíblia diz que ele não poderia salvar-se. Na realidade, a Bíblia diz é que Deus amoleceu o seu coração para com o irmão, e ele o acolheu no fim de sua vida (Gênesis 33.4).
Nada há absolutamente nas Escrituras que tome esse verso de Romanos 9 para aplica-lo ao destino eterno de indivíduos.
Encontraremos no céu crentes tanto de Edom (Am 9.12) quanto do país vizinho, Moabe (Rt 1), assim como haverá pessoas no céu de toda tribo, raça, língua, povo e nação (Ap 7.9).

Extraído do site sempredestinacao.wordpress.com em 24/04/2014

Se Deus é amor, como pôde Ele odiar uma pessoa?



Malaquias 1.3 – Se Deus é amor, como pôde Ele odiar uma pessoa?
PROBLEMA
Na parte final do versículo 2 e na primeira parte do versículo 3, Deus diz: “Todavia amei a Jacó, e odiei a Esaú” (SBTB). Contudo, João diz: “Deus é amor” (1 Jo 4:16). Como um Deus de amor pode odiar alguém?
SOLUÇÃO
Em primeiro lugar, Deus não está falando da pessoa Esaú, mas da nação que proveio dele, ou seja, Edom. Portanto, ele não está expressando ódio a uma determinada pessoa, nessa passagem.
Além disso, a nação de Edom merecia a indignação de Deus pela “violência feita a teu irmão Jacó [Israel]” (Ob 10). Eles se posicionaram ao lado dos inimigos de Israel, fecharam o caminho por onde poderiam escapar, e até mesmo entregaram aqueles que tinham permanecido (vv. 12-14).
Finalmente, como no caso dos nicolaítas, Deus odeia as obras do pecador, mas não o pecador em si. João diz aos crentes que eles devem odiar as obras dos nicolaítas, as quais Deus também odeia (cf. Ap 2:6).
Veja também os comentários do Salmo 5:5
O salmo 5:5 declara, a respeito de Deus: “odeias a todos os que praticam a maldade” (SBTB). Entretanto, João 3.16 diz que Deus ama o mundo. Estes versículos não se contradizem?
SOLUÇÃO
Não há contradição alguma entre estas duas declarações. A dificuldade surge quando erroneamente presumimos que Deus odeia da mesma maneira que os homens. O ódio nos seres humanos em geral se dá em termos de um desgosto ou de uma repugnância enorme e emocional com relação a alguém ou a alguma coisa. Entretanto, em Deus o ódio é um ato de juízo, por parte do reto Juiz que separa o pecador de si mesmo. Isso não é contraditório ao amor de Deus, pois em seu amor por todos os pecadores, o Senhor permitiu que o pecado fosse perdoado, de forma que todos pudessem se reconciliar com ele.
Por fim o pecador vai colher a ceifa do ódio de Deus, expresso em sua eterna separação do Senhor, ou a ceifa do amor de Deus, ficando com ele por toda a eternidade. Deus não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3.9), porém sua justiça exige que o pecador seja punido. O amor de Deus, então, fez com que tal punição fosse levada na pessoa do seu Filho, no lugar de todos os homens (2 Co 5.21).
Extraído de Norman Geisler – Thomas Howe


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Rm 9.19 mostra uma “Graça forçada”?


“Algum de vocês me dirá: ‘Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois quem resiste à sua vontade” Isso parece sugerir que o poder de Deus na salvação e simplesmente irresistível, sem levar em conta o desejo da pessoa.
Resposta
Em resposta, assinale-se primeiramente que a frase “quem resiste a sua vontade?” não e uma afirmação do autor bíblico, mas uma pergunta colocada na boca de um objetor. Observe a frase introdutória: “Algum de vocês me dirá”. Um objetor similar e introduzido em Romanos 3.8: “Por que não dizer como alguns caluniosamente afirmam que dizemos: ‘Façamos o mal, para que nos venha o bem’?”.
Assim, a ideia de alguém não poder resistir à vontade de Deus pode não ser parte do ensino de Paulo tanto quanto o pensamento de que devemos praticar o mal para que o bem possa vir.
Além disso, Paulo rejeita claramente a postura do objetor no versículo imediato, dizendo: “Quem e você, o homem, para questionar a Deus?” (Rm 9.20). Sua resposta sugere que o objetor pode
resistir a Deus e lhe esta resistindo quando levanta essa pergunta. E, muito mais importante, a sugestão direta e que, se ela e irresistível, então não podemos ser culpados.
Ademais, em Romanos 11.19,20, quando Paulo concorda com o objetor, ele escreve: “Esta certo” (Rm 11.20). Não ha tal afirmação em Romanos 9.25.
Outro ponto a ser lembrado e que as coisas que eventualmente parecem “irresistíveis” agora não o foram no começo. Por exemplo, o pecado somente se torna inevitável quando alguém livremente rejeita o que e certo e sua consciência se torna endurecida ou cauterizada (v. lTm
4.2). Do mesmo modo, a justiça só se torna irresistível quando livremente cedemos a Graça de Deus. Assim, a Graça e somente irresistível ao que esta desejoso dela, não ao relutante. John Walwoord, de maneira inequívoca, declara: “A Graça eficaz nunca opera em um coração que
ainda e rebelde, e ninguém jamais e salvo contra a própria vontade”. A Graça irresistível opera (ou deveria operar, caso fosse bíblica) de modo semelhante a alguém que se apaixona. Se uma pessoa desejosamente corresponde ao amor de outra, ambas acabarão chegando a um ponto em que esse amor se torna irresistível. Mas elas desejaram que assim fosse. Mesmo que Paulo concordasse com o objetor em que a obra de Deus e irresistível, isso não daria apoio ao radicalismo do calvinismo extremado, visto que
Deus derrama a graça salvadora “irresistível” somente sobre os que a desejam, não nos relutantes.
Finalmente, mesmo que alguém pudesse mostrar que Deus esta operando aqui: 1) irresistivelmente, 2) em indivíduos e 3) para a salvação eterna — de todos os que estão indecisos, não se segue necessariamente que ele operaria irresistivelmente nos relutantes. Na verdade, Deus não força criaturas livres a amá-lo. Amor forçado é amoral e logicamente absurdo.

Extraído do livro: “Eleitos, Mas Livres” de Norman Geisler

Presciência de Deus, predestinação e livre-arbítrio humano

  🕊️ 1. Jesus sabia que Judas o trairia? Sim, Jesus sabia. A Bíblia deixa claro que Jesus sabia de antemão que Judas o trairia: ...