quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Perguntas sobre escatologia bíblica



1 – O que é Escatologia Bíblica?
É o estudo dos eventos que estão para acontecer segundo as Escrituras. Eventos esses integrantes do plano divino e eterno dos séculos.
2 – Qual é a derivação do termo escatologia?
O termo escatologia deriva do grego “eskatos” = último e “logia” = tratado, estudo de um conjunto de ideias.
3 – Cite duas causas que resultam em dúvidas, confusões e interpretações absurdas em Escatologia Bíblica.
Falta de afinidade com o Espírito Santo e conhecimento bíblico desordenado.
4 – Cite três doutrinas escatológicas.
Doutrina da Vinda de Jesus, Doutrina do Milênio (Ap. 20.4) e Doutrina do Perfeito e Eterno (Ap. 21 e 22).
5 – Por que Israel será julgado durante a Grande Tribulação?
Porque rejeitou o Pai (1Sm. 8.7), rejeitou o Filho (Lc. 23.18) e rejeitou o Espírito Santo (At. 7.51).
6 – Qual será o resultado do juízo de Israel durante a grande Tribulação (Rm. 9.27)?
O remanescente se arrependerá aceitando Jesus como seu Messias (Zc. 12.10; 13.8-9). Esse remanescente constituirá o núcleo dos “filhos de Abraão”, que ingressarão no Milênio com seus corpos mortais, iniciando o reino milenar do Messias.
7 – Como é chamado o juízo dos ímpios falecidos?
Juízo final e juízo do grande trono branco (Ap. 20.11-15).
8 – Quais são os sinais concernentes à volta de Cristo?
A ciência multiplicada (Dn. 12.4), o derramamento do Espírito Santo nos dias atuais (At. 2.17 e Jl. 2.28), a juventude sem lei (2Tm. 3.1,2) e a projeção internacional de Israel (SI. 102.16 e Lc. 21.29-30).
9 – Cite as duas fases da Vinda de Cristo.
O arrebatamento da Igreja, que concerne somente à Igreja (1Ts. 4.16-17).
A Revelação ou manifestação pessoal d’Ele, que concerne a Israel e às nações sobreviventes naquela ocasião (Zc. 12.9 e 14.16).
10 – Quais são as diferenças e os contrastes das duas fases da Vinda de Cristo?
– No arrebatamento haverá segredo (Mt. 24.36-43).
– Na revelação tudo será público (Ap 1.7 e Jd 14).
– No arrebatamento o Senhor virá nos ares (1Ts. 4.17).
– Na revelação Ele virá sobre o Monte das Oliveiras (Zc. 4.4-5).
– No arrebatamento o Senhor virá para os Santos (1Ts. 4.17-18).
– Na revelação o Senhor virá com os Santos (Zc. 14.5).
– No arrebatamento haverá alegria (1Jo 3.2).
– Na revelação haverá incomparável lamentação (Mt. 24.30).
11 – O que é o arrebatamento da Igreja?
Do grego harpazo; do latim rapto, significa retirada brusca, sobrenatural e inesperada da Igreja deste mundo, culminando no encontro com Jesus nos ares (1Ts. 4.16-17).
12 – Como se dará o arrebatamento da Igreja?
– No céu: ouvir-se-á o brado de Jesus, a voz do Arcanjo e toques de trombeta (Lv. 23.24; 1Ts. 4.16).
– Nos ares: Jesus descerá até as nuvens (1Ts. 4.16-17).
– Na terra: a ressurreição dos mortos justos e a transformação dos justos que estiverem vivos (Rm. 8.23; 1Ts. 4.16-17).
Tudo será em segredo e repentino.
13 – O que acontecerá com a Igreja após o arrebatamento?
Após o arrebatamento a Igreja encontrará o Senhor nos ares e estará para sempre e eternamente com o Senhor. Haverá o Tribunal de Cristo (2Co. 5.10) para galardão (Ap. 19.7-8) e as Bodas do Cordeiro (Lc. 22.16-30; Ap. 19.7-9).
14 – O que é a Grande Tribulação?
Do latim tribulatione = contrariedade. Período de aflição e angústia incomuns, que terá início após o arrebatamento da Igreja. A Grande Tribulação terá a duração de sete anos. Nos três anos e meio iniciais o Anticristo estabelecerá o seu reinado absoluto, será aceito pelos judeus como o seu messias, e como salvador pelos gentios, no final deste período romperá o pacto com os judeus e começará a persegui-los. A Grande Tribulação recebe ainda os seguintes nomes: Dia do Senhor, Dia da Ira de Deus, Angústia de Jacó e Aflição. No Apocalipse, a Grande Tribulação vai do capítulo 6 ao 19.
15 – Quando terá início a Grande Tribulação?
Imediatamente após o arrebatamento da Igreja.
16 – O que acontecerá na terra durante a Grande Tribulação?
– Apostasia total entre os homens (Lc. 18.8; 2Ts. 2.3). Retorno pleno dos judeus à sua terra (Os. 3.5 e Mt. 24.9).
– Reconstrução do templo de Jerusalém, que será destruído pelo Anticristo, ao ser-Ihe recusada adoração (Mt. 24.15; 2Ts.2.4 e Ap. 11.1-2).
– Surgimento da Besta ou Anticristo (2Ts. 2.3-9 e Ap. 13.1-8,17,18) como Messias e redentor (2Ts. 2.4-9 e Ap. 13.5), um grande líder político (Ap. 13.5).
– Surgimento do falso profeta – líder religioso (Ap. 13.11-16), que estará à frente da Igreja falsa mundial (2Ts 2.4 e Ap. 13.8-12).
– Surgimento de uma confederação mundial de nações com núcleo na área central do Antigo Império Romano (Dn. 2.34-44; Ap. 13.1; 16.14 e 17.12).
A Grande Tribulação terá o seu curso (Mt. 24.21), visará primeiramente os judeus, para arrependimento (Jr. 30.7; Ez. 20.34-38; Zc. 12.10-11; 13.8-9 e Mt. 23.39), porém a terra toda sofrerá (Jr. 25.31-32; Mt. 24.29; Lc. 21.26 e Ap. 6 a 18).
17 – Haverá salvação durante a Grande Tribulação?
Sim, haverá multidões de salvos dentre os judeus e gentios (Jl. 2.32; Ap. 6.9-11; 7.9-14; 15.2; 20.4). Em Apocalipse 7.1-8 vemos uma multidão de judeus salvos na terra. No mesmo livro em 6.9-11 e 7.9-11 vemos uma multidão de gentios salvos, no céu, porém saídos da terra, após sofrerem martírio. No meio dessa multidão estarão aqueles que não subiram no arrebatamento, e, despertados por tal fato, decidiram permanecer fiéis, a despeito de toda e qualquer prova e sofrimento.
18 – Qual é o objetivo da Grande Tribulação?
Levar os homens a se arrependerem de seus pecados (Ap. 16.11), destruir o império do Anticristo (Ap. 16.10) e implantar o Reino de nosso Senhor Jesus Cristo (Dn. 2.44).
19 – O que acontecerá no céu entre o arrebatamento e a revelação de Jesus?
O Tribunal de Cristo para galardão (2Co. 5.10) e as Bodas do Cordeiro (Lc. 22.16.30 e Ap. 19.7-9).
20 – Por que cremos que a Igreja não passará pela Grande Tribulação?
Nós, a Igreja, seremos arrebatados antes da Grande Tribulação (Ap. 3.10), conforme a preciosa promessa de Cristo (Lc. 21.34-36). E para que Ele venha com os seus santos sobre o Monte das Oliveiras (Zc. 14.4-5), em glória, é necessário que primeiro os tome para si.
21 – Quando começaram as setenta semanas de Daniel?
Em 445 A.C, no mês Nisã (abril), no reinado do rei Artaxerxes, quando saiu a ordem para reedificar Jerusalém (Ne .2.5).
22 – O que se entende por “uma semana” em Dn. 9.24-27?
Em Dn. 9.24-27, “uma semana” significa um período de 7 anos (correspondente ao período da Grande Tribulação, v.27).
23 – A septuagésima semana já se cumpriu?
Não. Restam ainda sete anos para completar os 490 anos (setenta semanas). Esta semana se iniciará logo após o arrebatamento da Igreja (2Ts. 4.16-17).
24 – Como devemos encarar os sinais da volta de Cristo?
Os sinais previamente ordenados pelo Senhor, e registrados antecipadamente nas Escrituras Sagradas, devem ser encarados como um alerta aos fiéis com respeito à proximidade da vinda de Cristo.
25 – O que a Bíblia ensina sobre a Batalha do Armagedom?
Será uma batalha travada no fim da Grande Tribulação, onde Satanás e seus demônios reunirão muitas nações com a intenção de destruir Israel (Ap. 19.19-21). Jerusalém, o principal alvo, será tomada de forma perversa e quando não houver mais esperança de salvação para os judeus eles clamarão a Deus (Is. 64.1-12) e nesse momento Jesus virá com seus santos (Ap. 1.7) e intervirá de modo sobrenatural. A presença e a Palavra do Senhor eliminarão num instante os exércitos do anticristo, e todos aqueles que rejeitaram o Evangelho serão destruídos na sua rebelião contra Deus. Serão imediatamente lançados no lago de fogo enxofre o Anticristo e o falso profeta (Ap. 19.11-21). A batalha terá como palco as montanhas de Megido, localizadas a 24 quilômetros de Nazaré.
26 – O que é o Milênio?
O Milênio será o glorioso reinado de Cristo na terra por mil anos, prevalecendo a justiça e a paz. É ansiosamente esperado pelos israelitas, e será a resposta às milhões de orações do povo de Deus através dos tempos: “Venha o Teu Reino!” (Mt. 19.27-28 e At. 1.6-7).
Será um reino único e universal, pois Satanás estará aprisionado no abismo durante mil anos (Ap. 20.1-3) e toda a oposição a Deus será neutralizada (1Co. 15.24-28) e o pecado não será tolerado. Israel será a cabeça das nações e Jerusalém, a capital do mundo (Is. 2.2-4 e 60.3; Jr. 3.17 e Zc. 8.22-23). Haverá pleno derramamento do Espírito Santo (Is. 32.15; Ez. 36.27 e Zc. 12.10). O Egito será temente a Deus e unido com Israel (Is. 19.21-25). A vida humana será prolongada como no princípio (Is. 35.5 e 65.19-20; Zc. 8.4).
27 – Quando será o Milênio?
O Milênio só será estabelecido depois da Grande Tribulação, com a volta de Jesus em Glória (Ap. 20.4-6).
28 – Para quem será o Milênio?
O Milênio é inteiramente para os judeus, ainda que todas as demais nações gozem dos benefícios do reino milenar. Haverá dois grupos de povos distintos no Milênio: 1- Os crentes glorificados, que consistem dos salvos do Antigo Testamento, dos do Novo Testamento (a Igreja), e os oriundos da Grande Tribulação. Seus corpos ressurretos não serão limitados pelas coisas físicas como os mortais. Nossos corpos serão apropriados para estarmos na terra e no céu. 2- Os povos naturais, em estado físico normal, vivendo na terra, a saber: os judeus salvos saídos da Grande Tribulação, os gentios poupados no julgamento das nações, e o povo nascido durante o Milênio.
29 – Como e onde estará a Igreja no Milênio?
Glorificada com Cristo na Jerusalém celestial. No Milênio haverá dois estados distintos: Um, o dos crentes glorificados no esplendor da glória de Cristo, habitando na cidade celestial, e seus corpos não estarão sujeitos às leis físicas. O outro é o estado dos vivos que habitarão na Jerusalém terrestre. Paulo disse: “Há corpos celestes e corpos terrestres” (1Co. 15.40). Assim, cada um no seu próprio corpo, Deus nos revestirá com a habitação dos céus (2Co. 5.2).
30 – Descreva as bênçãos e perfeições do eterno e perfeito estado.
No fim do Milênio, Satanás e seus anjos serão julgados pelos santos glorificados (1Co. 6.2-3). A terra passará por um grande estrondo, como nos afirma Pedro em 2Pe. 3.10. Então uma nova era será estabelecida, com novos céus, e uma nova terra onde habitará a justiça (Is. 65.17; 2Pe. 3.13 e Ap. 21.1). À medida que a eternidade for “passando”, conheceremos mais e mais da sabedoria e do poder insondáveis de Deus. As infinitas belezas celestiais irreveladas começarão a ser conhecidas. “Mas como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Co. 2.9). Os maravilhosos e profundos mistérios de Deus começarão a ser conhecidos. Como são insondáveis as riquezas de Cristo! (Ef. 3.8). Deus será então tudo em todos, conforme está escrito em 1Co. 15.28, e, para sempre continuará o eterno e perfeito estado.
31 – O que é o tribunal de Cristo?
Corte de justiça retributiva, que será inaugurada logo após o arrebatamento, tendo Cristo por presidente, ocupar-se-á do julgamento dos santos quanto ao serviço divino.
32 – Onde será o tribunal de Cristo?
Nas regiões celestiais. Em 1Ts. 4.17 diz que seremos arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares. Visto que o tribunal segue o arrebatamento, os “lugares celestiais” devem ser o seu palco.
33 – Quando se realizará o tribunal de Cristo?
Imediatamente após o arrebatamento da igreja (Ap. 22.12).
34 – Quem será julgado no tribunal de Cristo?
Os crentes salvos, conforme 2Co 5.1-19.
35 – O que será avaliado no tribunal de Cristo?
– O trabalho do cristão feito para Deus (1Co. 3.8,14,15 e 2Co. 9.6);
– A conduta do cristão (2Co. 5.10) e
– O tratamento dispensado aos irmãos na fé (Rm. 14.10 e Tg. 5.9).
36 – Quem será o Juiz no tribunal de Cristo?
Jesus será o juiz (2Co. 5.1-19).
37 – O tribunal de Cristo determinará se a pessoa julgada irá para o céu ou para o inferno?
O tribunal de Cristo não é para determinar se as pessoas que diante dEle comparecerem são culpadas ou inocentes, isto é, salvos ou perdidos, uma vez que este julgamento é exclusivamente para os salvos.
38 – Que recompensa receberão os participantes do tribunal de Cristo?
Os fiéis receberão galardões, honras e posições no Reino de Deus.
39 – O que significa o vocábulo grego “criterion”?
Significa instrumento ou meio de por à prova e banca de juízes. Palavra traduzida por “tribunal” no Novo Testamento (1Co. 6.2-4; Tg. 2.6).
40 – O que significa o vocábulo grego “bema”?
Palavra traduzida por “tribunal” no Novo Testamento, que significa assento de recompensa. Nunca foi usada para um assento judicial. Desse modo, associa-se a essa palavra a ideia de proeminência, dignidade, autoridade, honra e recompensa, e não a ideia de justiça e julgamento. Vocábulo usado para designar o Tribunal de Cristo (Rm. 14.10) a ser instalado logo após o arrebatamento da Igreja, e que terá por objetivo julgar os santos.
41 – O que significa o vocábulo grego “stephanos”?
Coroa de vitória, ornamento festivo, honra pública concedida por um serviço notável ou por valor pessoal, como uma coroa de ouro (1Co. 9.25). No Novo Testamento “stephanos” da qual Paulo fala é sempre a coroa do conquistador e não a do rei. Embora venhamos a reinar com Cristo, a coroa real será apenas dEle. A nossa coroa é a do vencedor.
42 – O que significa o vocábulo grego “misthapodosia”?
Galardão de recompensa (Ap. 22.12). Este termo nasceu na vida comercial, e originalmente denotava o pagamento feito a um trabalhador.
43 – Qual o destino previsto para os crentes fiéis que estiverem vivos na hora do arrebatamento da Igreja?
Os crentes que estiverem vivos serão transladados, ou raptados, para se encontrarem com Cristo nos ares, ao soar da trombeta (1Co 15.51,52 e 1Ts. 4.13-17).
44 – Qual o destino previsto para os crentes falecidos “no Senhor” na hora do arrebatamento da Igreja?
Os crentes falecidos em Cristo serão ressuscitados dentre os mortos e, juntamente com os salvos vivos, serão transladados para se encontrarem com Cristo nos ares (1Ts. 4.13-18).
45 – Qual a posição que os santos terão juntamente com Cristo durante os mil anos de paz?
Reinarão com Cristo sobre a terra durante o Milênio.
46 – A Grande Tribulação afetará especificamente qual povo?
A Grande Tribulação, embora afetando o mundo inteiro, tem a ver especificamente com Israel (Jr. 30.4-9; Dn. 12.1 e Mt. 24.15,2).
47 – Demonstre a diferença entre as “trombetas” de 1Co. 15.52 e Ap. 10.7; 11.15-19, quanto à ocasião em que soam e quanto ao período do tempo que abrangem.
A “trombeta” de ICo 15.52 tem a ver com o mistério do arrebatamento e o soar desta trombeta é coisa instantânea; ao passo que a “trombeta” mencionada em Ap 10.7 e Ap 11.15-19 é uma trombeta de juízo sobre a terra. É relacionada ao “mistério de Deus” e abrange um período de tempo e não apenas um toque instantâneo como é o caso da outra “trombeta” em ICo 15.52.
48 – O que significa a expressão “tempo, tempos e metade de um tempo” em Dn. 12.7?
Significa três anos e meio, a segunda metade do período da Grande Tribulação, que será de sete anos.
49 – O que significa “a abominação da desolação” em Dn. 9.27 e Mt. 24.15?
Significa a profanação das profanações, que há de ser introduzida pelo anticristo no Santo Templo de Jerusalém durante a Grande Tribulação. Literalmente, a expressão hebraica usada para descrever semelhante afronta pode ser traduzida como a “abominação que causa horror”.
50 – Em que cidade Jesus estabelecerá a sede do Seu governo milenial (SI. 48.1-3; Is. 2.2-4)?
Em Jerusalém. Ela será a capital do mundo.
51 – Onde e quando terá lugar o julgamento das nações (Jl. 3.2 e Mt. 25.31-46)?
Será na vizinhança de Jerusalém, no vale de Josafá (Zc. 14) e após a segunda vinda de Cristo à terra. O tribunal, a ser presidido pelo Senhor Jesus, terá lugar antes da instauração do Reino Milenial. Esse vale é até hoje desconhecido; nunca existiu. Talvez seja formado pelo fenômeno sobrenatural de Zacarias 14.4, no momento em que Jesus descer a Terra.
52 – A cidade de Jerusalém, além dos raios solares, será iluminada por qual tipo de luz no milênio (Ex. 13.21-22 e Is. 30.26)?
Os raios solares serão acrescentados sete vezes em potência, e a luz brilhará como sol, segundo Is. 30.26. Aparentemente, Jerusalém e as circunvizinhas serão iluminadas não apenas pelo sol e a lua, como também pela presença de Deus.
53 – Qual será o destino final da morte e do inferno?
O lago de fogo será para todos os ímpios o lugar final se separação de Deus. Para este lugar serão removidos para sempre a morte e o inferno (Hades) Ap. 20.14.
54 – Qual será o destino eterno de Satanás e seus anjos?
Satanás e seus anjos serão lançados no lago de fogo (Ap. 20.10).
55 – O que será as “Bodas do Cordeiro?”
Será a reunião da Igreja com o seu Redentor e Salvador. Será uma celebração tão elevada e inefável, que não encontrará precedente algum quer no tempo, quer no espaço. Esta união há de continuar por todo a eternidade (Ap. 19.7-9).
56 – Quem participará das Bodas do Cordeiro?
Os salvos chegados de todas as partes da terra e de todos os tempos.
57 – Quando se realizará as Bodas do Cordeiro?
As Bodas do Cordeiro seguir-se-ão ao rapto da Igreja e o Tribunal de Cristo.
58 – Onde ocorrerá as Bodas do Cordeiro?
Ocorrerá no céu, visto que quando o Senhor retornar, a igreja virá nos ares (Ap. 19.14), as Bodas devem ocorrer no céu. Nenhum outro local seria adequado a um povo celestial (Fp. 3.20).
59 – Descrever as atividades das duas testemunhas de Ap. 11.3-12.
Profetizarão durante três anos e meio (a segunda parte da Grande Tribulação); estarão vestidas de pano de saco (aflição e descontentamento); operarão milagres sobre a natureza e sobre os homens; possuirão poder ilimitado até terminar a obra; não poderão ser mortas até o final do trabalho; aplicarão os juízos de Deus e serão vencidas e mortas pela besta (o Anticristo); seus corpos serão expostos como objetos de zombaria e festa satânica; ressuscitarão após três dias e meio e serão arrebatadas pelo Senhor à vista dos inimigos.
60 – Descrever a futura prosperidade na terra durante o milênio (SI. 67.6; Is. 35.1; Is. 55.13; Ez. 36.8-11; Jl. 2.23-26; Jl. 3.18 e Am. 9.13-14).
Será uma terra próspera e florescente. A fertilidade do solo será maravilhosa. Os desertos desaparecerão. Haverá muita abundância de água (Is. 30.25 e Jl. 3.18). Haverá muita abundância de víveres e fartura para todos (SI. 72.16 – este Salmo é messiânico; Is. 30.23 e Jr. 31.12).
61 – Descrever o pleno cumprimento de Joel 2.28-29 durante o milênio, em comparação com a efusão do Espírito nos dias atuais (Ez. 36.25-27; Zc. 12.10).
Durante o Milênio a profecia de Joel 2.28-29 terá sua plena realização. O derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste, e o atual movimento pentecostal, são da mesma qualidade daquela de Jl. 2.28-29. Contudo, nenhuma dessas efusões do Espírito Santo representa o cumprimento total ou a plena medida vista em Jl. 2.28-32. Esse cumprimento ainda aguarda o início do Milênio. No Milênio a efusão do Espírito Santo, em qualidade ou natureza, é igual aos dias atuais, mas em grau não o é. Dias gloriosos esperam Israel e as nações.
62 – O que resultará do fato de Satanás ser algemado no abismo durante o milênio? (Ap. 12.7-12 e Ap. 20.1-3).
Os céus, como também a terra, serão purificados de todas as influências maléficas de Satanás e suas hostes.
63 – Haverá qualquer mudança na natureza dos animais no milênio (Is. 11.6-8)?
A ferocidade dos animais será removida, todas as espécies viverão em paz e harmonia entre si e “um pequenino os guiará” (Is. 11.6-8).
64 – O que revela a Bíblia sobre a longevidade durante o milênio (Is. 65.20-22 e Zc. 8.4)?
O homem outra vez viverá até alcançar centenas de anos, como nos dias antediluvianos (Gn. 5.1-33 e Zc 8.4). Isso pode ser atribuído a algumas mudanças climáticas ou ambientais e à remoção da influência maléfica de Satanás (Is. 65.20).
65 – Que parte tomará Davi no reinado milenial de Cristo (Is. 2.2-4 e Ez. 37.24-25)?
Jerusalém será capital desse governo mundial de Cristo e Davi será o príncipe da Palestina.
66 – O início da tribulação será marcado por prosperidade ou por crise financeira (1Ts. 5.3)?
Aparentemente, o início da Grande Tribulação será um tempo de grande prosperidade, quando todos estarão proclamando “paz e segurança”, por terem alcançado o estado muito desejado de “utopia” sob o governo do anticristo.
67 – Qual será a situação do anticristo durante a Grande Tribulação?
Ele será um homem super dotado, o super-homem, o último ditador mundial.
68 – Qual será a posição de Israel durante o milênio em relação às nações (Dt. 28.13,44; Is. 60.10-15 e Zc. 8.20-23)?
Tendo Cristo como seu Messias e cabeça, Israel tornar-se-á a nação líder do mundo, e não mais a “cauda”.
69 – O número de pessoas que buscarão ao Senhor no reino milenial será grande ou pequeno (SI. 72; Is. 11.9; Zc. 14.16-21 e Ml. 1.11)?
No Milênio a grande maioria dos homens do mundo buscará a Deus e aprenderá a justiça.
70 – Demonstrar que a profecia de Ez. 38 e 39 não se trata da Batalha de Armagedom mencionada em Ap. 16.16.
Comparando a profecia de Ezequiel 38 e 39 com Ap. 16.16, vemos divergências insolúveis que nos levam a concluir que não se trata da mesma batalha. Vejamos algumas destas divergências:
Ezequiel 38 e 39:
Deus conduz a Gogue (Ez. 38.16 e Ez 39.2);
Limitado número de nações participam da invasão de Israel (Ez. 38.2-6);
Sobrevive 1/6 dos invasores (Ez. 39.2);
A batalha é precedida de um tempo de grande prosperidade em Israel (Ez. 38.8-11).
Apocalipse 16.16:
A Besta (Anticristo) conduz os exércitos das nações amotinadas contra Cristo (Ap. 19.19).
Participação mundial das nações na guerra contra o povo de Deus (Ap. 19.21).
Nenhum inimigo sobrevive (Ap. 19.21).
A batalha é precedida de grande tribulação, com intenso sofrimento para Israel (Ap. 12.17 e 13.7)
71 – Demonstrar as distinções entra a batalha de Gogue e Magogue de Ez. 38 e 39 com a de Ap 20.7-8.
Comparando as duas batalhas, verifica-se que a batalha de Apocalipse é inteiramente diferente da que é mencionada em Ezequiel 38 e 39. Vejamos as distinções entre estas duas batalhas:
Ezequiel 38 e 39:
A batalha segue-se a um período de tempo em que o nome de Deus estará sendo profanado (Ez. 39.7).
Deus dirige Gogue em direção a Israel (Ez. 38.16). A invasão vem somente do Norte, de algumas nações bem identificadas na Bíblia (Ez. 38.15).
O propósito de Gogue nesta invasão é saquear Israel (Ez. 38.12)
Apocalipse 20:
A batalha segue-se a um período de tempo de glória milenar (Ap. 20.6).
Satanás dirige Gogue e Magogue contra Israel (Ap. 20.7-9).
Nesta invasão de Gogue, as nações do mundo inteiro são incitadas à guerra (Ap. 20.7-8).
As nações são enganadas pelo Diabo e se rebelam contra Deus para destruírem Jerusalém (Ap. 20.8).
72 – O que acontecerá no fim do milênio (Ap. 20.3,7-15)?
No fim do Milênio-Satanás será solto do abismo por “pouco tempo” (Ap. 20.3,7-9), quando uma vasta multidão de gente o acompanhará em uma rebelião contra o Senhor Jesus Cristo em Jerusalém. Essa rebelião será fustigada imediatamente e dominada por Deus, que enviará fogo do céu que os devorará. Esse será o verdadeiro e terminante fim da carreira de Satanás nesta terra, quando então ele será lançado no lago de fogo, onde será atormentado para sempre.
73 – O que muitos estudiosos de escatologia Bíblica pensam significar Gogue, Magogue, Meseque, Tubal, Ros, Gômer, Togarma, Persas, Etíopes, e Pute em Ez. 38.2-6?
Gogue: Líder da confederação do norte;
Magogue: Região composta por três partes (Rôs, Meseque e Tubal). Terra de Gogue. Corresponde hoje a moderna Rússia.
Meseque: Moscou, ou Moskva, como se escreve em russo.
Tubal: É o moderno nome de Tobolsk, uma das principais cidades russas.
Rôs: Uma transi iteração direta do hebraico, que muitos pensam significar a Rússia.
Gômer: Veio a ser a Germânia, e modernamente a Alemanha.
Togarma: Corresponde a Armênia e Turquia.
Pérsia: Irã.
Etiópia: A Etiópia original ficava na bacia dos rios Tigres e Eufrates (Gn. 2.13). Daí seus habitantes emigraram para a África Oriental.
Pute: Líbia, vizinha do Egito.
74 – O que ensina o pré-milenismo?
O pré-milenismo ensina que o segundo advento acontecerá antes do reino de mil anos de Cristo sobre a terra, com sede em Jerusalém.
75 – O que ensina o pós-milenismo?
O pós-milenismo ensina que Cristo voltará à terra depois de ter reinado espiritualmente, do Seu trono celestial, por um longo período de tempo durante a presente era, por meio da Igreja.
76 – O que ensina o amilenismo?
O amilenismo ensina que o Milênio deve ser encarado como simbólico. Descarta por completo a possibilidade de um Milênio literal.
77 – O que ensina o pré-tribulacionismo?
O pré-tribulacionismo ensina que Jesus virá arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação. Acredita também que a Tribulação é um assunto que diz respeito apenas aos gentios e aos judeus. Como a Igreja acha-se circunscrita noutra dispensação, a graça, não terá de passar pela ardência do Dia do Senhor. Aceita-se, porém que os salvos experimentarão o que se convencionou chamar de o princípio das dores.
78 – O que ensina o pós-tribulacionismo?
Ensina que a Igreja somente será arrebatada após a Grande Tribulação.
79 – O que ensina o midi-tribulacionismo?
Ensina que todos os crentes serão levados no arrebatamento que acontecerá na metade (depois dos primeiros três anos e meio) da Tribulação.
80 – Quem são os 144.000 mencionados em Ap. 7.1-8 e Ap. 14.1-5?
São judeus (homens e mulheres) que serão salvos no início da Grande Tribulação. Este grupo não será a Igreja representada. Serão pregadores do Evangelho do Reino durante a Grande Tribulação que foram comprados, resgatados e redimidos pelo Senhor (Ap.14.3). Pertencem às tribos de Israel que são mencionadas em (Ap. 7.4-8).
81 – Descrever as atividades do falso profeta no período da Grande Tribulação.
Enganará, tendo aparência de cordeiro (Ap. 13.11); exercerá liderança religiosa (Ap. 13.11); falará como dragão (Ap. 13.11), ensinará fortemente idolatria (Ap. 10.14); imitará os verdadeiros profetas do Senhor (Ap. 13.12); influenciará fortemente as pessoas (Ap. 13.12); operará milagres (Ap. 13.13); receberá e exercerá o poder da primeira besta (Anticristo); fará a vontade exclusiva do Anticristo (primeira besta); exigirá adoração absoluta para a primeira besta; fará descer fogo do céu na terra; enganará os habitantes da terra com grandes sinais; ordenará aos moradores da terra que façam a imagem da besta, e forçará as pessoas a serem marcadas com o sinal e o número da besta (666).
82 – Descrever quais serão as atividades do Anticristo no período da Grande Tribulação (Ap. 13.1-10).
Usará de astúcia diabólica e maligna (Ap. 13.1); falará de coisas grandiosas (Ap. 13.5); blasfemará contra Deus, contra o Tabernáculo e os que moram no céu (Ap. 13.6); fará guerra contra os santos que mantiverem o testemunho de Jesus durante a Grande Tribulação (Dn. 7.21 e Ap. 13.7); exercerá autoridade e domínio sobre o mundo inteiro (Ap. 13.7); controlará as massas humanas (Ap. 13.16-17); atrairá a atenção do mundo (Ap. 13.3); oferecerá uma falsa prosperidade nos primeiros três anos e meio do seu governo (Dn. 8.24-25); mudará os tempos e as leis (Dn. 7.25); fará sua própria vontade e se engrandecerá sobre todo deus e não fará caso do Deus verdadeiro (Dn. 11.36-37); controlará todo sistema religioso e toda adoração (se assentará no templo de Deus, fazendo-se passar por Deus – 2Ts. 2.4); será inimigo declarado de Deus (Ap. 13.2); comandará a guerra mundial do Armagedom (Ap. 16.12-14); com as dez nações, destruirá a Babilônia misteriosa (a grande prostituta) que dirige o falso profeta (Ap. 17.16-17); matará as duas Testemunhas, deixando seus cadáveres expostos durante três dias, para que todo mundo veja o seu poder (Ap. 11.7-10); desencadeará uma terrível perseguição contra o povo de Israel (judeus), que será guardado por Deus no deserto (Ap. 12.14-15) e estabelecerá no mundo inteiro um avivamento da idolatria (Ap. 13.14).
83 – Quais são os poderes que se levantarão sobre a terra no tempo do fim?
O poder do Norte (Ez. 38 e 39), o poder do Sul (Dn. 11.40), o poder do Oriente (Dn. 11.44 e Ap. 16.12) e o poder do Ocidente – Império Romano (Ap. 13.1-10).
84 – Quanto tempo Israel levará para enterrar os restos mortais das tropas de Gogue (Ez. 39.12)?
Sete meses.
85 – Quanto tempo Israel levará para remover os escombros da batalha de Gogue e seus aliados (Ez. 39.9)?
Sete anos.
86 – Qual é o significado da expressão Gogue e Magogue em Ap. 20.8?
Gogue e Magogue em Ap. 20.8 são títulos simbólicos que representam os últimos inimigos de Israel (nações do mundo inteiro), que aliados com o Diabo pelejaram contra a Cidade Santa após o Milênio.
87 – Cite oito diferenças entre o Senhor Jesus Cristo e o Anticristo.
O Senhor Jesus Cristo:
O Cordeiro, manso e humilde, o Salvador, não houve engano em sua boca, derramou seu sangue pelos pecadores, verdadeiro Deus, pacificador e Deus encarnado.
O Anticristo:
A Besta, altivo e soberbo, ditador e destruidor, enganador e mentiroso, derrama o sangue dos santos, pretende ser Deus, produz guerra, é Satanás encarnado.
88 – Qual é o número que identificará o Anticristo? (Ap. 13.18).
O número 666.
89 – Quem dará apoio político ao anticristo?
Uma confederação de dez nações (Dn. 7.7-8 e Dn. 2.41-45).
90 – Quanto tempo durará a batalha do Armagedom (Zc. 14.4-7)?
A batalha durará um dia.

Fonte: CACP.

sábado, 18 de junho de 2016







Nasceu em Manaus, AM, a 19 de setembro de 1874, filha de José Martins Cardoso e de Cândida Rosa de Aguiar Cardoso. Casou-se aos 25 anos de idade, no dia 25 de setembro de 1899, com Henrique Albuquerque que, como seu sogro, era prático em navegação nos rios amazônicos.No Pará, converteu-se a Cristo, na Primeira Igreja Batista de Belém que, na época, era pastoreada por Almeida Sobrinho, por quem Celina foi batizada, no batistério do templo à rua João Balby, 406.Em 1910, chegaram os pioneiros do Movimento Pentecostal, que começaram a ensinar a doutrina do Espírito Santo que traziam em seus corações. Celina se interessou pelo que eles pregavam e, crendo na verdade, passou a buscar a promessa de Jesus Cristo.Com a idade de 95 anos, a fiel anciã foi chamada ao descanso eterno, a 27 de março de 1969, em Belém do Pará.
O selo do Espírito Santo veio primeiro sobre ela
Celina Albuquerque e Maria de Nazaré foram as primeiras a declarar que aceitavam a promessa registrada em Atos 2.17-18: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão sonhos vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão...” Elas se propuseram a permanecer em casa, em oração, até que Deus as batizasse com o Espírito Santo.
À uma hora da manhã do dia 8 de junho de 1911, em sua residência na rua Siqueira Mendes, 79 (atual 161), Celina Albuquerque foi a primeira pessoas, em solo brasileiro, a ser batizada com o Espírito Santo. Estava confirmada a verdade pregada pelos missionários, que anunciavam um novo batismo.
Logo ao amanhecer, a irmã Nazaré apressou-se a ir à casa de José Batista de Carvalho, na av. São Jerônimo, 224, levando consigo a boa nova de que a irmã Celina recebera a promessa conforme a Palavra de Deus. Na casa de José Batista estavam reunidas várias pessoas, entre elas Manoel Maria Rodrigues, diácono da Igreja Batista. Ele declarou mais tarde: “Foi nesse momento que ouvi falar e cri no batismo com o Espírito Santo”. Maria de Nazaré, no dia seguinte, teve a mesma experiência: era batizada com o Espírito Santo.
Imediatamente, todos os membros da igreja tiveram conhecimento do fato e algumas pessoas resolveram ir à casa de Celina, a fim de averiguarem pessoalmente o que estava acontecendo. Entre os interessados estavam os irmãos José Plácido da Costa, diácono e superintendente da Escola Dominical; Antônio Marcondes Garcia e esposa; Antônio Rodrigues e Raimundo Nobre, seminaristas.
Os dois missionários não silenciaram, continuando a pregar a Palavra de Deus. Realizavam reuniões de oração onde moravam, local agora muito visitado pelos membros da igreja. O clima naquela peque comunidade evangélica era de tensão. Formaram-se dois grupos: o daqueles que aceitavam a doutrina pregada pelos missionários e se mantinham firmes nas suas opiniões e o grupo daqueles que rejeitavam a doutrina do batismo com o Espírito Santo e não se conformavam com a presença dos missionários no sei da igreja.
Uma santa mulher; heroína da fé
Entre os cooperadores da primeira hora, na obra pentecostal no Brasil, encontram-se algumas mulheres que, como desprendimento e heroísmo, enfrentaram os maiores desafios. Elas se puseram como verdadeiras colunas, como vasos de ouro nas mãos de Deus.
Celina Albuquerque destacou-se entre elas. Sua bravura evidenciou-se em episódios como o descrito por A. P. Franklin, autor de Entre Crentes Pentecostais e Santos Abandonados na América do Sul, citado em O Diário de um Pioneiro. Reporta-se a um incidente ocorrido em 13 de novembro (de 1911), por ocasião de um batismo, quando grande multidão, armada com facas e laços, estava decidida a impedir a cerimônia. O escritor começa a informar: “Os primeiros batismos eram feitos todos em segredo, geralmente, às onze horas da noite, pois não havia nem templos nem tanques batismais”. E prossegue: “Mas um dia criaram coragem e anunciaram um batismo público a beira-rio. Isso deu tempo para que os inimigos se preparassem. Vieram então várias centenas de homens e pensavam que com violência poderiam impedir o ato sagrado. O líder veio à frente carregando uma cruz. Os poucos crentes que estavam reunidos compreenderam o perigo naquele momento e temeram que sangue fosse derramado, Vingren procurou ler a Bíblia, mas foi impedido. Procurou outra vez, mas o líder tirou o seu punhal e se preparou para lançar contra ele”.
Neste instante, a irmã Celina interveio colocando-se entre os dois, e esse gesto salvou-lhe a vida. Então veio a inesperada providência de Deus: o Senhor fez com que um outro católico, pessoa idosa e respeitável, se impusesse, a gritar: “Chega! Deixem que eles tenham a sua cerimônia”. O líder do grupo intentava concretizar a ameaça, mas sem o mesmo ímpeto foi contido pela palavra do missionário: “Eu faço somente o que Deus quer!” E mesmo sob os riscos, que continuavam, o ato se realizou. E Deus deu o livramento.
Ao ser batizada no Espírito Santo, Celina começou a despertar os irmãos no sentido de lhe seguirem o exemplo, havendo sido, por conseguinte, um marco esplendoroso.

Informações Extraídas:
As Assembléias de Deus no Brasil – Sumário Histórico Ilustrado, com texto de Juanyr de Oliveira, CPAD, 1ª edição, 1997.
História das Assembléias de Deus no Brasil, CPAD, 2ª edição, 1982.
Fotos: História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CPAD – 1º edição – 2004.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Alguém pode ter o nome riscado do livro da vida?




Segundo a Bíblia, no Juízo Final, os mortos serão julgados de acordo com as coisas escritas nos livros, isto é, segundo as suas obras (Ap 20.12). E aquele cujo nome não constar do livro da vida será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15). Isso significa que o Senhor tem o registro de tudo o que fazemos (Sl 139.16; Ml 3.16; Sl 56.8; Mc 4.22).
Quanto aos livros abertos no último grande julgamento, o pastor Antonio Gilberto afirmou, em sua primorosa obra O Calendário da Profecia, editada pela CPAD:
Alguns desses livros devem ser:
·         O livro da consciência (Rm 2.15; 9.1).
·         O livro da natureza (Jó 12.7-9; Sl 19.1-4; Rm 1.20).
·         O livro da Lei (Rm 2.12). Ora, a Lei revela o pecado (Rm 3.20).
·         O livro do Evangelho (Jo 12.48; Rm 2.16).
·         O livro da nossa memória (Lc 16.25: “Filho, lembra-te…”; Mc 9.44 — aí deve ser uma alusão ao remorso constante no Inferno). (Ver o contexto: vv.44-48 e Jeremias 17.1.)
·         O livro dos atos dos homens (Ml 3.16; Mc 12.36; Lc 12.7; Ap 20.12).
·         O livro da vida (Sl 69.28; Dn 12.1; Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 20.12).
A presença do livro da vida nessa ocasião é certamente para provar aos céticos que estão sendo julgados que seus nomes não se encontram nele. (Ler o incidente de Mateus 7.22,23.)
Quando um nome é inserido no livro da vida?
O que é o livro da vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Jesus, escreva os seus nomes no livro da vida”. É importante observar que, em Apocalipse 17.8, está escrito que os nomes estão relacionados no livro da vida desde a, e não antes da fundação do mundo.
Há uma enorme diferença entre antes da e desde a. No grego, o termo apos significa “a partir de”. Segue-se que a expressão “desde a fundação do mundo” denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no livro da vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada, criada por Deus (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. A expressão em apreço foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Isto é, os sacrifícios de animais realizados antes de Cristo tipificam a sua definitiva obra redentora.
Uma pessoa só pode ter o registro do nome em cartório depois de seu nascimento; ninguém é registrado antes disso. Da mesma forma, o nome de uma pessoa salva só passa a constar do livro da vida após o seu novo nascimento. Afinal, “aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Não existe listagem prévia dos eleitos, como pensam certos teólogos. Na medida em que os indivíduos crêem em Cristo e o confessam como Senhor (Rm 10.9,10), eles são inscritos no rol de membros da Igreja dos primogênitos, a Universal Assembléia (At 2.47, ARA; Hb 12.23).
É possível ter o nome riscado do livro da vida?
De acordo com a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do livro da vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Êxodo 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moisés pelo povo: “Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro”.
Serão riscados os que permanecerem desviados do Senhor e em pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Jesus disse aos discípulos da missão dos setenta, provavelmente distintos dos doze (“outros setenta”, v.1): “alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus”. Judas, porém, um dos discípulos do Senhor, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Pedro afirmou: “[Judas] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério… se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (At 1.17,25).
Alguns, ainda, afirmam que Deus relacionou toda a humanidade no livro da vida e só risca quem não recebe a Cristo como Salvador. Não obstante, a promessa “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Ap 3.5) é dirigida aos salvos que vencerem, e não aos pecadores que se converterem. Estes, conquanto tenham os seus nomes arrolados no Céu ao receberem a Cristo, precisam perseverar até ao fim (Mt 24.13).
Em Filipenses 4.3, o apóstolo Paulo mencionou cooperadores “cujos nomes estão no livro da vida”, porém antes ele asseverara: “estai sempre firmes no Senhor, amados” (v.1). Não foi por acaso que os pastores das sete igrejas da Ásia ouviram do Senhor a mensagem: “Quem vencer” (Ap 2 e 3). A manutenção do nome de alguém no livro da vida está condicionada à sua vitória até ao fim (Ap 3.5). Somos filhos de Deus hoje (Jo 1.11,12), mas devemos atentar para o que diz Apocalipse 21.7: “Quem vencer herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”.

Ciro Sanches Zibordi do site http://cirozibordi.blogspot.com.br

sábado, 22 de novembro de 2014

Romanos 11.17-23 – até a Nação Eleita foi cortada!



“Se alguns ramos foram cortados, e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outros e agora participa da seiva que vem da raiz da oliveira, não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você. Então você dirá: ‘Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado’. Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à incredulidade, e você permanece pela fé. Não se orgulhe, mas tema. Pois se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você. Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. De outra forma, você também será cortado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar” (Romanos 11:17-23)
Este é um dos textos mais difíceis de um calvinista deturpar e dizer que aquelas pessoas nunca foram salvas, ou que apenas perderam uma recompensa. O texto é claro: aqueles indivíduos (os gentios convertidos) foram “enxertados” na oliveira, representando que eles agora estavam em Cristo, mediante a fé. Mas ao invés de Paulo dizer que eles estariam garantidos na oliveira não importa o que acontecesse, ele faz justamente o contrário, se antecipando a essa possível objeção e dizendo que Deus não lhes pouparia caso desobedecessem, e que havia a possibilidade de eles serem cortados da oliveira.
Mais uma vez, vemos aberta a possibilidade de apostasia, de ser cortado do Reino, de deixar a oliveira, mesmo já estando lá uma vez. Ele não diz que as pessoas que foram enxertadas na oliveira ali permaneceriam incondicionalmente para sempre, mas os alerta com tanto rigor para a possibilidade de serem cortados que é impossível pensar que ele fosse um “calvinista”. Além da permanência na oliveira ser condicional (v.22), ainda havia como ser cortado (v.22), razão pela qual eles deveriam “temer” (v.20). Temer o que, se é realmente impossível perder a salvação?
Extraído do livro “Calvinismo X Arminianismo: quem está com a razão?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Se a graça é resistível, a salvação é por obras?




Um argumento dado pelos calvinistas que é comumente usado na tentativa de depor contra a graça resistível é que, se a graça não é irresistível, a salvação seria por obras e o homem seria o seu próprio salvador. Eles costumam frequentemente dizer que, se a graça é oferecida ao homem e este pode recusá-la, o homem se torna o causador da própria salvação, e não Deus. Este argumento por si só já começa estranho, pois, se a lógica funciona assim mesmo, então até no calvinismo Deus não seria o salvador.
Se o fato de o homem aceitar a graça no arminianismo torna o homem salvador de si mesmo, então por que o fato de o homem aceitar a graça no calvinismo não torna o homem salvador de si mesmo? Ambos ensinam que a graça é derramada, a diferença é que um crê que essa graça é resistível e o outro crê que essa graça é irresistível. Se o fato de o homem aceitar a graça no calvinismo faz de Deus o salvador, por que o fato de o homem aceitar a graça no arminianismo não faz de Deus o salvador?
O calvinista poderá afirmar que é porque no arminianismo o homem pode rejeitar a graça. Isso é verdade. Porém, o que isso muda? A coisa continua igual para os que aceitam. Os que aceitam irresistivelmente são salvos no calvinismo, e os que aceitam persuasivamente são salvos no arminianismo. Nada muda para os que aceitam, exceto o fato de que um aceitou pelo uso da força, enquanto o outro aceitou por persuasão. Como diz Olson, “um presente que é rejeitado ainda é um presente, se for livremente recebido. Um presente recebido livremente não é um presente menor do que um recebido sob coerção”[1].
Fazendo uma analogia, é como se um pai comprasse um presente para dois filhos. Para um deles, chamado João, ele compra o presente e força que aceite o presente. Para outro deles, chamado Jacob, ele compra o presente e o oferece, deixando escolhê-lo livremente. Somente um obtuso diria que no primeiro caso o presenteador é o pai, e que no segundo caso o filho se presenteou a si mesmo. Da mesma forma, ninguém em sã consciência diria que no primeiro caso o presente foi um presente, enquanto no segundo caso o presente deixou de ser um presente e se tornou um mérito.
Em ambos os casos, a graça continua sendo graça. Em ambos os casos, o salvador permanece sendo Deus. A aceitação por parte do homem, seja ela resistível ou irresistível, forçada ou não-forçada, não faz do homem salvador de si mesmo, o que confronta a lógica e o bom senso.  Por incrível que pareça, esse argumento inútil dos calvinistas tem sido usado contra os arminianos desde a época de Armínio. E Armínio também usou analogias para mostrar o defeito das acusações calvinistas. Ele disse:
“Um homem rico concede, a um pobre e faminto mendigo, esmolas com as quais ele será capaz de manter a sua família e a si mesmo. O fato de o mendigo estender as suas mãos para receber as esmolas faz com que elas deixem de ser um presente genuíno? Pode-se dizer com propriedade que ‘as esmolas dependem parcialmente da liberalidade do Doador e parcialmente da liberdade do favorecido’, embora este último não fosse receber as esmolas a menos que ele as tivesse recebido estendendo sua mão?”[2]
Comentando este trecho, Olson diz:
“Usando-se a analogia de Armínio do rico e do mendigo, seria normal dizer que a aceitação, por parte do mendigo, do dinheiro dado pelo homem rico foi um fator decisivo na sobrevivência de sua família? Quem diria tal coisa? Toda a atenção neste caso se concentraria no benfeitor e não no pobre receptor da benfeitoria”[3]
Norman Geisler também emprega analogia semelhante para mostrar a irracionalidade da acusação calvinista. Ele declara:
“O ato de receber um dom pela fé não é mais meritório do que é o de um mendigo ao receber uma ajuda. E uma lógica estranha a que assevera que o recebedor ganha crédito por receber uma dádiva, e não o doador! O ato de fé em receber o dom incondicional de Deus não granjeia nenhum mérito para o recebedor. Ao contrário, todo louvor e glória vão para o Doador de ‘toda boa dádiva e todo dom perfeito’ (Tg 1.17)”[4]
Assim como seria estúpido dizer que um mendigo que estende as mãos para receber uma esmola dada por graça a recebeu “por suas boas obras” ou que causou a própria doação, assim também é ridículo alegar que o ato de aceitar a graça é uma “boa obra” que “causa a salvação” e a torna “centrada no homem”. Como diz Olson, “o verdadeiro arminianismo dá a Deus toda a glória e aos humanos, nenhuma; a salvação é inteiramente de Deus mesmo se as pessoas devam escolher livremente não resistir a ela. Mas mesmo essa habilidade de não resistir à graça salvífica é de Deus; ela não faz parte do equipamento natural da humanidade”[5].
Ele também acrescenta que “a decisão da fé não é causa meritória ou eficaz da salvação; a única causa é Cristo e sua morte. A decisão da fé é apenas a causa instrumental de salvação (como o ato de descontar um cheque), ao fazer isso, o dom é ativado. Mas isso não acrescenta nada ao dom ou o torna menos gratuito. Os arminianos acreditam que as pessoas são salvas apenas pela morte de Cristo e não por suas próprias decisões ou ações”[6].
O próprio Olson também empregou diversas analogias para simplificar o entendimento da salvação no prisma arminiano. Uma delas é a de um homem caído em um poço. Ele diz:
“Uma ilustração seria um homem caindo inconsciente em um poço. Deus chama o homem e lhe oferece ajuda. O homem recobra a consciência. Deus despeja água no poço e encoraja o homem ferido a flutuar na água e sair do poço. Tudo o que o homem tem a fazer é deixar que a água o eleve não lutando contra ela ou não se prendendo ao fundo do poço. Essa é uma analogia (embora rudimentar e simples) da graça preveniente. Como pode uma pessoa resgatada nestes moldes vangloriar-se desse resgate? Tudo o que ela fez foi relaxar e deixar que a água (a graça) a salvasse”[7]
Outra analogia que ele faz é a de um depósito de um cheque:
“Imagine um aluno que esteja passando fome e prestes a ser despejado de seu dormitório por falta de dinheiro. Um professor bondoso dá a esse aluno um cheque de R$ 1.000,00 – o suficiente para que ele pague seu aluguel e coloque uma boa quantidade de comida em sua dispensa. Imagine, pensando mais além, que o aluno que foi resgatado leve o cheque até o banco, assine e deposite o cheque em sua conta (o que faz com que seu extrato fique com R$ 1.000,00 positivos). Imagine também que o aluno então começa a andar pelo campus se gabando de que ele mereceu receber a quantia de R$ 1.000,00. Qual seria a resposta das pessoas caso soubessem a verdade acerca da situação? Eles acusariam o aluno de ser miserável e ingrato. Mas suponha que o aluno diga: ‘Mas o fato de eu endossar o cheque e o depositar em minha conta é o fator decisivo para que eu conseguisse o dinheiro, então eu fiz uma boa obra que mereceu, ao menos, parte do dinheiro, não mereci?’ Ele seria ridicularizado e possivelmente ainda seria ignorado pelos demais por ser uma pessoa insensata”[8]
Todas essas analogias, e muitas outras que poderíamos passar aqui, mostram o quão ridícula é a acusação calvinista de que no arminianismo a salvação é centrada no homem, por obras ou pelo mérito humano. Em todas elas, o Doador da graça permanece sendo Deus, e o fator e a causa da salvação permanece sendo a graça divina. O homem se vangloriar por aceitar a graça é algo tão obtuso quanto um mendigo se orgulhar de ter recebido uma esmola, como se o fato de ele ter estendido as mãos para recebê-la implicasse em algum mérito pessoal pelo qual ele possa se ostentar.
[1] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 210.
[2] ARMINIUS, “The Apology or Defence of James Arminius, D.D.”, Works, v. 2, p. 52.
[3] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 215.
[4] GEISLER, Norman. Eleitos, mas Livres: uma perspectiva equilibrada entre a eleição divina e o livre-arbítrio. Editora Vida: 2001, p. 225.
[5] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 202.
[6] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 290.
[7] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 206.
[8] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 255-256.
Extraído do livro “Calvinismo X Arminianismo: quem está com a razão?”, 


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O que são e porque os livros apócrifos não estão em todas as Bíblias?

Os Livros Apócrifos

Etimologicamente, o termo “apócrifo” significa: “oculto”, “escondido”. É usado para designar os 14 ou 15 livros, ou partes de livros que, em algum tempo, foram colocados entre os livros do Velho e do Novo Testamento. Eles aparecem anexados nas versões Septuaginta e Vulgata Latina.
O vocábulo tem sido empregado de forma diferente por católicos e protestantes:
Para os protestantes “apócrifo” designa o conjunto de livros ou porções de livros que não fazia parte do cânon (lista de livros inspirados) hebraico;
Para os católicos “Apócrifo” se refere aos livros que os estudiosos protestantes chamam de pseudo-epígrafos.
Os livros que os protestantes chamam de “apócrifos”, os católicos chamam de “Deutero- canônicos”.
Para os protestantes, os livros apócrifos não foram inspirados por Deus. São importantes fontes documentais para o conhecimento da história, cultura e religião dos Judeus. Também muito úteis para nossa compreensão dos acontecimentos intertestamentários (entre o Velho e o Novo Testamento). Mas não para estarem lado a lado com a literatura canônica (inspirada por Deus), pois ao compararmos uma literatura com a outra, logo percebemos profunda e radical diferença no estilo, na autoridade e até nos ensinamentos.
A igreja Católica só se lembrou de incluí-los no Cânon (lista de livros inspirados por Deus) em 15 de abril de 1546, no Concílio de Trento, impondo-os aos seus fiés como livros inspirados. Quem não aceitasse a decisão da igreja, seria por ela amaldiçoado.
Por que rejeitamos os apócrifos?
Se a mente divina inspirou a cada escritor, o produto destes diferentes autores deve estar em harmonia entre si.
Portanto, os primeiros livros se constituem o critério para todos os demais livros que se consideram ou são chamados de inspirados. Mas os livros conhecidos como apócrifos:
1. Não se harmonizam em ensino e doutrina com Moisés e outros profetas canônicos;
2. Nem Jesus, nem os apóstolos citaram os livros apócrifos como fonte de autoridade.
Por que então, a Igreja Católica continua apegada aos livros apócrifos? Porque as doutrinas fictícias dos apócrifos confirmam falsos ensinos da igreja, como por exemplo: oração pelos santos, falsas curas, dar esmolas para libertar da morte e do pecado, e salvação pelas obras.
Eis alguns ensinos de apócrifos:
1. Ensino da Arte Mágica – Tobias 6:5-8. Refutação bíblica: Marcos 16:17; Atos 16:18
2. Dar Esmolas Purifica do Pecado – Tobias 12: 8 e 9; Eclesiático 3:33. Refutação bíblica: 1 Pedro 1:18 e 19; Judas 24
3. Pecados Perdoados pela Oração – Eclesiástico 3:4. Refutação bíblica: Prov. 28:1; 1 João 1:9; 2: 1e2.
4. Orações pelos Mortos – 2 Macabeus 12: 42-46. Refutação bíblica: Atos 2:34; Isaías 38:18; Lucas 16:26; Isaías 8:20.
5. Ensino do Purgatório – Sabedoria 3:1-4 (imortalidade da alma). Refutação bíblica: 1 João 1:7
6. O Anjo Relata uma Falsidade – Tobias 5: 1-19. Refutação bíblica: Lucas 1:19
7. Uma Mulher Jejuando toda Sua Vida – Judith 8: 5 e 6.
Esta é uma história parecida com outras lendas católicas com respeito a seus santos canonizados. Uma mulher dificilmente jejuaria por toda sua vida. Jesus, mesmo sendo divino-humano, jejuou 40 dias, não pela vida toda.
8. Simeão e Levi mataram os habitantes de Siqueia  por ordem de Deus – Judite 9:2
Refutação bíblica: Deus não tinha nada a ver com isto: Gênesis 34:30; 49: 5-7; Romanos 12: 19, 17
9. A Imaculada Conceição – Sabedoria 8:19 e 20. Este texto é usado pelos católicos para sustentar a doutrina de que Maria nascera sem pecados. Refutação bíblica: Lucas 1: 30-35; Salmo 51:5; Romanos 3:23.
10. Ensinos da Crueldade e do Egoísmo – Eclesiástico 12:6. Refutação bíblica: Provérbios 25:21,22; Romanos 12:20; João 6:5; Marcos 6:44-48.
Há muitos outros ensinamentos errados, mas, creio serem estes suficientes para aceitarmos que tais livros devem realmente ficar fora da lista de livros inspirados.
Apócrifos do Antigo Testamento
1) O 1º Livro de Esdras;
2) O 2º Livro de Esdras;
(Na versão Vulgata: O Esdra Canônico é chamado de 1º Esdras e Neemias de 2º Esdras; enquanto o 1º Livro de Esdras apócrifo é chamado de 3º Esdras).
3) Tobias;
4) Judite;
5) Adições ao Livro de Ester;
6) A Sabedoria de Salomão;
7) A Sabedoria de Jesus o filho de Sisaque, ou Eclesiástico;
8) Baruque;
9) A Carta de Jeremias;
10) A oração de Azarias e o Canto das Três Jovens;
11) Susana;
12) Bel e o Dragão;
13) A oração de Manasses;
14) O 1º Livro de Macabeus;
15) O 2º Livro de Macabeus;
Apócrifos Deutero-canônicos
1) Tobias;
2) Judite;
3) Adições ao Livro de Éster (10:4 – 16:22);
4) Sabedoria;
5) Eclesiástico;
6) Baruque;
7) Susana (Daniel 13);
8) Bel e o Dragão (Daniel 14);
9) 1º Macabeus;
10) 2º Macabeus;
Apócrifos do Antigo Testamento
Os apócrifos do Antigo Testamento podem ser facilmente identificados comparando os livros das Bíblias utilizadas pela maioria das “Sociedades Bíblicas” com uma Bíblia Católica.
Na comparação abaixo, os livros sublinhados constituem os apócrifos (chamados de Deutero-canônicos pelos Católicos). Aqueles não sublinhados são aceitos como canônicos por protestantes e Católicos.
Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômio;
Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester (com acréscimos), 1 Macabeus, 2 Macabeus.
Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico.
Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruque, Ezequiel, Daniel (com acréscimo), Oséias, Joel, Amós, Abdias (Obadias), Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Total: 46 Livros
39 Canônicos
+7 Deutero-canônicos ( = aqueles sublinhados)
Apócrifos do Novo Testamento
Os apócrifos do Novo Testamento não oferecem problema porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs. E não podia ser diferente. Observe o ensino, como por exemplo, do evangelho de São Tomé:
“Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo, esbarra-lhe no ombro. Jesus irritado, disse: Não continuarás tua carreia. Imediatamente o menino caiu morto. Seus pais correram a falar com José, este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira”.
Tal relato não é compatível com a sublimidade dos ensinos de Cristo e é suficiente para provar que este evangelho é espúrio. “Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus. E, tendo-lhes imposto as mãos, retirou-se dali.” Mateus 19:13-15.
Lista dos Apócrifos do Novo Testamento
1) Evangelhos: Evangelho Segundo Hebreus, Evangelho dos Egípcios; Evangelhos dos Ebionitas; Evangelho de Pedro; Protoevangelho de Tiago, Evangelho de Tomé; Evangelho de Filipe, Evangelho de Gamaliel; Evangelho da Verdade.
2) Epístolas: Epístola de Clemente; as 7 Espístolas de Inácio; aos Efésios, aos Magnésios, aos Trálios, aos Romanos, aos Filadélfios, aos Esmirnenses e a Policarpo; a Epístola de Policarpo aos Filipenses; Epístola de Barnabé.
3) Atos: Atos de Paulo, Atos de Pedro, Atos de João, Atos de André, Atos de Tomé.
4) Apocalipses: Apocalipse de Pedro, o Pastor de Hermas, Apocalipse de Paulo, Apocalipse de Tomé; Apocalipse de Estêvão.
5) Manuais de Instrução: Didaquê ou Ensino dos 12 Apóstolos, 2 de Clemente. Pregação de Pedro.
Total: 34 livros – são mais do que os Canônicos do Novo Testamento (que somam 27).
Muitos destes livros disputaram um lugar junto ao Cânon Bíblico, mas graças a Deus, foram rejeitados pela Igreja Cristã, assessorada pelo Espírito Santo. Se estes livros pertencessem à lista de livros inspirados por Deus, certamente manchariam a beleza da sã e pura Palavra de Deus.
Devemos, portanto, nos apegar apenas aos 66 livros como dignos de confiança em termos da revelação de Deus ao homem. Nestes livros, 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, temos toda a revelação necessária para a salvação do homem. A Sociedade Bíblica do Brasil – com razão – adota estes 66 livros como padrão para as Bíblias que produz.
Fonte: Esse material foi extraído de uma apostila do professor Jorge Mário, que na época lecionava no Seminário Adventista Latino-americano de Teologia no Centro Universitário Adventista, Artur Nogueira, SP.
Equipe Biblia Online


Presciência de Deus, predestinação e livre-arbítrio humano

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